Cuca | Atlético Mineiro

Quem observa os números do Atlético-MG na temporada pode até pensar que a campanha não poderia ser melhor. Afinal, o clube foi campeão do único torneio que disputou até o final e ainda se classificou para o mata-mata da Libertadores com a melhor campanha de toda a competição.

Mas, afinal, o Atlético-MG pode ser a bola da vez em 2021?

Torcedores, calma. Empurrem o Galo para que o clube faça com que eu me arrependa de ter publicado esse artigo. Mas, não, o Atlético-MG de 2021 não é tudo isso. É bom, consistente, mas pode (e precisa) melhorar. Assim, perceber isso não é um exercício tão complexo quanto alguns comentaristas e narradores fazem parecer ser.

Dessa forma, basta olhar para a temporada passada de duas equipes. Uma, obviamente, o último campeão do torneio estadual de Minas Gerais. O outro, o Santos. O histórico desses dois times está diretamente relacionado, uma vez que o Peixe foi o principal pilar da estruturação dessa nova fase atleticana.

Everson, Sasha e principalmente Jorge Sampaoli foram alguns dos nomes que colaboraram uma tentativa de redenção esportiva entre esses indivíduos, que buscavam reconquistar seu espaço após sofrer com as crises da baixada. Porém, os resultados foram tão desanimadores quanto antes. À essa altura, provavelmente, você percebeu em que ponto vamos chegar.

Alexi Stival, o Cuca

Se tem uma frase que faz qualquer amante do Alvinegro Praiano se morder de raiva, essa sentença é a seguinte: “Cuca tirou leite de pedra”. Não há nada no mundo que convença qualquer pessoa, e nem precisa ser santista, de que essas cinco palavras fazem sentido nessa ordem. E adivinhem qual grupo tentava os convencer sobre o contrário? Exatamente.

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Tanto que a chegada de Cuca, finalista da Libertadores, que transformou aqueles 11 jogadores horríveis (contém ironia) do Santos no segundo melhor time da América do Sul, foi muito comemorada por parte da torcida do Galo. Mas, logo no primeiro treino, pôde-se perceber o que fará esse trem descarrilhar.

Falta de estudo, modelos ultrapassados, a insistência em peças que não funcionam… E a ciranda! O exercício que faz qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em tática suar de aflição. Todo esse conjunto custou muito caro para o antigo escudo defendido por Cuca. E, sim, eu acredito que essa história vai se repetir. Basta ler a história e interpretar o presente.

O Santos chegou à final da Libertadores graças ao sentimento proporcionado por Cuca, mas perdeu por causa dele. Se classificou para a edição de 2021 através do Campeonato Brasileiro apesar do trabalho técnico. E, eu, mero jornalista, apostaria todas as minhas fichas de que essa narrativa vai se repetir em Belo Horizonte mais cedo ou mais tarde. E isso não é achismo, não é zica, é uma visão corroborada por fatos.

Imagem em destaque: Divulgação/ Clube Atlético Mineiro.

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Tiago Souza
Formado em jornalismo pela Universidade São Judas, atuei em diversas áreas de maneira colaborativa. Sou viciado em informação e, por isso, estudo todos os dias sobre futebol e videogames, tendo essas duas vertentes como pilares da minha personalidade. Apesar de levar esses temas muito a sério, tenho a plena noção de que, sem o amor e a descontração, nenhuma delas existiria de forma tão espetacular como são hoje.

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