rogério ceni com bandeira do são paulo

Nesta sexta feira (22), a coluna Parabéns ao Craque homenageia Rogério Ceni. Maior ídolo da história do São Paulo, o treinador escreveu seu nome na história do futebol. Colecionando recordes e títulos, Rogério desse modo revolucionou a posição em que atuava, e hoje busca se consolidar como treinador.

SINOP E A CHEGADA AO SÃO PAULO

Nascido em Pato Branco, no Paraná, Rogério começou ainda cedo no futebol. Contudo, jogava no meio campo. Com sua família se mudando para o Mato Grosso, ingressou assim na base do Sinop, clube da cidade onde morava. Em 1990, subiu ao profissional e conquistou seu primeiro título: o Campeonato Matogrossense daquele ano, defendendo um pênalti na última e decisiva partida. Dessa forma, o São Paulo o contratou. Logo chegou ao Morumbi, onde morava em um alojamento debaixo das arquibancadas.

Ceni era o quarto goleiro, tendo sido vice campeão da Copa São Paulo de Juniores de 1992. Porém, após o goleiro Alexandre falecer em um acidente de carro, foi promovido ao profissional por Telê Santana. No ano seguinte, estreou pelo time principal contra o Tenerife no Torneio Santiago de Compostela, onde o Tricolor venceu por 4 a 1 e Rogério defendeu um pênalti.

Contudo, só em 1996 se tornou titular, após a saída de Zetti. Nesta mesma época, passou a cobrar faltas. O goleiro já praticava as cobranças após os treinos, e Muricy Ramalho o permitiu fazê-lo nos jogos. Segundo o treinador, ele disse em preleção: “o Rogério é o único que treina, então é ele que vai cobrar”.

OS GOLS E OS TÍTULOS

Em 1997, marcou pela primeira vez, em uma cobrança de falta contra o União São João de Araras. A partir daí, assumiu o posto de cobrador oficial da equipe e passou a colecionar gols. Em 1998 venceu o Campeonato Paulista contra o Corinthians, o que se repetiu em 2000 contra o Santos. Neste jogo, Rogério marcou um gol na final, a única vez em que conseguiu o feito. Nos anos seguintes, venceu o Torneio Rio-São Paulo e o Supercampeonato Paulista, tendo também feito parte do elenco vencedor da Copa do Mundo de 2002.

Em 2005, Ceni foi fundamental para o ano mágico do São Paulo. Foi campeão de mais um Paulista, além da Libertadores, onde foi artilheiro da equipe ao lado de Luizão com cinco gols, e do Mundial. Neste último, se tornou o primeiro e até então único goleiro a marcar em uma competição da FIFA, quando converteu pênalti contra o Al-Ittihad na semifinal. Na final, atuação de gala contra o Liverpool e, assim, troféu de melhor jogador da competição. Rogério ainda terminou o ano como artilheiro da equipe, com 21 gols.

Nos anos seguintes, venceu três Campeonatos Brasileiros seguidos, sendo fundamental em todas estas campanhas. Em 2011, alcançou duas marcas históricas: 1000 partidas pelo São Paulo e 100 gols na carreira. Em 2012, Rogério venceu a Copa Sulamericana, seu último título da carreira como jogador.

RECORDES E APOSENTADORIA

Rogério possui quatro registros no Guinness Book: goleiro que mais marcou gols e jogador que mais vezes jogou, foi capitão e venceu jogos pelo mesmo clube. É também dono de diversos outros recordes mundiais, sulamericanos e nacionais. O ex goleiro é também o jogador que mais vezes atuou no Morumbi, sendo dois jogos pela Seleção Brasileira. Além disso, é o quinto maior artilheiro da história do estádio.

Após 25 anos, Rogério se despediu dos gramados, no final de 2015. Assim, realizou diversos cursos, com o objetivo de se tornar treinador. Já no ano seguinte, foi auxiliar técnico de Dunga na Copa América. Ainda no final do mesmo ano foi anunciado pelo São Paulo como treinador para 2017, começando assim sua carreira à beira dos gramados.

CARREIRA COMO TREINADOR

Rogério então assumiu o Tricolor Paulista, mas foi demitido ainda no mesmo ano após atritos com a diretoria. Assim, assinou com o Fortaleza. Chegou ao Leão em 2018, no ano do centenário do clube. No mesmo ano, venceu a Série B à frente da equipe, o primeiro título do clube na competição, que voltou à Primeira Divisão. No ano seguinte, Rogério levou a equipe ao título Cearense, bem como venceu a inédita Copa do Nordeste. Contudo, deixou o clube no meio do ano para ir ao Cruzeiro.

No clube de Minas Gerais, não repetiu o mesmo sucesso. A Raposa se encontrava em situação difícil, e após confrontos com os líderes do elenco e apenas dois meses no comandou do clube, voltou ao Fortaleza. Assim, ajudou o Tricolor de Aço a se classificar para a Copa Sulamericana. Foi a primeira vez em sua história que o clube disputou uma competição internacional. Ao final de 2020, Rogério rescindiu novamente com o Fortaleza, partindo assim para o Flamengo.

PARABÉNS, ROGÉRIO CENI!

Enquanto jogador, Rogério foi único. Se declarou como um torcedor em campo, e encantava a todos os torcedores que o assistiam. É o maior ídolo do clube que defendeu por mais de duas décadas, e marcou para sempre seu nome na história. Como treinador, já alcançou grandes feitos, apesar da ainda curta carreira, mostrando que conhece o caminho da vitória. Parabéns, M1to!!

Foto em Destaque: Reprodução/Rubens Chiri/São Paulo FC

Murillo Bolhsen
Me chamo Murillo, tenho 20 anos e sou estudante de jornalismo. Decidi que queria juntar as minhas duas paixões: o futebol e o jornalismo, vivendo e convivendo com ambas em todas as ocasiões que eu puder.

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