Passaporte Rússia – A campeã de 1998

- Conheça o retrospecto da França em Copas do Mundo

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o primeiro de sete textos sobre a Seleção Francesa desta edição. Confira como é a história dos Les Bleus.

A Seleção Francesa realizará, na Rússia, sua 15ª participação em Copas do Mundo. A campanha dos Les Bleus até aqui é relativamente boa em termos de números. Das 20 edições já realizadas, chegou três vezes entre os quatro melhores, além do vice-campeonato em 2006, na Alemanha, e do título conquistado em 1998, quando sediou o torneio.

Passaporte Rússia – A história da Seleção Francesa em Copas do Mundo

1930

Por ser uma das seleções afiliadas à FIFA, os franceses foram convidados a participar da primeira edição do campeonato. Elaborado por Jules Rimet, então presidente da instituição máxima do futebol e também da Federação Francesa de Futebol, o torneio contou com 13 seleções divididas entre a CONMEBOL, a CONCACAF e a UEFA. A estreia dos azuis não poderia ter sido melhor. No Estádio Pocitos, em Montevidéu, para um público de 4.444 pessoas, a França atropelou o México com um placar de 4 x 1, gols marcados por Laurent – este, aos 19 minutos, foi o primeiro gol da história das Copas -, Langiller e Maschinot, duas vezes. As partidas seguintes, entretanto, não foram das melhores. As derrotas por 1 x 0 para a Argentina no Estádio Parque Central e para o Chile no Estádio Centenário culminaram com a eliminação dos franceses.

O francês Jules Rimet foi o idealizador da primeira Copa do Mundo, em 1930 (Foto: Wikipedia)

1934

A primeira edição realizada em solo europeu, dessa vez na Itália Fascista de Benito Mussolini, foi marcada pela introdução das eliminatórias, em que as equipes tiveram de se classificar para participar. Pelo Grupo 8, a França classificou-se em segundo lugar em um grupo com Alemanha – então Império da Alemanha -, que ficou em primeiro, e Luxemburgo

A campanha, entretanto, foi um fracasso. Logo na estreia, derrota para a Áustria por 3×2 na prorrogação e o adeus precoce dos azuis. Os gols franceses foram marcados por Nicolas e Verriest.

1938

Em meio ao clima tenso no continente europeu com figuras como Adolf Hitler e Benito Mussolini aparecendo de vez como ditadores, a França venceu concorrência com a Alemanha e a Argentina e foi escolhida como país-sede do torneio, uma forma, também, de homenagear Jules Rimet. Os argentinos, enfurecidos com a escolha francesa por considerarem que deveria acontecer um rodízio entre os países que realizariam o evento, promoveu um boicote à competição e trouxe consigo todas as seleções de seu continente, com exceção de Brasil e Cuba. Foi a última Copa antes da Segunda Guerra Mundial.

Cartaz da Copa de 38 realizada na França, a última pré-guerra (Foto: Propagandas Históricas)

Dessa vez, não foi necessário que o país-sede participasse das eliminatórias para se classificar. Com isso, a França enfrentou a Bélgica na primeira partida e se deu bem. 3 x 1 na Bélgica no Estádio Olímpico de Colombes, em Paris, para um público de 30.454 espectadores, gols marcados por Veinante e Nicolas, duas vezes. O duelo seguinte, entretanto, não foi dos melhores. Derrota por 3 x 1 para a Itália no palco do primeiro jogo e mais um adeus. O gol francês foi marcado por Heisserer.

1954

Após duas edições ausentes, os bleus retornaram ao torneio em 54, na Suíça, escolhida por sua neutralidade na guerra que devastou o mundo. Nas eliminatórias, quatro jogos e quatro vitórias contra Luxemburgo e Irlanda, duas vezes cada, carimbaram a vaga para a competição.

