O dérbi de dois continentes

A cidade de Istambul é a quarta maior do planeta terra. Em seus domínios reside uma peculiaridade: ocidente e oriente se “abraçam” no mesmo território. O continente europeu faz divisa com o asiático no sentido norte-sul no município com pouco mais de 14 milhões de habitantes. Dentro deste cenário de cumes culturais e curiosidades geográficas está cravado o clássico centenário entre Fenerbahce e Galatasaray. O primeiro representa o lado oriental, seguido pelo arquirrival das bandas europeias. Uma rivalidade que beira o insano. Sinalizadores e bombas para todos os lados. Estado de alerta declarado pelas autoridades. Imagine só o peso envolto na final da Copa da Turquia.

Mas a decisão aconteceu em Antalaya, cuja arena homônima tem capacidade para 32 mil espectadores e sistema solar para gerar energia própria. Um avanço ecológico exemplar para um estádio que custou 12 vezes menos que o nosso Mané Garrincha. Pois bem, vamos à partida. Os “orientais” já haviam perdido nas quatro últimas decisões contra os “ocidentais”. E o tabu estava prestes a ser ampliado. Podolski abriu o placar na primeira etapa. O único encontro entre bola e rede na partida.

Sneijder foi substituído no intervalo da partida após dividida forte. Isto enfraqueceu o poder criativo e abriu margem para um segundo tempo de pressão por parte do Fenerbahce. Mas a afobação roubava o lugar da precisão. Com isso a freguesia já dava as caras e o apito final decretou a quinta vitória do “ocidente” em cinco oportunidades decisivas. Décima sétima Copa da Turquia faturada pelo Galatasaray.

O dérbi de dois continentes mantém seu senhoril e o lado europeu festeja.

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Douglas Molgado
Douglas Molgado
Douglas Molgado Affonso. 1989. FIAM-FAAM. Twitter: @douglasmolgado)

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