O retorno de Super Mario?

A queda livre da carreira de Mario Balotelli pode estar chegando ao fim. Após acumular fiascos recentes vestindo as camisas de Liverpool e Milan, Super Mario foi rejeito pelos dirigentes ingleses e viu sua carreira desabar. Surgiu então o Nice, da França, que apostou no futebol do jogador e na sua volta por cima. A desconfiança ronda o nome do atacante, mas seu início avassalador no clube francês traz à tona a nostalgia relacionada ao bom futebol do jogador.

Balotelli estourou rapidamente e teve uma ascensão meteórica na carreira. Quando surgiu na Internazionale de Milão, era taxado como fenômeno. Sua força física, talento e faro de gols chamavam a atenção. Foi comparado a Ronaldo e importantíssimo na campanha do clube italiano na conquista da Liga dos Campeões de 2010. Mas desde os primórdios de sua carreira, conviveu com problemas extracampo, que afetaram seu desempenho dentro de campo.

A carreira de Balotelli sempre esteve em uma linha tênue entre sucesso e fracasso. É uma narrativa marcada pela dicotomia entre aplausos e vaias, gols e confusão. Super Mario é irregular. Altera bons e maus momentos. Por muito tempo viveu de lampejos. Após o fracasso da seleção italiana na Copa do Mundo de 2014, entretanto, o atacante viu sua carreira desabar. Foram dois anos não conseguindo ultrapassar a marca de cinco gols por temporada.

Assim, os holofotes afastaram-se de Balotelli. O Liverpool, clube que detém os direitos econômicos do atleta até 2019, fez de tudo para livrar-se do estorvo em forma de atacante. Super Mario então se transferiu para o Nice. Contrato de dois anos. Negou a camisa 45 e optou pelo número 9, a segunda pele de um centroavante.

Balotelli estreou com o pé direito: contra o Olympique de Marseille, marcou dois gols. Para confirmar a boa fase, nesta quarta-feira, contra o Monaco, na goleada acachapante de 4 a 0, mais dois gols.

Ótimo começo. Três jogos, quatro gols. Média superior a um gol por partida. Torcida em êxtase. Nice na liderança do campeonato francês, com um ponto a mais que o rival PSG.

Balotelli nos ensinou a não colocar a mão no fogo por ele. Ainda, nos mostrou que vive de lampejos. Os gols com a camisa do Nice, portanto, podem ser apenas mais uma boa fase meteórica em um campeonato tecnicamente fraco.
Torço para que Super Mario reencontre de fato seu bom futebol. Aos 26 anos, esta pode ser sua última chance.

O clímax de sua carreira precisa restringir-se às quatro linhas. Ambição e concentração são as chaves para o sucesso.

Aos torcedores, restam a esperança e o desejo de que Balotelli os encha de alegria.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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