Os franceses, entretanto, amargaram mais uma decepção. Pelo Grupo 1, derrota na estreia para a então Iugoslávia por 1 x 0. A vitória no jogo seguinte não aliviou a situação dos azuis. 3 x 2 sobre o México no Charmilles Stadium, em Genebra, gols de Vincent, Cárdenas (contra) e Kopa garantiram a primeira vitória da seleção, porém tarde demais. França mais uma vez eliminada.

Troca de flâmulas entre o capitão francês, Robert Jonquet, e o capitão iugoslavo, Stjepan Bobek. A edição de 54 foi a primeira com cobertura da televisão (Foto: YouTube)

1958

A França classificou-se a esta edição, realizada na Suécia, após terminar em primeiro de seu grupo nas eliminatórias, deixando para trás Bélgica e Islândia.

Pelo Grupo 3, logo na estreia, uma sonora goleada pra cima do Paraguai. 7 x 3 com direito a hat-trick de Fontaine, com Piantoni, Wisniewski, Kopa e Vincent fechando o marcador. Um início arrasador de uma seleção que vinha com sangue nos olhos. No jogo seguinte, entretanto, um velho carrasco ressurge. Derrota por 3 x 2 para a Iugoslávia, com doblete de Fontaine. Os franceses não se abateram com o revés do duelo passado e voltaram a vencer, dessa vez a Escócia, pelo placar de 2 x 1, gols de Kopa e Fontaine.

Just Fontaine em 1958. Atacante francês é o maior marcador de uma única edição, graças aos 13 tentos marcados na Suécia (Foto: Arquivo/globoesporte.com)

Classificados às quartas-de-final, os azuis enfrentaram a Irlanda do Norte e não tomaram conhecimento do rival. 4 x 0 com outro doblete de Fontaine. Os outros gols foram marcados por Wisniewski e Piantoni. Já nas semifinais, quando os franceses finalmente achavam que estavam embalados e com o artilheiro da competição em seu plantel, veio o balde de água fria. Derrota por 5 x 2 para o Brasil, que seria o campeão, no Estádio Rasunda, onde 27.100 pessoas viram o hat-trick de Pelé. Piantoni e Fontaine diminuíram para a França.

A decisão de terceiro lugar foi a ascensão de um cara: Fontaine. O atacante liderou seu país na goleada por 6 x 3 contra a recém criada Alemanha Ocidental marcando 4 gols. Os outros tentos foram anotados por Kopa, de pênalti, e Douis. Just Fontaine, o Justo, terminaria como artilheiro da competição e maior goleador de uma única edição de Copa do Mundo.

1966

Após não disputar a Copa de 62, os franceses voltaram ao torneio em 66, na Inglaterra. Para chegar lá, teve pela frente a carrasca Iugoslávia, o freguês Luxemburgo e a novata Noruega. Com apenas uma derrota (adivinha pra quem) e cinco vitórias em seis jogos, a equipe caiu no Grupo A com os donos da casa, que seriam os campeões, Uruguai, que até então já era a bicampeã do torneio, e o aparentemente fraco México. E o status de “grupo da morte” pesou para os azuis.

Na estreia, empate em 1 x 1 contra o México no antigo Estádio de Wembley para um público de 69.237 expectadores, gol marcado por Hausser. As duas partidas seguintes, no entanto, foram decepcionantes. As derrotas por 2 x 1 contra o Uruguai e 2 x 0 contra a Inglaterra deram fim à participação francesa ainda na fase de grupos, terminando em último.

Michel Platini contra a Argentina. Meio-campista é considerado um dos melhores jogadores da história (Foto: L'Equipe)

1978

12 anos se passaram desde a última participação francesa. A classificação veio depois de uma campanha de duas vitórias, um empate e uma derrota no Grupo 5 das eliminatórias, com Bulgária e Irlanda.

