Puyol capitão (Reprodução/ESPN)

Neste 13 de abril, um dos maiores “zagueiros-zagueiros” da história do futebol faz aniversário, em 2020 são longevos 42 anos. Trata-se de um líder nato, que transcendia amor a uma religião chamada Barcelona, alinhava raça, dureza e garra à amor, respeito, lealdade e principalmente humanização. Além disso, pode ser o último dos “moicanos” da defesa, é ele… Charles Puyol. Assim, foi um dos capitães mais influentes da história do Barça e há seis anos se aposentou do futebol. Tudo no clube da sua vida, o único que jogou como profissional.

INÍCIO DE PUYOL

Carles Puyol encarna na história moderna do Barcelona o exemplo de perseverança, ousadia, sofrimento, risco e, acima de tudo, nunca desistir. Era sua vontade de permanecer no clube quando as portas estavam abertas para sair e era sua perseverança que convenceu Louis van Gaal. De ter aceito a diretiva daquele momento, quem sabe se Puyol seria hoje uma lenda em BaugranaAssim, em um outono de 2 de outubro de 1999, Louis Van Gaal fez com que Charles tivesse sua estreia como profissional, em um duelo diante do Real Valladolid, pelo Campeonato Espanhol. Poucos, sabiam, mas aquele dia entraria para história, foi o começo… o começo de um dos maiores símbolos do Barcelona e da Seleção Espanhola, um marco, uma divindade, um líder, um capitão.

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Aos poucos, Puyol foi se destacando, mostrando que em suas veias corria um sangue baugrana, que estar em campo era mais do que uma profissão. O camisa 5 em toda sua trajetória honrou a frase que diz que o Barcelona é “més que un club”, e sim a sua farda, seu ideal, sua vida. Pudemos ver este ímpeto por incríveis 15 temporadas, 15 anos de um amor puro e singelo, de alguém que tinha cara de mal, mas o coração farto. Isso até se despedir em 2 de março de 2014 no Camp Nou contra Almería, despedindo-se com um objetivo que encerrou sua carreira excepcional.

NÚMEROS

Em 15 temporadas, foram 593 partidas, dos quais 391 estão em partidas da Liga, o que lhe permitiu ser o segundo jogador na história do Barça com mais jogos nesta competição, atrás de Xavi à época. Além disso, foram 18 gols marcados, e vibrados como um verdadeiro torcedor dentro de campo. Se via na expressão de Puyol a vontade de vencer, a vontade de fazer do seu time o melhor. Como resultado, o capitão conquistou 21 títulos com o Barça (seis ligas, três ligas de campeões, duas Copas do Rei, duas Supertaças da Europa, seis Supertaças da Espanha e duas Copas do Mundo de Clubes).

Referir-se a Puyol é referir-se a um jogador de futebol dedicado a um único clube ao longo de sua carreira profissional. A um atleta que, sendo o elemento mais proeminente de uma era deprimente, nos primeiros anos do século XXI, decidiu apostar em sua continuidade rejeitando ofertas muito vantajosas e decidiu continuar no Camp Nou que ele idolatrava e sua dedicação inegociável a cada partida.

“Sempre pode ser o último jogo e você sempre deve jogá-lo como tal” – Charles Puyol.

Foto Destaque: Reprodução/ESPN

Alexsander Vieira
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