Dani Olmo fala sobre Leipzig (Foto destaque: Reprodução/RB Leipzig)

Dani Olmo é um meio campo espanhol que chegou ao RB Leipzig em janeiro de 2020. Assim, desde que chegou, o jogador de 22 anos fez quatro gols e deu uma assistência. Entretanto, Dani Olmo mostrou que sabe fazer uma análise sobre o modo de jogar de uma equipe. Então, em entrevista ao jornal , jogam sob o comando de Julian Nagelsmann.

“Podemos encarar cada partida com uma formação diferente, mas, no fim, jogamos com uma ordem dentro da desordem”, resume Olmo.

Forma de jogar

O jogador afirma que ele e seus companheiros têm liberdade para mudar de posição, para sair de nossas zonas, buscar o espaço livre e se colocar lá. Porém, com uma ressalva: “Há sempre os automatismos que é preciso cumprir”.

“Por exemplo, se o atacante faz determinado movimento, o mediapunta (meio-campista mais próximo do atacante, responsável pela armação, mas também com chegada ao gol) tem que reagir e fazer outro movimento. Depende da posição em que você se encontra. Por isso, no elenco, temos jogadores muito polivalentes, como Laimer, que pode jogar tanto de meia central como de carrilero (espécie de box-to-box, mas com menor chegada na área ofensiva e maior responsabilidade defensiva), ou Sabitzer, um mediapunta que joga em todas as posições do meio de campo. Rodamos muito dentro de uma ordem. Observo todo o tempo onde estão os espaços livres para receber a bola e para que os meus companheiros a recebem. Às vezes, você faz desmarques de ruptura (ação de se movimentar para sair da marcação em profundidade) sabendo que não te darão a bola. Porém, você o faz para criar um espaço atrás.”

Movimentação

No Leipzig de Nagelsmann, a característica marcante é a constante movimentação de seus jogadores, que intercalam posições em campo em busca sempre dos melhores espaços e de confundir o adversário. Além disso, a responsabilidade dos jogadores na condução da partida é grande, mas isso não significa que o técnico não tenha uma contribuição mais direta.

“O mister nos dá certa liberdade para ocupar os espaços, mas também nos dá soluções quando não encontramos respostas. Treinamos muitas coisas. Não quero dar pistas ao Atlético. Trata-se de romper as linhas de pressão. Tudo depende das qualidades dos jogadores e da posição da bola. Utilizamos muito bem os movimentos para que vários de nós estejamos prontos para receber entre linhas com pressão, como fazem Forsberg e Nkunku, que têm condições para isso. Eles não têm uma posição fixa.”

Então, Dani Olmo compara o estilo de jogo buscado pelo Leipzig ao futebol de salão. Dessa forma, é preciso habilidade nos pés para manter a posse e fazer o ataque evoluir.

“Tentamos nos apoiar em outros jogadores para dar mais velocidade ao jogo. Se abrimos (em amplitude), não podemos jogar tão rápido como o treinador quer. Por isso, tentamos nos juntar o máximo possível, quase como no futebol de salão. Quanto mais reduzido for o espaço, melhor, porque mais velocidade damos à circulação da bola. Você atrai mais adversários, mas é preciso estar preparado para jogar sob pressão. Se você consegue, os espaços que se abrem são maiores, e você progride com mais profundidade”, completou.

Jogo sem torcida

Para finalizar, Olmo fala sobre jogar com arquibancadas vazias e a forma de conseguir motivar-se sem torcida. Ele acredita que a parte mental é um ponto importante para a busca do sucesso.

“Sem o público, você precisa se automotivar. Nos dias prévios ao jogo, sempre penso no adversário, no que posso fazer na partida, o que posso trazer. Essa visualização serve como motivação. É um exercício muito bom, porque te prepara mentalmente para reagir a situações que podem ocorrer e que, de outra forma, te surpreenderiam mais.”

https://twitter.com/DieRotenBullen/status/1293191699850596352?s=20

Foto destaque: Reprodução/RB Leipzig

Celso Junior
Sou Celso Junior, carioca e moro em Rio das Ostras - RJ. Sou pai da Maria Sofia e amante do futebol, esporte o qual vivo desde criança. Sou professor, treinador, e estudo intensamente o futebol em suas diversas áreas.

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