O Bahia faz 91 anos sem muito o que comemorar

Antes de mais nada, quero desejar o meu mais sincero voto de “parabéns” à imensa torcida do Esporte Clube Bahia. O único bicampeão brasileiro fora do eixo Sul-Sudeste, completa, neste 1º de janeiro, 91 anos da sua fundação. O Bahia é patrimônio do futebol brasileiro.

Ou seja, sem o Esquadrão de Aço, o país do carnaval seria muito mais sem graça e cinza. “Quem não amou a elegância sutil de Bobô“? Quem não vibrou nos muitos gols de Nonato, Beijoca e Gilberto?

Do mesmo modo, quem não tremeu diante da Fonte Nova lotada e dos incessantes gritos de “Bahêa“? Contudo, a década que irá culminar no centenário do Esquadrão começa de forma tenebrosa. Graças à incompetência do presidente Guilherme Bellintani, o Bahia voltou à segunda divisão. Pior que isso é começar o ano sem diretor de futebol e perdendo pilares do time como Rossi, Gilberto, Conti e Nino Paraíba.

O 2022 tricolor promete ser duríssimo, na Série B mais difícil de todos os tempos. Será necessário muita união da torcida, muita sorte e uma dose de gestão de futebol, nunca antes vista na atual direção do Bahia. Sob esse ponto de vista, deixo aqui o meu alerta: se o Brasileirão começasse hoje, o Bahia não estaria entre os favoritos para subir. Assim também, se tivesse que apostar meu dinheiro, apostaria que o Esquadrão não sobe. Espero estar errado.

Parabéns a quem merece

Finalmente, quero celebrar a única coisa possível neste 1º de janeiro tricolor. A torcida do Bahia. Você, que é a razão de existir do clube. Que clamou por uma intervenção que resgatou o clube das trevas. Do mesmo modo, que se faz presente em todas as campanhas de marketing e sustenta o clube. Parabéns, torcedor do Bahia! Não vejo a hora de voltar a ouvir “Bora Bahêa, Minha P…”

Foto Destaque: Felipe Oliveira/EC Bahia

Paulo Henrique Araújo
Apaixonado por futebol desde antes do que possa lembrar. Comentarista esportivo por amor e constante aprendiz do maior esporte do mundo.