Tévez Boca Juniors

Mais uma era chega ao fim! Carlitos Tévez deu o seu adeus final ao Boca Juniors. Em suma, o jogador anunciou a sua saída em definitivo do clube Xeneize na última sexta-feira (4). A princípio, o atacante de 37 anos garantiu que prioriza estar com sua família após a morte de seu pai. No entanto, o eterno ídolo da La Bombonera não deu pistas de onde vai jogar agora, ou se vai se aposentar de vez.

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A decisão de Tévez de deixar o Boca Juniors

A princípio, o Apache, como Tévez é conhecido, tem contrato com o Boca Juniors até dezembro de 2021. Contudo, o contrato oferece uma cláusula de saída ainda no meio deste ano. E é exatamente ela que o camisa 10 Xeneize vai exercer. Portanto, agora ele pode tanto trocar de time, como se aposentar. Apesar da idade, o que mais pesou na decisão do jogador foi a morte do seu pai, que o deixou visivelmente abalado nos últimos meses. Nesse ínterim, Carlitos teve de enfrentar uma série de jogos que com certeza o deixaram cansado física e mentalmente.

Certamente, a ausência dos torcedores nos estádios torna a saída um pouco mais triste. Aliás, o fato do público voltar para a La Bombonera ainda estar longe de acontecer deixa o atleta um pouco mais desmotivado. Por fim, a relação de Tévez com Riquelme não é boa. Já que os dois protagonizaram um certo conflito durante a renovação de contrato do atacante, durante a temporada 2019/20, e o clima continua não muito amistoso. Esta é outra razão pela qual Tévez decidiu sair.

Últimas palavras

Antes de ir, Tévez deu uma entrevista coletiva onde contou os motivos de sua saída. Em síntese falou sobre a importância de ficar com a família neste momento, e da possibilidade voltar ao Boca em outro cargo.

“Eu preciso estar com minha mãe, eu preciso ser um filho. Três meses atrás, meu velho foi embora. Eu quero ser pai, filho e irmão. É a única coisa que tenho na cabeça. Não é uma despedida com esta camisa, mas até breve. Eu sempre estarei lá para o fã. Já não como jogador, mas como o Carlitos do povo. Estou cheio com esta decisão. Não tenho mais nada para dar”, declarou o atacante.

Por fim, o eterno ídolo do Boca Juniors fez uma declaração final para os torcedores. Falou da sua paixão com pelo clube e do quanto foi bom para ele vestir a camisa azul e amarela.

“Fui feliz com a camisa do Boca. É a coisa mais bonita. Seu povo, a cidade de Boca é a mais bonita que existe. Agradeço a eles. Sem eles, nada é o mesmo. Os jogos não são os mesmos. É muito estranho. Tudo ficou muito normal no meio da pandemia. Isso não é normal. Você faz falta. Todos os domingos no nosso clube. É difícil. Sempre gostei dessa camisa. Tenho as melhores lembranças. Que as pessoas fiquem calma. Me afasto para ficar com minha família. A decisão é minha, ficar com minha esposa, meus filhos e curtir a vida. Muito obrigado”, finalizou.

Qual será o futuro de Tévez?

Embora Tévez tenha confirmado seu saída do Boca Juniors, isso não garante que ele vá se aposentar. Afinal, mesmo com 37 anos, muito times ainda o consideram um jogador que pode trazer resultados e visibilidade. Sendo assim, a MLS, campeonato norte-americano de futebol, pode pintar na carreira do jogador.

Em suma, existem duas equipes pela quais o atacante pode atuar. A primeira é o Atlanta United, do técnico Gabriel Heinze, que tem um relacionamento muito bom com Carlitos e, em certo momento, já esteve animado para poder levá-lo ao Vélez. A outra opção é o Inter Miami, de  David Beckham, um destino muito tentador para os argentinos. Além disso, o clube conta com Gonzalo Higuaín, ex-companheiro de Tévez na  Seleção Argentina.

Foto destaque: Divulgação/TyC Sports

Carlos Soares
Carlos Soares
Além da enorme paixão pelo esporte, eu sempre tive facilidade com a comunicação no geral. É uma habilidade que me destaca em qualquer ambiente que esteja. O desejo de fazer jornalismo surgiu devido a vontade de fazer com que essa aptidão possa me proporcionar grandes desafios em minha carreira profissional, principalmente na área esportiva. Ao ingressar na faculdade e estagiar na área, descobri diversas abordagens diferentes que o jornalismo pode ter e a quantidade de histórias que estão esperando para serem contatadas. O que fez eu me interessar ainda mais pela profissão e querer desempenhar um fazer jornalístico objetivo e de qualidade.

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