Já em solo argentino, a França caiu no Grupo 1 com os donos da casa, além de Itália e Hungria. Logo na estreia, derrota para os italianos por 2 x 1, gol francês marcado por Lacombe. Na segunda partida, outro revés, dessa vez para a mandante Argentina e novamente por 2 x 1. O tento francês foi marcado pelo jovem Michel Platini, que se tornaria presidente da FIFA décadas depois e é considerado um dos maiores jogadores da história. Apesar da vitória frente à Hungria por 3 x 1, gols marcados por López, Berdoll e Rocheteau, os bleus terminaram em terceiro e voltaram pra casa com mais um fracasso em Copas.

1982

A vida da Seleção Francesa para chegar à Copa realizada na Espanha não foi fácil. Com o torneio contando com 24 seleções, bastava um segundo lugar no grupo para se classificar. E ele veio, ficando atrás da Bélgica em um grupo com Irlanda, Chipre e Holanda.

Pelo Grupo D, a França tinha como grande concorrente ao primeiro lugar a Inglaterra, e nada podia ser pior. O duelo da estreia colocava os rivais frente a frente. Melhor para os ingleses, que venceram por 3 x 1 no Estádio San Mamés, em Bilbao. Soler descontou para os azuis. Na partida seguinte, um alívio. Goleada por 4 x 1 contra o Kuwait, gols marcados por Genghini, Platini, Six e Bossis. Na última partida da chave, empate em 1 x 1 frente à extinta Tchecoslováquia, gol marcado por Six e classificação em segundo lugar.

Seleção Francesa perfilada. Equipe alcançou o quarto lugar no torneio realizado em 1982, na Espanha (Foto: Trivela)

Pela segunda fase, outro grupo. Dessa vez, Áustria e Irlanda do Norte estavam no caminho francês. A classificação veio de forma tranquila, com vitória por 1 x 0 contra os austríacos, gol marcado por Genghini, e a goleada por 4 x 1 contra os norte-irlandeses, com dobletes de Giresse e Rocheteau.

A segunda semifinal de sua história trouxe mais um fiasco. Empate em 3 x 3 contra a Alemanha Ocidental no tempo regulamentar, gols marcados por Platini, de pênalti, Trésor e Giresse, levaram os azuis às penalidades máximas, mas o resultado não foi dos melhores. Vitória por 5 x 4 para os alemães, que ficariam com o vice, e outro adeus francês.

Na decisão do terceiro lugar, a derrota por 3 x 2 para a Polônia lhe deu um amargo quarto lugar. Os gols dos bleus foram marcados por Girard e Couriol.

1986

Com cinco equipes pelo Grupo 4 das eliminatórias, a França classificou-se em primeiro com cinco vitórias, um empate e duas derrotas em um grupo com Bulgária, Alemanha Oriental, Iugoslávia e Luxemburgo.

Pelo Grupo C, vitória por 1 x 0 na estreia contra o Canadá, gol marcado por Jean-Pierre Papin. Na segunda partida, empate em 1 x 1 frente a União Soviética, gol de Luis Fernández. A boa vitória pra cima da Hungria por 3 x 0, gols marcados por Yannick Stopyra, Jean Tigana e Dominique Rocheteau deram a segunda vaga para a fase de mata-mata aos franceses.

Zico protege a bola do francês Batiston no jogo em que poderia ter se consagrado na Copa de 1986 (Foto: A Tribuna)

Pelas oitavas-de-final, na Cidade do México, vitória por 2 x 0 contra a carrasca Itália, gols de Platini e Stopyra. Na fase seguinte, outro indesejado rival veio à tona. O Brasil de Careca, Zico e Sócrates era visivelmente favorito, mas isso não ficou em campo. Após empate em 1 x 1 no tempo regulamentar, com o gol francês marcado por Platini, a França eliminou o Brasil nos pênaltis pelo placar de 4 x 3 e avançou às semis. Entre os 4 melhores, a Alemanha Ocidental era vista como um adversário mais fraco que o anterior, mas o favoritismo francês não impediu a derrota por 2 x 0.

