Passaporte Rússia – A melhor defesa em Copas do Mundo

- Conheço o retrospecto da Suíça em Copas do Mundo

O Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o primeiro de sete textos sobre a Seleção Suíça desta edição. Confira como é a história da Squadra Nazionalle.

Depois de cair na repescagem das eliminatórias para a Copa do Mundo 2018, a Seleção Suíça vai disputar o 11º campeonato mundial da sua história. Desta vez, a La Nati caiu no grupo E, com Brasil, Costa Rica e Sérvia. O primeiro desafio será contra a Seleção Brasileira, no dia 17 de junho em Rostov. A equipe é bem conhecida por ter uma das melhores defesas da Copa e também por ser “dor de cabeça” para as grandes equipes. Em 2006, a Suíça caiu no grupo da vice-campeã França, e empatou sem gols com o time de Zidane. Outro fator que coloca a Suíça como uma das zebras da Copa, é que a equipe tem uma das melhores defesas da história, já que na Alemanha, o goleiro Pascal Zuberbühler não tomou gol durante as partidas. A seleção vem forte para a competição desse ano e ainda sonha com a primeira conquista do mundial.

PASSAPORTE RÚSSIA – A HISTÓRIA DA SELEÇÃO SUÍÇA EM COPAS DO MUNDO

1934

Logo na primeira rodada da Copa do Mundo que foi disputada na Itália, a Suíça ganhou dos Países Baixos por 3 a 2, no estádio San Siro. O time foi comandado por Kielholz que fez dois gols. Abegglen da Suíça, Smit e Vente para o Países Baixos fecharam o placar. Nas quartas de final, a Schweizer Nati enfrentou a Tchecoslováquia e começou vencendo com o gol de Kielholz, mas a vice-campeã daquele ano virou o jogo e venceu por 3 a 2, avançando para as semifinais. A Suíça ficou em 7º lugar na competição.

1938

Quatro anos depois a squadra nazionalle estava mais uma vez na Copa do Mundo, agora o palco era a França. Logo na primeira rodada a equipe enfrentou uma “pedreira”: a Alemanha, no Parque dos Príncipes. O jogo ficou empatado em 1 a 1 e precisou de um jogo desempate que foi realizado cinco dias depois. No dia 9 de junho de 1938, Alemanha e Suíça se enfrentaram mais uma vez, para tentar chegar as quartas de final. A equipe alemã abriu o marcador com Hahnemann, aos 8 minutos do primeiro tempo e ampliou aos 22 com Lörtscher. Mas no segundo tempo o time suíço se recuperou e virou o placar com Walaschek, Bickel e Abegglen (2). Nas quartas de final caiu para a campeã Hungria (2 a 0) e terminou o campeonato em 7º lugar.

1950

Após uma pausa na competição por causa da Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo voltou, agora em solo brasileiro. Essa foi a primeira edição com as seleções divididas em grupos. A Suíça caiu no grupo A junto com a anfitriã. Na primeira rodada, o time comandado pelo técnico Franco Andreoli perdeu para Iugoslávia de goleada (3 a 0). Depois foi a vez de enfrentar a seleção brasileira, e o time suíço não tomou conhecimento da vice-campeã. Com dois de Faltton a La Nati empatou com o Brasil (2 a 2). Alfredo e Baltazar fizeram os gols da Amarelinha. Na terceira e última rodada da primeira fase, a Suíça ganhou do México por 2 a 1, com gols de Bader e Antenen (Suiça) e Casarín (México), mas foi eliminada ainda na fase de grupos. Essa foi a melhor campanha da seleção em Copas do Mundo, terminando a competição na 6ª colocação.

FOTO: SELEÇÃO SUÍÇA DE 1950 EM JOGO CONTRA O BRASIL (2 A 2) – CRÉDITO: JORNALEIROS

1954

A 5ª edição da Copa do Mundo foi realizada na Suíça e foi a edição com a maior média de gols por jogo (5,38 por partida – 146 gols em 26 jogos). A dona da casa caiu no Grupo 4 com Inglaterra, a bicampeã Itália e a Bélgica. O primeiro desafio do time suíço foi contra a “poderosa” Itália, e essa foi a primeira zebra da equipe. A vitória contra a Zurra por 2 a 1 deixou a equipe em primeiro lugar no grupo e ainda a esperança de classificação na segunda rodada. Três dias depois a Schweizer Nati enfrentou a Inglaterra, e perdeu (2 a 0).

