Aqui estamos nós, vendo a Olimpíada Rio 2016 como um aceno do passado. Mas alguns ecos fazem voz, principalmente se falarmos de Neymar. Existe uma parcela de opiniões que ainda se levanta contra o “menino dourado”. Sobretudo depois do vídeo onde ele discute com um torcedor momentos antes de receber a medalha. Não quero fazer o papel de advogado do diabo, até porque o diabo não usaria uma faixa de “100% Jesus” na própria testa (os chifres não deixariam). Mas convenhamos, o camisa 10 da seleção é alvo de críticas escorregadias desde os tempos do Santos. Deveria ele estar mais tarimbado para lidar com os dardos da opinião pública. Mas o sangue quente do ponta esquerda manifestou-se negativamente, o que abriu margem até mesmo para questionar o seu papel de ídolo na história do nosso futebol.

Mas, apesar dos impulsos de uma minoria decidida, aquela batida de falta escreveu o nome do cara na história do nosso mais amado esporte. Menciono também o sangue frio na cobrança da penalidade decisiva. Marcas incontestáveis de um jogador decisivo.

Sim, as vezes ele se esforça para bancar o bad boy. Mas são dezenove títulos com 24 anos nas costas.

Creio que tais números merecem um desconto por parte dos cobradores de plantão… não?

A lista de Adenor

Tite tem fama de “tirar água de pedra”. Cansamos de ver jogadores outrora desacreditados jogando bom futebol sob a tutela do treinador. Com base nesta realidade não houveram criticas tão severas por parte do povão diante da convocação. É claro que tem gente mordendo a testa por conta da presença de Paulinho, nome praticamente esquecido entre nós. A China não oferece futebol competitivo e justamente por isso a grande dúvida entorno daqueles que estão por lá. Também sabemos que o professor Tite tem seus homens de confiança, e a única explicação plausível é que o ex-corintiano esteja entre eles. Entre os outros nomes não foi desperta indignação semelhante.

Equador e Colômbia são as próximas “pedreiras” pelo caminho e somente a vitória pode extrair água de tal situação.

O retrospecto do novo comandante tupiniquim sugere focos de esperança.

Nos resta apenas aguardar.

Douglas Molgado
Douglas Molgado
Douglas Molgado Affonso. 1989. FIAM-FAAM. Twitter: @douglasmolgado)

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