Palmeiras e suas (várias) contratações

Nos últimos anos, não é novidade para o torcedor palmeirense ver o time contratando vários jogadores para a temporada. Desde o começo da gestão do presidente Paulo Nobre, em janeiro de 2013, até agosto de 2014, foram contratados 35 jogadores. No ano passado, mais 25 jogadores foram adicionados ao plantel do Palmeiras.

Para a atual temporada, Alexandre Mattos, diretor responsável pela área de contratações, já fechou com sete jogadores : o goleiro Wagner (Avaí), os zagueiros Roger Carvalho (Botafogo) e Edu Dracena (Corinthians), o volante Rodrigo (Goiás), os meias Régis (Sport) e Moisés (HNK Rijeka – CRO) e o atacante Érik (Goiás). Mas a diretoria alviverde ainda não está satisfeita, pois monitora mais nomes no mercado. Mas precisa de tudo isso, Palmeiras? Parece que o momento da equipe mudou, mas o pensamento de contratações ainda não. Em 2016, o Verdão manteve a base da equipe campeã da Copa do Brasil e agora só precisa de alguns reforços pontuais para ter um forte time na Libertadores.

Apesar de ter feito boas contratações, a diretoria cometeu mais erros do que acertos. Edu Dracena é um zagueiro campeão. Com ritmo de jogo e atuando ao lado de Vitor Hugo, sua experiência pode contribuir para uma zaga mais consistente. Erik é uma promessa que tem tudo para dar certo. Com sua velocidade e objetividade, foi um dos principais nomes do Goiás no Brasileirão. Daria um bom trio de ataque com Barrios e Dudu. Régis apresentou um bom futebol pelo Sport, mas era reserva de Marlone e não seria o grande nome de peso que o meio-campo do Palmeiras tanto necessita.

Os outros são apenas para compor o elenco. Wagner veio para suprir a ausência de um goleiro reserva para substituir Fernando Prass. Um zagueiro dispensado do Botafogo (que disputou a série B), mais um volante (claramente veio para não ter a dificuldade que o time passou quando Gabriel e Arouca machucaram) e um meia escondido em um time de pouca expressão da Croácia seriam realmente necessários agora?

Não seria a hora da diretoria mudar esse pensamento de fazer uma “peneira” para o time profissional? Pois a possibilidade desses jogadores que compõem o elenco saírem antes do término do contrato (assim como aconteceu com a maioria do batalhão contratado nos últimos três anos) é grande. Não seria um bom momento para aproveitar o patrocínio master e os investidores para trazer nomes fortes e de peso para o meio-campo, ataque e, por que não, na defesa?

O momento de usar o time como experiência de laboratório já passou. Agora é preciso contratar com inteligência e fazer um time pronto para jogar e ser campeão. É o que espera a torcida alviverde.

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Gabriel Tampelini Cruz
19 anos, estudante de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Como a maioria dos meninos, queria ser jogador de futebol, mas como percebeu que não tinha habilidade necessária para isso, contentou-se em comentar os jogos em vários aspectos. Apreciador da comunicação, gosta muito de falar, escrever e ler sobre os esportes, principalmente sobre o futebol, uma de suas maiores paixões. Está no começo de sua sonhada carreira de jornalista esportivo. Sabe que até lá, várias coisas podem acontecer, pensamentos e opiniões podem mudar e o caminho pode ser tortuoso. Mas uma coisa é certa: o esporte (e o futebol, em especial) nunca vai sair de sua vida.

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