Obrigado, Homem da TV

- Evair, ídolo palmeirense, completa 53 anos de idade

Existem eventos ou situações que ocorrem no decorrer na nossa vida que nos marcam, moldam a forma como enxergamos as coisas e até mesmo o nosso caráter. Passei por essa situação quando tinha sete anos de idade e não fazia ideia de nada sobre a vida ou sobre o que acorria a minha volta. Vivia alheio as coisas desse mundo em meio as minhas brincadeiras, fantasias e desenhos animados.

O dia era 12 de julho de 1993 e tudo que me lembro era dos fogos, bombas na vizinhança, gritos e buzinas pela rua. Na TV da sala a imagem de um homem de verde, correndo de braços abertos como alguém que se entregava, tirando uma tonelada dos ombros repetia e repetia sem parar. Entendam que a bagunça e a festa daquele dia não fazia parte do meu cotidiano, pois cresci em um lar onde sempre houve muito carinho, alegria e amor… Menos futebol, esporte que nunca foi muito apreciado pelo meu pai.

Foto: Palmeiras/Divulgação

Mesmo assim, me alegrei com toda aquela sensação. Lembro-me que, poucos dias depois, meu tio, palmeirense fanático, me presenteou com aquela mesma camisa que o homem na TV usava. O número 9 estampava as costas da camisa que era grande demais para um menino franzino, mas eu não me importava e a usava sempre que podia, dentro ou fora de casa.

Nascia ali o amor do menino para com o clube, graças ao homem da TV. Durante os anos aquela camisa deixou de servir conforme eu crescia e acabou se tornando um amuleto, um símbolo do meu amor pelo Palmeiras e também pelo Futebol. Dizia para mim mesmo que esse símbolo seria passado para meu filho como se fosse uma característica genética, algo direto do sangue que direcionaria o meu estilo de vida assim como a do meu menino.

Aquela camisa sempre vai existir no meio da minha família e assim seguirá, como se fosse uma aliança. Hoje eu entendo o motivo daquela entrega, dos braços abertos e do sentimento de alívio. Ser o responsável por tirar 16 milhões de pessoas de uma fila de 17 anos não deve ser fácil e, por isso, no dia do seu aniversário, eu é que agradeço pelo presente Evair.

Obrigado pelo fim da fila, pelos gols decisivos, pelo carinho e dedicação com que você vestiu a maior camisa do mundo, mas, principalmente, por dar a um menino a alegria de conhecer e viver o Futebol.

PARABÉNS MATADOR!!!

Rodrigo Majolo

Sobre Rodrigo Majolo

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Rodrigo Majolo, 31 anos, pai do pequeno Luca e esposo da Naty. Nascido, criado e formado no meio da bola o futebol se fez minha vida e faze-lo meu trabalho é minha grande alegria. Palestrino desde o nonno, corre nas veias o sangue verde tiffosi! Falar e escrever sobre o futebol não pode ser levado como algo simples, pois envolve amor, paixão e alegria de todos aqueles em que a bola bate dentro do peito e enquanto o jogo rolar a vida segue.

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Rodrigo Majolo, 31 anos, pai do pequeno Luca e esposo da Naty. Nascido, criado e formado no meio da bola o futebol se fez minha vida e faze-lo meu trabalho é minha grande alegria. Palestrino desde o nonno, corre nas veias o sangue verde tiffosi! Falar e escrever sobre o futebol não pode ser levado como algo simples, pois envolve amor, paixão e alegria de todos aqueles em que a bola bate dentro do peito e enquanto o jogo rolar a vida segue.

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