Apesar de não ser a pior da história do clube, a coletânea de fracassos de José Carlos Peres briga forte pelo pódio. Desde que se elegeu, o atual presidente acumulou dívidas e problemas internos, e não somente por culpa de gestões anteriores. Mesmo que essas possam ser consideradas o início do rolamento da bola de neve, a incompetência atual, além de não parar, aumentou a velocidade da descida.

A começar pelo que importa para o torcedor médio, o campo. A diretoria bancou contratos como os de Christian Cueva e Bryan Ruiz (por generosidade, paramos por aqui) sem demonstrar pensar no lado financeiro. Além disso, desrespeitou e criou inúmeros conflitos com o elenco, como no caso do corte de salários.

Fora das quatro linhas, Peres consegue ser ainda pior. Pelo segundo ano consecutivo, o Conselho Deliberativo reprovou as contas da gestão, abrindo brechas para novos pedidos de impeachment. Dessa forma, é importante refletir sobre esse processo com cautela, afinal Orlando Rollo é tão ruim quanto seu superior.

Em 2019, o vice-presidente tentou aplicar um golpe político contra o clube. Derrotado, ainda busca espaço para ocupar o lugar que tentou tomar a força. Por isso, a cassação da chapa parece fazer mais sentido a princípio. Bom, nem tanto. Sem essas duas lideranças o Santos ficaria nas mãos do próprio Conselho Deliberativo, sinônimo de obsolescência.

Afinal, qual seria a solução para essa crise? Clube-empresa? Torcida no poder? Infelizmente não é tão simples. Trabalhar uma reestruturação interna é o ponto principal, e isso deve começar a ser feito pela torcida nas eleições no fim do ano. Agora sem técnico, o Alvinegro Praiano corre em busca de uma saída alternativa para o Brasileirão, driblando as dívidas, as punições na FIFA, as crises e o próprio presidente.

Foto destaque: Ivan Storti/ Santos Futebol Clube

Tiago Souza
Tiago Souza
Formado em jornalismo pela Universidade São Judas, atuei em diversas áreas de maneira colaborativa. Sou viciado em informação e, por isso, estudo todos os dias sobre futebol e videogames, tendo essas duas vertentes como pilares da minha personalidade. Apesar de levar esses temas muito a sério, tenho a plena noção de que, sem o amor e a descontração, nenhuma delas existiria de forma tão espetacular como são hoje.

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