Pela disputa de terceiro lugar, contra a Bélgica, 2 x 2 no tempo regulamentar, gols marcados por Ferreri e Papin. Coube a Genghini e Amoros, na prorrogação, colocar a França entre os três melhores do mundo. 4 x 2 placar final.

1998

Após 12 anos sem disputar o torneio, a França conquista o direito de ser o país-sede e, com nomes como o capitão Didier Deschamps – atual treinador da equipe -, Zinédine Zidane e Thierry Henry, era apontada como uma das favoritas mesmo ausente das últimas duas edições.

Pelo Grupo C, os mandantes não tiveram dificuldade alguma para vencer as três partidas e somar nove pontos. As vitórias sobre África do Sul por 3 x 0 (Dugarry, Issa, contra, e Henry), Arábia Saudita por 4 x 0 (Trézeguet e Lizarazu e doblete de Henry), e Dinamarca por 2 x 1 (Djorkaeff e Petit) garantiram a classificação francesa ao mata-mata.

Logo da Copa de 1998, na França. Les Bleus finalmente chegaram ao topo do mundo (Foto: Travinha)

A fase de mata-mata proporcionou dois sustos logo de cara. Nas oitavas, o amarrado jogo contra o Paraguai arrastava-se para a disputa de pênaltis quando, na prorrogação, o zagueiro Laurent Blanc marca o gol de ouro e classifica os azuis. Pelas quartas, em um Stade de France lotado com 77.000 pessoas, empate zerado contra a Itália e vitória nos pênaltis por 4 x 3, com os ícones Zidane e Henry anotando para os donos da casa.

Se os dois primeiros jogos foram de sufoco, os dois últimos trouxeram a redenção. Também no Stade de France, o doblete de Thuram na semifinal frente à Croácia, fruto da dissolução da antiga Seleção Iugoslava, colocava os franceses na primeira final de sua história. 2 x 1. O adversário da final era ninguém menos que o Brasil, então campeão do principal torneio de seleções do mundo e que havia mantido uma boa base vencedora de 94, mas alguém esqueceu de avisar Zidane. Com doblete do craque francês e outro de Petit, nos acréscimos do segundo tempo, a França colocava seu nome na história do futebol no palco da semifinal com 80.000 espectadores. Era a coroação de uma geração e de uma seleção que desde a primeira edição, em 1930, almejava o caneco máximo do esporte.

Autor de dois dos três gols da final, Zidane ergue a taça de campeão. A França conquista o mundo pela primeira vez em sua história (Foto: IG São Paulo)

2002

Ainda em festa pelo título conquistado em casa, a França poupou-se de disputar as eliminatórias para a Copa realizada pela primeira vez em dois países-sede: Japão e Coreia do Sul.

Pela primeira partida do Grupo A, um banho de água fria. Mesmo com a base do elenco que sagrou-se campeã em 98, os franceses viram sua antiga colônia, Senegal, vencer por 1 x 0 no Estádio de Seul para um público de 62.561 pessoas. Na partida seguinte, contra o Uruguai, outra decepção. O placar de 0 x 0 colocava os azuis dependentes de um milagre na última rodada para se classificarem, o que não aconteceu. Derrota por 2 x 0 para a Dinamarca e eliminação precoce. A equipe saía da competição sem marcar um gol sequer.

2006

Traumatizada pela campanha pífia da última Copa, a França chegou à Copa de 2006 classificando-se invicta no Grupo 4 das eliminatórias, com 5 vitórias e 5 empates, após partidas contra Suíça – que ficaria com a outra vaga da chave -, Israel, Irlanda, Chipre e Ilhas Faroé.

