Opinião: Tite é injustiçado no comando da seleção brasileira?

Poucas coisas são consenso no universo do futebol brasileiro, mas uma delas pode ser facilmente colocada como a permanência de Tite no comando da Seleção Brasileira. Apesar de diversas críticas nas costas do treinador, poucas sugestões plausíveis podem ser consideradas – e isso faz sentido, visto que foram apenas quatro derrotas, até o momento, desde sua chegada, em 2016.

Convenhamos, não há como reclamar desses números. O trabalho é extremamente consistente, e apenas críticas pontuais fazem sentido nessa direção. A principal delas, o conservadorismo, tem se mostrado gradualmente menos presente nos gramados, mas o cenário antes da Copa do Mundo de 2018 era o mesmo, e sabemos como acabou. Portanto, isso vale uma observação constante, mas faz sentido pedir sua cabeça?

Fica Tite?

A perseguição realizada contra Tite, e contra outras figuras da Seleção Brasileira, acontece sem considerar que, na prática, não existe um substituto. Quem colocaríamos no lugar de Neymar? Não existe. E precisamos aprender a lidar com essa instabilidade, dentro e fora de campo, de uma maneira mais construtiva, sem cobrar uma demissão a cada desempenho abaixo do espero.

Inúmeras críticas cabem ao trabalho do treinador, assim como de qualquer outro. Mas, ao contrário do que alguns veículos fazem parecer, isso não deve ser feito de maneira vazia, sem embasamento. Afinal, sua campanha fala por si, e não adianta se sustentar em achismo para tentar qualquer ataque.

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Afinal, ele merece ficar?

Opiniões são fatores extremamente relativos em qualquer ambiente. Portanto, não considere nenhuma das frases desse texto como uma verdade que não pode ser refutada. Afinal, ao meu ver, Tite não deve ficar no comando da Seleção Brasileira. E, calma, posso explicar.

A lista de eliminações e vexames que passamos nos últimos torneios internacionais não aconteceram contra equipes europeias por acaso. O Brasil está ultrapassado tecnicamente, e mesmo nossa melhor cabeça pode acompanhar o ritmo desses países. Por isso, considero que nosso jejum só vai acabar quando abrirmos mão desse nacionalismo sem sentido e contratarmos um comandante estrangeiro.

Imagem em destaque: Divulgação/ Seleção Brasileira de Futebol via Instagram.

Tiago Souza
Formado em jornalismo pela Universidade São Judas, atuei em diversas áreas de maneira colaborativa. Sou viciado em informação e, por isso, estudo todos os dias sobre futebol e videogames, tendo essas duas vertentes como pilares da minha personalidade. Apesar de levar esses temas muito a sério, tenho a plena noção de que, sem o amor e a descontração, nenhuma delas existiria de forma tão espetacular como são hoje.