O legado de Antonio Conte, o Poderoso Chefão

Nem o torcedor mais “innamorato“ da Azzurra esperava que a seleção fizesse uma boa campanha na Eurocopa 2016. O motivo era simples: o resultado nos amistosos não eram lá essas coisas e o elenco não parecia encaixar. Entretanto, a Itália que vimos jogar na França foi a Itália carne de pescoço de sempre, como foi poucas vezes nos últimos anos. A queda nas quartas de final não desmerece todo o progresso feito até aqui como uma das melhores equipes da competição. E tudo isso se deve graças a Antonio Conte, que encerrou sua curta passagem na seleção assinando de vez seu nome na lista dos grandes técnicos.

O que o técnico fez nesta Euro é para se admirar. Contando com a sua defesa de confiança nos tempos da Juventus, Conte tinha uma base sólida, da qual a partir dela soube armar seu time e por medo em adversários dificílimos. Belgas e espanhóis pararam na muralha italiana e sofreram com a intensidade do ataque azzurri. Até os alemães abriram mão de seu estilo de jogo para não cair nas armadilhas do time bem esquematizado por Conte. Mais do que a camisa tetracampeã mundial, o que realmente fez a diferença foi a inteligência do treinador em reconhecer seus defeitos, potencializar suas virtudes e assim construir o seu esquema de jogo.

Além disso, o técnico contagiou todo o selecionado com seu espírito aguerrido, apaixonado, fanático, como todo bom italiano. Somou-se a ele, um Buffon ainda mais brilhante do que foi nos últimos 20 anos, uma defesa com Bonucci, Barzagli e Chiellini que foram um só, dando segurança para que os jogadores do meio para frente, questionados até então, pudessem se superar e fazer com que o time jogasse como protagonista em suas partidas.

Em nenhum jogo se viu um ônibus italiano estacionado na área, apenas se defendendo. Com Florenzi, a Azzurra teve um ala que tanto fechava bem o lado quanto apoiava o time. Parolo e Giaccherini formaram uma dupla que entregaram tudo na marcação no meio. Pellè e Éder podem até não ter sido a dupla dos sonhos no ataque, mas entre altos e baixos, deram mais certo do que o esperado.

Claro que não é por causa disso que a vida dos italianos está resolvida agora. A Itália caiu no mesmo grupo que a Espanha nas Eliminatórias para a Copa de 2018, em uma chave que só há uma vaga direta para o mundial. Vai ser necessária uma constância e qualidade ofensiva muito maior para enfrentar adversários que jogarão fechadinhos atrás e será um grande desafio, visto que a nova geração chega com algumas deficiências.

Entretanto, Giampiero Ventura, credenciado pelo trabalho no Torino, recebe de Conte uma herança muito melhor do que se esperava e uma prova de que com muito trabalho dá sim para tirar leite de pedra. Já Antonio Conte, vai para o Chelsea com ainda mais respaldo pelo incrível trabalho que realizou e com um lugarzinho especial no coração de cada italiano.

Mayara Flausino

Sobre Mayara Flausino

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Mayara Flausino, 22 anos, sempre foi apaixonada por esportes. Já tentou ser nadadora, ginasta, jogadora de basquete, vôlei e futsal. No fim, pendurou as chuteiras e decidiu ir para o time dos jornalistas, o qual faz parte desde 2015. Atualmente procura uma vaga no time profissional e luta pelo fim do escanteio curto.

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Mayara Flausino, 22 anos, sempre foi apaixonada por esportes. Já tentou ser nadadora, ginasta, jogadora de basquete, vôlei e futsal. No fim, pendurou as chuteiras e decidiu ir para o time dos jornalistas, o qual faz parte desde 2015. Atualmente procura uma vaga no time profissional e luta pelo fim do escanteio curto.

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