Pelo Grupo G, a França estreou, na Alemanha, contra sua companheira de chave nas eliminatórias, a Suíça, e o resultado assustou. 0 x 0 em Stuttgart para um público de 52.000 pessoas. Na partida seguinte, contra a Coreia do Sul, outro empate. Dessa vez, o gol de Henry garantiu o 1 x 1, mas o alerta francês se acendia. Somente na última partida, em vitória por 2 x 0 contra a antiga colônia, Togo, os azuis conseguiram se classificar. Os gols do embate foram marcados por Vieira e Henry e colocaram a equipe em segundo, atrás dos suíços.

Pelas oitavas-de-final, um confronto de peso, mas uma vitória leve. Os 3 x 1 contra a Espanha, gols de Ribéry, Vieira e Zidane, este nos acréscimos, tranquilizaram e carimbaram a vaga francesa para as quartas. Nessa fase da competição, um velho conhecido ressurge: o Brasil, então campeão do mundo e com boa base da seleção de 2002. No entanto, a alegria ficou do lado francês, assim como em 1998. O gol marcado por Henry no Estádio de Frankfurt, para um público de 48.000 pessoas, selou a classificação francesa. 1 x 0 contra a seleção brasileira.

Na semifinal, surge pela frente o outro representante da península ibérica, Portugal. Em jogo amarrado, os franceses só conseguiram o gol em cobrança de pênalti ainda na primeira etapa, convertido pelo capitão Zidane. 1 x 0 e primeira final após o título. O adversário era ninguém menos que a Itália, que só não tinha mais conquistas do Mundial que o Brasil. Após Materazzi derrubar Malouda na área, Zidane ficou encarregado de cobrar o pênalti e, com direito a cavadinha, venceu um dos maiores goleiros da história, Gianluigi Buffon, e colocou os bleus em vantagem.

O gol italiano veio pouco mais de 10 minutos depois, com o mesmo Materazzi que cometeu o pênalti. E são os autores dos gols da partida que protagonizaram um dos maiores vexames da Copa. Por volta dos três minutos do segundo tempo da prorrogação, o zagueiro italiano teria insultado a irmã do capitão francês. A resposta de Zidane foi agredir Materazzi dando-lhe uma cabeçada no peito. Após conferir com o auxiliar, o árbitro expulsou o camisa 10, que viu do vestiário sua seleção perder nos pênaltis, por 5 x 3. Apesar da expulsão, Zidane foi eleito o melhor jogador da competição e encerrou sua carreira. Na segunda final de sua história, a França ficou com o vice.

Craque de cabeça quente! Capitão Zidane agride zagueiro Materazzi após suposto insulto à sua irmã. Camisa 10 ainda receberia o prêmio de Melhor da Copa (Foto: Instigatorium)

2010

A França, sem os destaques da edição anterior, chegou à África do Sul, na primeira edição do torneio em solo africano, bastante desacreditada após amargar o segundo lugar do Grupo 7 das eliminatórias, atrás de Sérvia e à frente de Áustria, Lituânia, Romênia e Ilhas Faroé. A repescagem contra a Irlanda protagonizou um vexame. Após vitória na Irlanda por 1 x 0, gol de Anelka, os franceses não administraram a vantagem no Stade de France e foram à prorrogação. O lance polêmico veio com Henry, que, após levantamento de Malouda na área, ajeitou a bola com a mão e fez o toque para o gol de Gallas, aos 13 minutos do primeiro tempo. Mesmo com reclamação por parte dos irlandeses, o árbitro validou o gol que classificaria os bleus.

Os azuis caíram na chave dos donos da casa, além de Uruguai e México, e colaboraram com as expectativas negativas. Na primeira partida, empate sem gols contra a Celeste Olímpica no Estádio da Cidade do Cabo para um público de 64.100 pessoas. Já na partida seguinte, outra decepção. Derrota por 2 x 0 contra o México. O fato de enfrentar a África do Sul na última rodada somado ao confronto direto entre seus dois primeiros oponentes fazia com que a França ficasse esperançosa de conseguir uma vaga, mas as coisas não fluíram como planejado. Os sul-africanos venceram por 2 x 1 e empurraram os franceses para a última colocação do grupo. O tento dos bleus foi anotado por Malouda.

