FC Porto de José Mourinho (Foto: Getty Images)

Nesta terça-feira (18), a Coluna Tática dos Campeões homenageia o FC Porto que foi comandado por José Mourinho de janeiro de  2002 até  julho de 2004. Os Dragões vinham de um jejum de três temporadas sem vencer o Campeonato Nacional, mas o Special One chegou a Portugal e prometeu títulos. No restante da temporada 2001-02, o português tratou de organizar a equipe para conquistar títulos nas seguintes épocas. Como resultado, os Tripeiros montaram um time muito bem treinado e conquistaram a Europa.

O COMEÇO DE TUDO

O FC Porto estava passando por um seca, não vencia o título da Primeira Liga há três temporadas. A equipe estava sendo comandada por Octávio Machado, mas os resultados não estavam convencendo. Portanto, o treinador foi demitido e José Mourinho foi contratado para substitui-lo.

Até o momento, o técnico português não havia tido nenhuma passagem extraordinária por algum clube. Por outro lado, desde sempre teve um ego muito forte. Com isso, o estrategista chegou ao Porto dizendo que iria fazer o clube vencedor novamente.

O restante da temporada 2001-02 sob comando de José Mourinho foi muito bom. Os Tripeiros venceram 11 partidas, empataram duas e perderam duas, terminando a competição na 3° colocação. Após bons resultados, Special One afirmou:”na próxima temporada seremos campeões“.

FC Porto
Reprodução/UEFA

O FC PORTO ESTÁ “DE VOLTA”

Após um bom final de época, Mourinho melhorou ainda mais o time. O FC Porto jogava no tradicional 4-4-2 em formato de losango, com uma defesa forte, um trio de meias sólidos na marcação e Deco mais a frente na criação. No ataque, uma dupla de ataque forte, formada pelo brasileiro Derlei e pelo português Capucho. Muitas vezes, esse esquema se tornava um 4-3-3 quando estava atacando e um 4-1-4-1 defendendo.

José Mourinho chegou aos Dragões impondo seu estilo de jogo. O manager gosta de ter superioridade no meio-campo. Portanto, o esquema adotado era o ideal para a sua filosofia. E o quarteto se adaptou muito bem à tática do Special One.

FC Porto
Reprodução/Footure

Na temporada 2002-03, o FC Porto voltou a conquistar o título do Campeonato Português em uma ótima campanha. Foram 27 vitórias, cinco empates e duas derrotas em 34 partidas. Além disso, conquistou a Taça de Portugal sobre o União de Leira e a Copa da Uefa superou o Celtic.

O SPECIAL ONE DOMINA A EUROPA

Após uma grande época, os Dragões chegavam confiantes para a nova temporada. Com um sistema defensivo muito forte, um ataque cirúrgico e Deco vivendo grande fase, José Mourinho armou seu plantel para a temporada.

A forma de jogar era a mesma, o esquema também. Entretanto, o time titular as vezes sofria algumas alterações. O atacante Benni McCarthy revesava com o meia Pedro Mendes. Quando o sul-africano jogava, Carlos Alberto recuava para o meio-campo e se o português atuasse, o brasileiro fazia dupla de ataque com Derlei. Além dessa opção, o manager tinha boas opções no banco como: Ricardo Costa, José Bosingwa e Dmitri Alenichev.

O Porto se manteve sólido na Primeira Liga e se tornou campeão novamente, tendo o melhor ataque e defesa. Na Taça de Portugal, foi superado pelo Benfica na final, entretanto o melhor estava por vir. O esquadrão azul e branco se classificou para o mata-mata da Champions League, mas não era um dos favoritos. Por outro lado, futebol não se ganha fora das quatro linhas.

Com uma campanha muito regular e com apenas uma derrota, que foi para o Real Madrid na fase de grupos. Conseguiu eliminar o poderoso Manchester United, o tradicional Lyon e superar o grande time do Deportivo La Coruña. Portanto, chegou a final com muita confiança. No duelo contra o Monaco, a equipe foi dominante e impôs seu jogo do começo ao fim. Como resultado, o FC Porto conquistava a Champions League pela 2ª vez.

O FC PORTO SURPREENDEU A TODO

O plantel português deu uma aula de tática. A defesa dificilmente falhava, o meio-campo era o principal setor do time, porque era nele que o Porto dominava os adversários. Além de auxiliar muito na marcação, “abastecia o ataque“. O ataque era cirúrgico e aproveitava as chances que tinha.

O esquema era o 4-4-2 losango, mas o time alternava o esquema dentro de campo. Muitas vezes quando estava se defendendo, passava a jogar no 4-5-1. Já no ataque, alternava para o 4-3-3. Equipe que abdicava da posse de bola, entretanto quando tinha ela era sempre muito perigoso nos velozes contra-ataques.

Os Tripeiros tinham um bom time, mas era uma equipe muita jovem e teria que superar clubes liderados por craques consagrados. Porém, o coletivo funcionou e o esquadrão liderado por José Mourinho surpreendeu a todos.

Foto Destaque: Reprodução/Getty Images

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Leonardo Pinheiro
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