Opinião: Jair Ventura, peça o boné!

- O time santista é horrível, dá pena, mas o treinador não está à altura do Santos

O futebol não é uma ciência exata, mas é fácil prever que, sem treino, não haverá milagres. O caso do Santos, hoje comandado por Jair Ventura, é bastante emblemático. O elenco é horrível, mas nosso treinador é igualmente incompetente e não está à altura de um time como o alvinegro da Vila Belmiro.

O Santos não tem o pior elenco do Brasil. Seria leviano dizer que, mesmo nesse cenário de trevas, o Peixe é inferior tecnicamente a agremiações como Paraná, Ceará e América-MG. Indo mais além, peça por peça, não é um equívoco dizer que o time paulista é superior ao Furacão do excelente Fernando Diniz. A verdade, contudo, é que, dentro das quatro linhas, o tricampeão da Libertadores apresenta um futebol vexatório e apático.

Hoje, salvam-se no Santos três jogadores: Vanderlei, Dodô e Rodrygo. Há os que se destacam pela entrega, como Eduardo Sasha. Os demais, porém, nada mais fazem que ocupar espaço em campo. Alison é um leão sobrecarregado, mas com a bola no pé ainda é um brucutu. Ao seu lado, é triste ver Léo Cittadini e Jean Mota vestindo um manto que já foi de Coutinho e Pelé. Na atual circunstância, Vitor Bueno e Vecchio não podem ser reservas, mesmo que não sejam brilhantes. Inclusive, o próprio Renato, que hoje não aguenta mais atuar por 90 minutos, deveria ter mais chances. Não custa nada manter o veterano em campo enquanto aguentar. Por fim, mas não menos importante: é imensa a parcela de culpa da diretoria santista. Sem muito esforço, os cartolas aceitaram, resignados, que não haveria um camisa 10. Para piorar, dispensaram Ricardo Oliveira, hoje amado no Atlético-MG.

Reforçando, o Santos tem um time horrível, mas não tem esquema tático. O jogo contra o Grêmio escancarou a incompetência e a covardia de Jair Ventura: sem a bola, os dez jogadores alvinegros postavam-se atrás da linha da bola. Retranca. Omissão. Estava claro, um empate seria bom resultado.

Não havia a menor perspectiva ofensiva. Afinal, há uma diferença gigantesca entre jogar no contra-ataque, como fazia o time de 2015, vice-campeão da Copa do Brasil, e abdicar do jogo, como fazem os comandados de Jair Ventura. E não me venham com a balela de que esta é uma variação do futebol reativo, já que a equipe não consegue trocar meia dúzia de passes quando tem a posse.

O prognóstico para o restante da temporada não é nada animador. A Libertadores é fraca e passa uma falsa impressão. A primeira colocação no grupo não é mais que a obrigação. O nível do Brasileirão é muito superior e, em apenas três jogos, o Peixe já sucumbiu em duas oportunidades, sendo uma delas contra o Bahia.

Ao torcedor santista resta aguentar as desculpas esfarrapadas de Jair Ventura, a omissão de uma cúpula administração e a apatia de um bando de jogadores incompetentes.

O ano está apenas começando. Mas já poderia ser dezembro.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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