Passaporte Rússia – Análise dos convocados: Dinamarca

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresenta curiosidades de todas as seleções participantes da Copa do Mundo deste ano. Este é o sexto de sete textos sobre a Seleção da Dinamarca. O mundial da Rússia está chegando e aos poucos os treinadores estão definindo os seus 23 convocados para o torneio. Evidente que essa tarefa cabe também ao treinador da seleção dinamarquesa, Age Hareide.

Não há grandes surpresas na lista final do técnico, sendo que a grande maioria dos jogadores atuam fora do país, com uma predominância de atletas que jogam na Inglaterra. Apenas três jogadores atuam na Dinamarca. Confira os 23 jogadores convocados.

Goleiros

Kasper Schmeichel (Leicester City-ING): Kasper Schmeichel é o titular da posição e, sem dúvida, o mais preparado para ser o titular. Filho da lenda do Manchester United, Peter Schmeichel, o goleiro do Leicester é referência e quem transmite tranquilidade a zaga devido suas qualidades embaixo das traves, além de ser um dos destaques na épica conquista do Leicester na Premier League na temporada 2015/2016. Com 31 anos e na seleção desde 2011, Kasper vai disputar sua primeira Copa do Mundo e quer pelo menos igualar o feito de seu lendário pai, que é chegar pelo menos até as quartas de final.

Filho da lenda Peter Schmeichel, Kasper é um dos melhores goleiros do mundo (Reprodução/Skysports)

Jonas Lössl (Huddersfield-ING): revelado no tradicional Midtjylland, o arqueiro dinamarquês vai para sua primeira Copa do Mundo como terceiro goleiro e, assim como seu companheiro de seleção, Kasper Schmeichel, também atua no futebol inglês, mas seu passe pertence ao Mainz 05, da Alemanha. Com 29 anos e 18 convocações no currículo, mas atuando apenas em um jogo amistoso, Lössl tem total confiança de Age Hareide, já que foi o goleiro titular do Huddersfield na Premier League e conseguiu manter a equipe na principal divisão inglesa com suas boas atuações.

Frederik Rønnow (Brøndby-DIN): o mais novo entre os goleiros, com 25 anos, Frederik Rønnow é um dos poucos da seleção que atua em seu país, mas isso vai mudar. Em abril, o Eintrackt Frankfurt comprou o seu passe e na próxima temporada vai atuar no futebol alemão. Reserva imediato de Schmeichel, o jovem goleiro foi convocado em vinte oportunidades e atuou em sete partidas, ajudando a equipe a chegar ao mundial após oito anos.

Defensores

Simon Kjær (Sevilla-ESP): grande referência e capitão da seleção, Kjær vai para sua segunda Copa do Mundo e tenta levar sua experiência aos mais jovens que atuam na equipe. Revelado pelo Midtjylland e passando por equipes de destaque na Europa como Wolfsburg e atualmente no Sevilla, onde levou a equipe as quartas de final da Champions League (algo que não acontecia há quase 60 anos), Kjaer é presença constante na seleção e titular absoluto do treinador Age Hareide. Com 73 convocações e três gols marcados, Simon Kjaer quer repetir com a seleção a boa campanha que fez com sua atual equipe na temporada 2017-18.

Kjaer é o capitão da Dinamarca na Rússia (Reprodução/Skysports)

Andreas Christensen (Chelsea-ING): grande revelação defensiva nos últimos anos da Dinamarca, Andreas Christensen vem de boa temporada pelo Chelsea, chegando a atuar em muitos jogos da equipe na Premier League e também na Liga dos Campeões. Revelado na base do Brondly, o jovem zagueiro foi comprado pelo Chelsea em 2012 e sem muito espaço foi emprestado ao Borussia Monchenglabach por duas temporadas. Após isso, voltou ao Chelsea.

Com 22 anos e convocado desde 2015, com 19 anos, Christensen é uma peça fundamental na zaga dinamarquesa, devido sua leitura de jogo defensiva e junto com seu companheiro de zaga Kjaer, tenta levar a Dinamarca mais longe possível ao mundial.

