Nesta terça-feira (19), a Coluna Tática dos Campeões analisa a forma que o Manchester City da temporada 2017-18. Essa época foi muito especial, porque os Citizens atingiram 100 pontos na Premier League. O time foi liderado por Pep Guardiola e teve um ótimo ano. O elenco tinha várias peças de qualidade e o treinador soube aproveitar muito bem todas elas. Além disso, o plantel contou com o momento mágico de Kevin De Bruyne. O belga liderou a equipe junto com David Silva e Sergio Agüero. Sem sombra de dúvidas foi o melhor time da história do clube inglês.

COMO O MANCHESTER CITY DEFENDIA ?

A defesa não era o ponto forte do esquadrão, mas ela era bem postada. O sistema do City foi o menos vazado da Premier League. Portanto, não foi só o ataque que se destacou na temporada. O saldo de gol da equipe foi de +79, disparado o mais alto.

Os Citizens jogavam com as linhas altas no 4-1-2-3. Os meias, Kevin De Bruyne e David Silva, subiam junto com Agüero para aperta os adversários. Os Pontas ficavam pelo meio junto com Fernandinho. Por outro lado, quando a bola ia para os lados, Leroy Sané ou Raheem Sterling abriam para apertar a marcação. O lateral que estivesse do lado que a bola estava, subia também. Os defensores que ficavam iam proteger as “costas” do atleta que avançou. Como resultado, era frequente o Manchester City retomar a posse no campo do adversário.

Quando o plantel de Guardiola se posicionava em bloco baixo, o time fica mais compacto. Entretanto, o jogador mais próximo da bola abandonava a linha e tentava roubar a bola. Fernandinho sempre sobrava entre as linhas e era muito cirúrgico nos desarmes.

A FORMA QUE O MANCHESTER CITY CRIAVA AS JOGADAS

Primeiramente, é preciso ressaltar que todos os jogadores eram importantes para a criação de jogadas, inclusive o goleiro. O brasileiro Ederson Moraes foi contratado por conta dentro do gol e jogar muito bem com os pés. Ele atuava com um líbero, sendo sempre um opção de passe na defesa.

O Manchester City atuava no 4-1-2-3, mas quando atacava o esquema mudava completamente. Os zagueiros abriam, o goleiro ficava entre eles dando opção de passes. Mais a frente, uma linha de três homens, que contava com Fernandinho pelo meio e os dois laterais mais abertos. De Bruyne e Silva mais avançados, Sané e Sterling nas pontas. Por fim, Agüero no comando de ataque.

A equipe de Pep tinha o objetivo que o jogador que estivesse com a bola sempre tivesse várias opções de passe. Quando o time ia chegando mais próximo do último quarto do gramado, os laterais vão se aproximando de Fernandinho, principalmente aquele que está localizado do lado oposto da onde está a bola. Kevin De Bruyne e David Silva sempre próximos das jogadas, para auxiliar na criação.

Raheem Sterling e Leroy Sané foram fundamentais nas jogadas individuais. Eles eram essenciais em jogos que a defesa adversária estava bem postada. Muito dos gols que os Citizens fizeram foram de contra-ataques, porque em diversas ocasiões eles roubavam a bola e saim em velocidade para marcar. O plantel também abusava das viradas rápidas de jogo e de cruzamentos rasteiros. Além disso, Guardiola aproveitava que o clube possuía grandes chutadores de longa distancia. O ataque do Manchester City marcou incríveis 106 tentos na Premier League.

Manchester Cty
Reprodução/ Total Football Analysis

DESTAQUES INDIVÍDUAIS

O plantel era muito forte taticamente e coletivamente, no entanto tinha alguns destaques individuais. O trio de ataque somou junto 67 gols, com destaque para Agüero que marcou 30. Leroy Sané foi o jovem da temporada do Campeonato Inglês e foi o melhor jogador do mês de Outubro.

No meio-campo, David Silva e Fernandinho fizeram muito bem os seus respectivos papéis. O brasileiro foi muito preciso nos desarmes e nas coberturas. Além disso, fez alguns belos gols de fora da área. Por outro lado, o espanhol foi mais eficiente no ataque dando nove gols e 11 assistências.

Muitos fizeram boa temporada, no entanto ninguém do Manchester City foi melhor que Kevin De Bruyne. O belga fez uma grande temporada e foi a cereja do bolo dessa equipe. Ao topo somou oito gols e incríveis assistências na Premier League. Como resultado, o camisa 17 provou de seu potencial.

Por fim, mas não menos importante, Pep Guardiola. O espanhol chegou a Manchester com o objetivo de dominar mais um país e elevar os Citizens de patamar. O gênio conseguiu tudo isso e ainda atingiu a incrível marca de 100 pontos. Muitos duvidavam que ele conseguiria ser soberano em um liga tão disputada, entretanto o catalão é diferenciado.

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Foto Destaque: Reprodução/ Getty Images/ Goal

Leonardo Pinheiro
Escolhi jornalismo porque para mim é prazeroso informar as pessoas, e além disso, a paixão pelo futebol me encorajou a seguir essa carreira. Meu principalmente objetivo na profissão é trabalhar com esportes, principalmente o futebol.

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