Parabéns Urubu-Rei! Renato Abreu, o Canhão da Gávea, completa 42 anos

- Notabilizado pelos suas bombas de fora da área, o meio-campista conquistou o coração da nação rubro-negra em épocas difíceis do clube
Parabéns Renato Abreu! Meia completa 42 anos

A coluna Parabéns ao Craque desta terça-feira (9) homenageia Carlos Renato de Abreu, conhecido simplesmente por Renato Abreu. Nascido na cidade de São Paulo em 1978, atuou como atleta profissional durante 15 anos, de 1998 à 2013. Além da versatilidade, Renato ficou marcado pelos seus chutes fortes de longa distância, principalmente nas bolas paradas, uma de suas principais armas. Meia de origem, chegou a atuar também como volante, lateral-esquerdo e até atacante no começo da carreira.

INÍCIO DE CARREIRA

Apesar de nascido na capital paulista, Renato Abreu iniciou sua carreira em Santa Catarina pela equipe do Marcílio Dias jogando como atacante. No entanto, em seu primeiro jogo no profissional acabou sendo expulso após dar um carrinho no zagueiro adversário. Após um ano e meio no clube, se transferiu para o Joinville, mas acabou sendo pouco aproveitado e não se destacou em sua passagem pelo JEC.

Em 2000, rumou para São Paulo para defender o União Barbarense, de Santa Bárbara d'Oeste. Pelo clube do interior marcou dois gols apenas, pois no mesmo ano despertou o interesse do Guarani e seguiu para defender o time de Campinas. Ainda sem um grande destaque no cenário nacional, o Bugre acabou sendo uma vitrine para que Renato pudesse mostrar seu futebol. Em 22 jogos pelo clube, marcou dois gols, mas ambos no Maracanã em partida contra o Flamengo pela Copa do Brasil.

A PRIMEIRA GRANDE CHANCE

Como resultado das boas atuações com a camisa do Guarani, em 2001 Renato teve sua primeira oportunidade em um grande clube, contratado pelo Corinthians. Pelo clube alvinegro, o jogador conquistou seus primeiros títulos na carreira, o Torneio Rio-São Paulo e a Copa do Brasil, ambos em 2002, e dois Campeonatos Paulistas, em 2001 e 2003.

Ainda pelo Timão, Renato marcou um gol olímpico em um clássico contra o arquirrival Palmeiras em outubro de 2001. Na ocasião, o Alvinegro venceu aquele Dérbi por um sonoro placar de 4 x 2, tendo o atleta como um dos destaques. Entretanto, não conseguiu se firmar como esperava no Corinthians, que havia acabado de perder o meia Ricardinho. Dessa forma, acabava a passagem de Renato no Time do Povo, em quatro anos com 112 jogos e 13 gols.

CONSOLIDAÇÃO E IDOLATRIA

Após uma saída desvalorizada do Timão, Renato decidiu trocar de ares e partiu para o Rio de janeiro para acertar com o Flamengo. Como no elenco já havia um xará, o então jovem Renato Augusto, o atleta passou a ser chamado de Renato Abreu. Na temporada de 2005, o Rubro-Negro vivia um momento péssimo, não poderia haver um momento mais turbulento para o jogador chegar ao clube, que lutava contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Embora a equipe contasse com um plantel muito limitado, Renato foi um dos poucos que conseguiram se destacar daquele elenco, que no fim, conseguiu escapar por pouco da Série B. Mesmo não sendo atacante, o jogador foi o artilheiro do time naquele mesmo ano. Muitos destes surgiram nas bolas paradas, quesito no qual Renato se especializou e garantiu vitórias importantes para o Rubro-Negro e, assim, ganhou espaço no coração da torcida.

No entanto, Renato também teve momentos de glória pelo time carioca. Foi um dos líderes e decisivo para a conquista da Copa do Brasil do ano seguinte, novamente sendo artilheiro da temporada na equipe. Ainda em 2006, o meia foi indicado aos prêmios Bola de Ouro e Bola de Prata da revista Placar de melhor meio-campo do Campeonato Brasileiro, mesmo o time não estando entre os primeiros.

Já em 2007, como um dos principais nomes do elenco, Renato conquistou com o clube a Taça Guanabara e, posteriormente, o Campeonato Carioca sobre o Botafogo, que na ocasião era o atual campeão. Recebeu da torcida rubro-negra o apelido de Urubu-Rei pela sua comemoração de braços abertos como se estivesse batendo as asas. Assim que soube, não só aceitou bem como também passou a comemorar com uma máscara personalizada de urubu quando marcava seus gols. Em julho recebeu proposta para os Emirados Árabes Unidos e se despediu do clube.

ORIENTE MÉDIO

No dia 10 de julho de 2007, Renato foi anunciado pelo Al-Nasr, dos Emirados Árabes Unidos. Permaneceu no clube por duas temporadas e disputou 23 jogos e marcou 12 gols durante a esta passagem. Em 2008 acertou sua transferência para o Al-Shabab, também dos Emirados Árabes, onde permaneceu por duas temporadas e meia. Foram 44 jogos disputados e 13 gols anotados pela equipe.