Benzema parte pra cima de jogador suíço. Nessa partida, camisa 10 ainda marcou um gol nos acréscimos da etapa complementar, mas o árbitro já havia encerrado a partida (Foto: Portal da Copa)

2014

A caminhada francesa rumo ao Brasil não começou nada bem. Ficaram no Grupo I, junto com a então campeã Espanha e Finlândia, Geórgia e Bielorússia. Como era de se esperar, os espanhóis ficaram em primeiro após campanha invicta, ganhando, inclusive, no Stade de France, em Paris. Restava à França a temida repescagem. No primeiro jogo contra a Ucrânia, derrota por 2 x 0 no Estádio Olímpico de Kiev. Se apenas um milagre levaria a equipe ao país do futebol, esse milagre veio. Na Cidade-Luz, vitória por 3 x 0, gols de Sakho, duas vezes, e Benzema. O impossível se tornou possível.

Em um grupo E relativamente tranquilo na primeira Copa com a Tecnologia da Linha de Gol, recurso utilizado para saber se a bola ultrapassou a linha do gol ou não, os franceses não tiveram dificuldade para avançar. 3 x 0 sobre Honduras (gol contra de Valladares e doblete de Benzema, sendo um de pênalti) em Porto Alegre, o massacre de 5 x 2 sobre a Suíça (gols de Giroud, Matuidi, Valbuena, Benzema – que ainda marcaria em lance polêmico, em que o árbitro apitou o fim da partida com a bola no ar – e Sissoko) em Salvador e o empate zerado contra o Equador no Rio de Janeiro garantiram o primeiro lugar da chave.

Seleção Francesa na Copa do Mundo de 2014 | haititempo.com

Pelas oitavas-de-final, um adversário teoricamente fraco, mas que não entregou o osso com facilidade. A vitória por 2 x 0 contra a Nigéria no Estádio Nacional de Brasília só veio aos 34 minutos da etapa complementar com o meia Pogba, que seria eleito o melhor jogador jovem do torneio. Ainda deu tempo do zagueiro nigeriano Yobo marcar contra e selar o resultado para os azuis. Nas quartas, um confronto de peso. A Alemanha, que seria a campeã posteriormente. Apesar de ter sofrido o gol de Hummels precocemente, aos 13 minutos da etapa inicial, os franceses venderam caro sua eliminação e travaram uma verdadeira batalha contra os alemães em um Maracanã lotado com mais de 74.000 espectadores. No ranking geral da Copa, a França ficou em sétimo lugar.

Samuel Lima

Sobre Samuel Lima

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"O garoto que gostava de ficar na banheira quando jogava bola na 4ª série cresceu. A partir da 6ª série, passou a elaborar as jogadas, a ter uma melhor visão de jogo, uma melhor visão de mundo. A vida de jogar bola parou há algum tempo, mas a visão de jogo permanece. E é essa mesma visão que ajudará esse jovem de 21 anos a elaborar as ideias relacionadas a esse esporte que está muito além das quatro linhas convencionais de um campo de futebol. Da minha querida Inácio Monteiro para o mundo da bola, com prazer, Samuel!"

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"O garoto que gostava de ficar na banheira quando jogava bola na 4ª série cresceu. A partir da 6ª série, passou a elaborar as jogadas, a ter uma melhor visão de jogo, uma melhor visão de mundo. A vida de jogar bola parou há algum tempo, mas a visão de jogo permanece. E é essa mesma visão que ajudará esse jovem de 21 anos a elaborar as ideias relacionadas a esse esporte que está muito além das quatro linhas convencionais de um campo de futebol. Da minha querida Inácio Monteiro para o mundo da bola, com prazer, Samuel!"

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