Como a Itália havia ganhado da Bélgica e tinha a mesma pontuação que a anfitriã, foi necessário um jogo de desempate. E a squadra surpreendeu mais uma vez. Com gols dos atacantes Hügi (2) e Fatton e do meia Ballaman goleou a bicampeã do mundo por 4 a 1 e se classificou para as quartas de final. O time da casa encarou a Áustria na fase seguinte e até que a equipe começou jogando bem, abrindo 3 a 0 nos primeiros 25 minutos de jogo. Mas o time suíço “apagou” e levou a virada. O jogo terminou 7 a 5 para os austríacos.

1958 – 1962 – 1968

A Suíça não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo na Suécia em 1958. Foi eliminada ainda na primeira fase das Eliminatórias ficando em último lugar do grupo 9, com Espanha e Escócia. Já em 62 o time suíço carimbou o passaporte para o Chile, e foi parar no grupo 2 junto com a equipe da casa. Essa e a Copa de 68 são as edições que todos os suíços querem esquecer. A La Nati perdeu todos os jogos (contra Alemanha Ocidental, Chile e Itália) e foi eliminada logo na fase de grupos sem marcar ponto. Quatro anos mais tarde, a equipe passou pelo mesmo pesadelo. Mais uma vez caiu no grupo da Alemanha Ocidental e perdeu todas as partidas – Espanha e Argentina também participavam do Grupo 2 – e voltou para casa mais cedo, sem pontuar na competição.

1994

Depois de 24 anos sem participar de uma Copa do Mundo, a Schweizer Nati voltou a participar em 1994 nos Estados Unidos. Logo na primeira fase, terminou em segundo lugar com 4 pontos – vitória contra Romênia (4 a 1), empate com os Estados Unidos (1 a 1) e derrota para a Colômbia (0 a 2) – e se classificou para as oitavas de final da competição. A equipe do técnico inglês Roy Hodgson estava confiante em ir mais uma vez para as quartas de final, mas pela frente tinha a Espanha. A fúria jogou melhor e venceu por 3 a 0. A Suíça terminou a competição na 15ª posição.

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2006

A La Nati ainda ficou fora das Copas de 98 e 2002. Mas quando voltou quatro anos mais tarde, foi para fazer história. A Suíça surpreendeu a todos empatando sem gols contra a favorita França e ficando na primeira colocação do Grupo G. Nas oitavas de final enfrentou a estreante Ucrânia. No tempo regulamentar e na prorrogação o jogo ficou empatado em 0 a 0, mas nos pênaltis os ucranianos foram melhores e converteram 3 chutes contra nenhum do time adversário. Com o resultado o time suíço foi eliminado da competição, sendo a primeira seleção a não tomar gols durante as partidas, entre a fase de grupos e a eliminação nas fases finais.

FOTO: SELEÇÃO SUÍÇA DE 2006 – ZUBERBÜHLER, DEGEN, MÜLLER, SENDEROS, MAGNIN, WICKY, CABANAS, FREI E STRELLER

2010

Na Copa realizada na África do Sul, a squadra caiu em um dos grupos mais complicados da competição. Nela estava a campeã daquele ano, a Espanha, e a sensação sul americana, o Chile. Mas a boa campanha de 2006 não se repetiu. Os suíços terminaram na 3ª colocação do Grupo H – ganhou da Espanha, perdeu para o Chile e empatou com Honduras – e deixou a Copa na primeira fase.

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2014

Se em 2010 a Suíça foi eliminada logo no começo do campeonato, quatro anos mais tarde a situação foi diferente. Mesmo eliminada nas oitavas de final para a vice-campeã Argentina, a equipe deu trabalho. Na primeira fase ficou na segunda colocação do Grupo E, com duas vitórias (Honduras e Equador) e uma derrota (França). Na fase seguinte encarou os “Hermanos” e perdeu por 1 a 0 com o gol de Di Maria, aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. Nesse ano, a Suíça terminou a competição na 11ª posição.

FOTO: SELEÇÃO SUÍÇA EM 2014 – BENAGLIO, LICHTSTEINER, DJOUROU, VON BERGEN, RODRÍGUEZ, BEHRAMI, INLER, SHAQIRI, XHAKA, STOCKER E DRMIC
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