Mathias Zanka Jørgensen (Huddersfield-ING): revelado no tradicional Copenhagen, Mathias Jørgensen é um dos experientes da seleção. Com 28 anos, o zagueiro vai disputar sua primeira Copa do Mundo. Poderia ter sido duas, mas Morten Olsen optou por deixar o bom defensor de fora da lista. Com passagens pelo futebol holandês e atualmente no Huddersfield, o defensor central de 1,91cm e 27 convocações é um dos quatro zagueiros de confiança que o treinador da seleção levou para o mundial da Rússia.

Jannik Vestergaard (Borussia Mönchengladbach-ALE): com toda sua carreira na Alemanha, Jannik Vestergaard é um dos grandes destaques do Borussia Monchenglabach e jogador importante na seleção dinamarquesa. Com 25 anos e quase dois metros, o zagueiro central sempre era convocado nas divisões de base da seleção, e teve sua primeira convocação em 2013, graças a Morten Olsen, e agora é presença constante na lista de Age Hareide.

Henrik Dalsgaard (Brentford-ING): lateral direito do Brentford da segunda divisão inglesa desde a temporada 2017-18, Dalsgaard é uma referência em um dos principais clubes da Dinamarca, o Aalborg, tendo ficado no clube por oito anos, mas algumas lesões atrapalharam a carreira do jogador. Antes de chegar ao Brentford, o defensor passou duas temporadas na Bélgica, mais precisamente no Zulte Waregem, porem novas lesões atrapalharam sua vida no clube belga.

Na seleção principal, sua trajetória deu início um pouco tarde. Só começou a ser chamado no começo das eliminatórias sob a batuta de Age Hareide. É também forte na jogada aérea, já que é incomum um lateral direito ter a sua altura, 1,92cm.

Jens Stryger Larsen (Udinese-ITA): lateral direito da Udinese, o dinamarquês Jens Larsen vem credenciado por uma boa temporada no clube italiano, mantendo regular e sendo convocado pelo técnico Age Hareide nesse novo ciclo para a Copa do Mundo na Rússia. Com 12 jogos pela seleção e um gol marcado, Larsen, revelado pelo Brondly, é forte marcador pelo setor direito já que não sobe muito ao ataque devido ao seu grande poder de marcação.

Jonas Knudsen (Ipswich Town-ING): lateral esquerdo que atua na segunda divisão da Inglaterra desde 2015 pelo Ipswich Town, Knudsen é o típico lateral que apoia muito. Prova disso são suas oito assistências para gols na última Championship (2º divisão inglesa), além de ter feito um gol. Convocado desde 2014 pelo ex treinador Morten Olsen, Knudsen, que foi revelado pelo pequeno Esbjerb, tem 13 convocações, mas apenas três jogos com a camisa vermelha da Dinamarca.

Meias

William Kvist (Copenhagen-DIN): indo para a sua segunda Copa do Mundo, o experiente Kvist, que hoje atua no Copenhagen, já é um jogador rodado no cenário europeu e também na seleção. Criticado por suas atuações na sua equipe (onde atualmente é reserva) e também por não estar apresentando seu melhor futebol na seleção, é de acordo com Age Hareide, peça chave no esquema da sua seleção, deviso seu grande poder de marcação e força. Desde 2007 na seleção e com 80 convocações no currículo, o volante revelado pelo Copenhagen (seu atual clube) e com passagens por Stuttgart e Wigan, pode estar se despedindo da seleção no principal torneio entre seleções, já que após a Copa, a Dinamarca passará por um novo ciclo.

Thomas Delaney (Werder Bremen-ALE): nome certo nas convocações de Hareide, Delaney é hoje um dos volantes mais versáteis do futebol alemão. Atualmente no Werder Bremen, mas com vários clubes de olho no jogador, como o Borussia Dortmund, o volante de 26 anos foi revelado no FC Copenhagen e passou cerca de nove anos no clube, saindo para o seu atual time e fazendo boa temporada. Na seleção desde 2013 com Morten Olsen, Thomas Delaney continuou sendo convocado pelo atual treinador e hoje acumula 30 convocações para defender seu país.