RETORNO AO FLAMENGO

Em meados de 2010, Renato deixou o Oriente Médio e decidiu retornar ao seu país de origem. Devido sua identificação com o clube da Gávea, o jogador escolheu voltar ao Rubro-Negro, onde viveu seu melhor momento da carreira. Em momento delicado no campeonato, assim como ocorreu na sua primeira passagem, os cariocas acertaram o retorno do ídolo.

Em um time com muitos problemas e lutando contra o rebaixamento, Renato não teve atuações tão brilhante como na primeira vez. Entretanto, fez alguns gols decisivos e com sua experiência ajudou a equipe se livrar  mais uma vez da segunda divisão.

Em 2011, o Flamengo contratou reforços de peso e badalados, como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, com o intuito de brigar por títulos na temporada. Dessa forma, teve que se mostrar versátil para o técnico Vanderlei Luxemburgo mantê-lo no time titular. Renato Abreu passou a ser recuado em alguns jogos para jogar como volante e, quando necessário, até para a lateral-esquerda. Mesmo como mero coadjuvante naquela equipe, ajudou o Rubro-Negro a conquistar o título carioca de maneira invicta.

MOMENTO DIFÍCIL

No ano seguinte, passou pelo momento mais difícil da sua carreira. Em 9 de março de 2012, foi constatado que Renato possuía um problema cardíaco e precisava realizar uma cirurgia. No dia seguinte, realizou o procedimento com sucesso e pôde retornar ao futebol normalmente. Na mesma temporada, novamente se mostrou fundamental para o time, e suas faltas junto com chutes precisos de longa distância, ajudaram o Flamengo mais uma vez vencer a luta contra o rebaixamento.

Em janeiro de 2013, renovou o vínculo até o final do ano. Mesmo aos 35 anos, Renato mostrava que ainda continuava com disposição para ajudar o time. Após marcar dois gols em uma vitória no clássico contra o Fluminense, Renato atingiu a marca histórica de 70 gols pelo Rubro-Negro, se tornando o 39º maior artilheiro do clube, ultrapassando o ídolo Renato Gaúcho e se igualando a Silva Batuta.

Mas, nem tudo foram flores pelo clube. Em 17 de junho de 2013, o Flamengo comunicou rescisão de contrato unilateral com o atleta. A decisão partiu da diretoria do clube, todavia, a saída ocorreu no mesmo dia da apresentação de Mano Menezes como novo treinador do time.

SANTOS

Time do coração da infância, Renato antes de encerrar a carreira conseguiu realizar o sonho de seu pai e assinou com o clube da Vila Belmiro. Em agosto de 2013, o meia foi contratado após indicação do então gerente de futebol Zinho, que o acompanhava desde os tempos do Flamengo. No entanto, sua passagem pelo Peixe foi bem abaixo, foram apenas nove jogos e um gol marcado, contra o Internacional, em Caxias do Sul. Dessa forma, o clube paulista decidiu não renovar com o jogador para 2014 e, sem espaço em outros clubes, Renato Abreu decidiu aproveitar a situação para encerrar a carreira.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Apesar de muito contestado, Renato Abreu foi convocado pela primeira vez na sua carreira para a Seleção Brasileira, para a disputa do Superclássico das Américas de 2011, contra a Argentina. O então técnico Mano Menezes justificou a presença do meia por sua experiência em meio a um grupo jovem na época, que contava com talentos como NeymarLucas e Oscar por exemplo.

Naquela partida, disputada no Estádio Mario Kempes, em Córdoba, Renato foi escalado como titular no meio-campo. Vestindo a camisa 8, teve uma atuação discreta e permaneceu no campo até os 16 minutos do segundo tempo, quando deu lugar a Oscar.

PARABÉNS CANHÃO  DA GÁVEA

Parabéns Renato Abreu! Desejamos felicidades, saúde e paz para você nesse dia tão especial. Obrigado pela entrega, garra e dedicação dentro de campo independente de qual camisa vestia. Certamente, você tem um espaço no coração de cada um dos torcedores dos times que defendeu, principalmente da nação Rubro-Negra. Pode ter certeza que os momentos gloriosos de hoje são muito pelo que você fez dentro de campo, e passam na velocidade de seu quase sempre indefensável chute.

Foto destaque: Reprodução/Getty Images

Vitor Eduardo Simões Lima

Sobre Vitor Eduardo Simões Lima

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Sou Vitor Eduardo Simões Lima, jornalista e apaixonado por futebol. Quando criança tive o sonho de ser jogador de futebol. Com o passar dos anos, tendo a responsabilidade de dividir a vida de atleta com os estudos, optei por deixar meu sonho de infância de lado e seguir outro caminho, mas jamais quis me desapegar do futebol. Entrei na faculdade de jornalismo com esse objetivo que levo até hoje depois de formado, trabalhar com jornalismo esportivo.

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Sou Vitor Eduardo Simões Lima, jornalista e apaixonado por futebol. Quando criança tive o sonho de ser jogador de futebol. Com o passar dos anos, tendo a responsabilidade de dividir a vida de atleta com os estudos, optei por deixar meu sonho de infância de lado e seguir outro caminho, mas jamais quis me desapegar do futebol. Entrei na faculdade de jornalismo com esse objetivo que levo até hoje depois de formado, trabalhar com jornalismo esportivo.

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