Lukas Lerager (Bordeaux-FRA): revelado no Akademisk Boldklub e com passagem pelo futebol belga, Lerager chegou ao Bordeaux nesta temporada após boa campanha com o Zulte. Na Ligue 1 participou de todos os jogos da equipe no campeonato, marcando três gols e dando duas assistências durante a competição. Já a sua história dentro da seleção não é tão grande. Convocado desde o ano passado, o meio-campista tem apenas três jogos nesse período, apenas um como titular.

Lasse Schöne (Ajax-HOL): um dos principais nomes do Ajax, Schöne trás para sua seleção toda a experiência no futebol holandês. Desde 2012 na principal equipe da Holanda, o meio-campista é convocado desde 2009 pelo treinador Morten Olsen, mas acabou ficando de fora da lista final para a Copa do Mundo da África do Sul. Com 34 convocações e três gols, pode ser um ótimo coadjuvante para Eriksen durante o mundial na Rússia.

Christian Eriksen (Tottenham-ING): o grande nome da equipe nesse mundial, Christian Eriksen sabe que uma boa campanha no mundial depende muito do seu futebol. Revelado pelo Ajax, o meia, apesar de jovem (26 anos), vai disputar sua segunda Copa do Mundo (na África do Sul era o jogador mais jovem da competição). Bem mais experiente e com muito destaque no futebol europeu, quer levar sua seleção o mais longe possível na Rússia.

Na seleção desde 2010, o meia tem 77 convocações no currículo, com 22 gols marcados. Ele foi peça fundamental na classificação para o mundial. Na repescagem foi o grande herói da equipe, marcando três gols fora de casa, em cima da Irlanda, classificando o time para o seu quinto mundial. Por seu clube, foi eleito um dos três melhores meio-campistas da Premier League.

Eriksen é o destaque dinamarquês na Copa (Reprodução/Skysports)

Pione Sisto (Celta de Vigo-ESP): nascido em Uganda e naturalizado dinamarquês, o ponta esquerda do Celta de vigo é uma das armas de velocidade que o treinador da seleção possui. Vindo do Midtjylland e grande parceiro do craque Eriksen pelo lado esquerdo do campo, o ponta não tem como característica fazer gols, mas sim puxar contra-ataques e dar assistências aos jogadores melhores colocados. Prova disso é que em 18 convocações pela seleção, Sisto tem apenas um gol com a camisa dinamarquesa, em um amistoso contra o Panamá.

Michael Krohn-Dehli (Deportivo La Coruña-ESP): o mais velho entre os convocados dinamarqueses, Krohn Dehli é um clássico meio-campista ofensivo. Com bons passes para os atacantes, o dinamarquês se caracterizou na carreira por ser melhor assistente do que finalizador. No meio da temporada chegou ao Deportivo la Coruña vindo do Sevilla, a pedido de Seedorf, mas não conseguiu evitar o rebaixamento da equipe.

Na seleção, é convocado desde 2006, mas acabou ficando de fora da Copa de 2010 por opção de Morten Olsen. Com 55 jogos e cinco gols, Khohn Dehli vai a sua primeira Copa do Mundo e bem provável que se despeça da seleção após o mundial.

Atacantes

Martin Braithwaite (Bordeaux-FRA): centroavante como característica, mas que pode ser usado como opção para os lados de campo, Martin Braithwaite atuou pouco em seu país, pelo pequeno Esbjerg. Nascido na Dinamarca, mas com raízes da Guiana, o atacante de 26 anos não fez uma boa temporada. Comprado pelo Middlesbrough, Braithwaite não se adaptou a Inglaterra e voltou a França para atuar no Bordeaux e ajudar a equipe na campanha irregular no campeonato com quatro gols e três assistência. Na seleção participou da campanha nas eliminatórias, mas sem muito destaque na competição. Com a camisa dinamarquesa o atacante tem apenas um gol marcado, diante da Polônia, em um amistoso.

Andreas Cornelius (Atalanta-ITA): vindo de boas temporadas junto com seu time, o Atalanta, Cornelius vai a sua primeira Copa do Mundo com grandes chances de ter um papel importante na equipe de Age Hareide. Revelado pelo Copenhagen em 2012, chamou a atenção de alguns clubes europeus. Em 2013, o Cardiff City, que tinha subido a Premier League, o contratou, mas sua passagem no clube não foi boa e ele acabou voltando ao seu clube de origem, onde ele recuperou o seu bom futebol fazendo gols. Pela seleção, o centroavante que fez sua estreia pelos Danish em 2012, tem bons números. Em 20 jogos, ele balançou a rede em oito oportunidades.

Viktor Fischer (Copenhagen-DIN): um dos poucos que atuam no país chamados por Age Hareide, Viktor Fisher é um atacante de velocidade que fez toda a sua carreira praticamente fora da Dinamarca. O ponta de 23 anos, revelado pelo Ajax e com passagens pelo futebol alemão e inglês vai a sua primeira Copa do Mundo, mas sabe que a competição será difícil, já que na sua posição a equipe conta com os titulares Sisto e Poulsen, ficando como opção no banco de reservas. Pela seleção o jovem atacante carrega no currículo 18 jogos com apenas três gols marcados.

Yussuf Poulsen (RB Leipzig-ALE): o atacante do futuro. Assim é tratado Yussuf Poulsen na seleção. Filho de pai Tanzaniano e mãe dinamarquesa, ele foi revelado pelo pequeno Lyngby, da Dinamarca. Logo, Poulsen chamou a atenção do Red Bull Leipzig e se mudou para a Alemanha em 2013. Já chamava a atenção pelo futebol e foi convocado pela primeira vez também em 2013. Hoje o atacante acumula 28 convocações e três gols marcados. Após boas campanhas pelo Leipzig, alcançou a titularidade na equipe alemã e também na seleção, onde é peça chave na equipe, podendo atuar nas três posições do ataque.

Poulsen será o grande atacante dinamarquês na Copa (Reprodução/Uefa)

Nicolai Jørgensen (Feyenoord-HOL): com passagem pelo futebol alemão, Nicolai Jørgensen é mais um típico centroavante que a Dinamarca vai levar a Rússia. Bom no jogo aéreo, Jørgensen fez seu nome atuando pelo tradicional Copenhagen, onde fez boas temporadas e anotando 51 gols em três temporadas. Com isso chamou a atenção de Feyenoord que o contratou. No clube holandês os torcedores não podem reclamar de seus 14 gols em 34 jogos na temporada, sendo um dos destaques da equipe. Pela seleção seus números são bons também. Em 30 jogos, oito gols marcados. Desde 2011 na seleção, o atacante de 27 anos chega a Rússia para tentar ajudar a equipe de Age Hareide a fazer uma boa campanha no mundial e levar o mais longe possível no torneio.

Kasper Dolberg (Ajax-HOL): jovem atacante do Ajax e o mais novo entre os convocados, Kasper Dolberg é fruto da nova geração de jogadores que a Dinamarca prepara para o futuro. Na seleção principal desde o começo das eliminatórias, Dolberg ainda não é titular, mas seu bom desenvolvimento no Ajax pode transformar esse jovem centroavante de apenas 20 anos e 1,87 em uma grande aposta para o futuro da seleção dinamarquesa.

Leandro Porto
Meu nome é Leandro Martins Porto, tenho 29, paulistano e sou estudante de jornalismo. Além disso, sou formado em educação física e sempre estou nesse meio esportivo e suas áreas como treinamento e mídia. Gosto muito de esportes e de pesquisar sobre eles. Um dos grandes fatores para ser um bom jornalista é a curiosidade em saber sobre determinado tema, e é isso que tento desenvolver em mim. Claro que adoro futebol, mas outros esportes também como: Basquete, F1, Handball, entre outros Participo de uma web rádio em Taboão da Serra desde 2016, voltada ao esporte, chamada Rádio Esportesnet. Trabalho como comentaristas e repórter em alguns jogos locais de futebol e futsal e também em jogos do campeonato Paulista e Brasileiro. Em 2018 comecei a trabalhar no Esporte Interativo, na parte de operações de estúdio, com os programas de São Paulo.

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