Novidades táticas nos times paulistas em 2017

Dorival Jr, Fábio Carille, Rogério Ceni e Eduardo Baptista. Estes são os responsáveis pelas escolhas táticas dos 4 grandes times de São Paulo para esta temporada.

Carille, Ceni e Baptista chegaram em 2017 e têm que mostrar serviço ao torcedor e a diretoria que apostaram no trabalho deles.

Mas o que eles têm em comum? O que liga um ao outro a não ser o fato de trabalharem no estado de São Paulo e estarem na 1ª divisão nacional? A resposta é simples, eles estão “matutando a cuca” para surpreender os adversários com um novo estilo de jogo.

CORINTHIANS – FÁBIO CARILLE

Agora de fato treinador corintiano (era treinador das categorias de base e por vezes foi interino), Carille trouxe de volta ao Parque São Jorge jovens promissores que haviam sido emprestados a outros clubes por inchaço no setor onde jogam, caso de Marciel. Melhor jogador da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2015, o volante tem boa técnica e categoria nos passes e lançamentos, além de marcação competente, não foi aproveitado por Tite, mas já ganhou chance com o atual treinador e mostrou serviço. Improvisado na lateral-esquerda, na Flórida Cup, contra o Vasco, foi muito bem mostrando solidez defensiva e boa subida ao ataque, sem contar a caneta de letra que deu em Éder Luis. Outro que está de volta é Maycon. Após empréstimo de um ano a Ponte Preta onde foi titular e teve bom desempenho, foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 do técnico Rogério Micale. Maycon foi companheiro de Marciel na Copinha de 2015, onde revezavam na função de primeiro e segundo volante na Copinha de 2015, pode ser um trunfo para o novo treinador.

Com conhecimento em excelência na base alvi-negra, Carille não só vai aproveitar jovens campeões com ele em 2015, como também já mostrou ser conhecedor tático para usar outro atletas em diferentes posições. Seguirá a linha de Tite com o esquema 4-1-4-1, mas já mostrou mudanças pontuais. Em sua entrevista de apresentação, disse que não enxerga Camacho como volante e sim como meia-armador, como jogou no Audax e deve utilizá-lo mais a frente junto a Rodriguinho na armação de jogadas. O time titular de Fábio Carille, muito provavelmente, ainda contará com a chegada do zagueiro Pablo, o volante Gabriel Girotto e o atacante Jô. O técnico corintiano ainda aguarda o acerto com um meia clássico, que pode ser Jadson, que rescindiu com o clube Chinês e negocia com o clube.

O time de Fábio Carille deve ser: Cássio; Fágner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel Girotto, Camacho, Rodriguinho, Marlone e Marquinhos Gabriel; Jô.

SÃO PAULO – ROGÉRIO CENI

Rogério Ceni estreou na Flórida Cup com uma vitória nos pênaltis sobre o River Plate-ARG e se classificou para a final contra o Corinthians. Mas o novo treinador tricolor já mostrou que a mudança para 2017 será “brutal”. A começar pelo esquema tático que será o 3-4-3. Rogério foi campeão mundial, da Libertadores e três vezes do Brasileirão com um sistema defensivo de três zagueiros e sabe bem usar esse esquema. O goleiro Sidão estreou pegando dois pênaltis e já caiu nas graças do torcedor tricolor, deixando Dênis ainda mais distante da titularidade. Maicon, Rodrigo Caio e Breno devem formar o trio de zaga, com a sombra de Lyanco (na Seleção Sub-20).

Para as alas Bruno e Buffarini (improvisado na esquerda), são os escolhidos. Por enquanto Thiago Mendes fará a função de volante sozinho, podendo Rodrigo Caio subir para fazer o primeiro volante e liberando Thiago para atacar, mudando o esquema tático momentaneamente. Cueva é o 10, o armador de jogadas do time. Para o setor ofensivo, Ceni usou no primeiro teste Wellington Nem pela direita (deu muito certo), Luiz Araújo pela esquerda e Chávez centralizado (ambos não foram bem). O atacante David Neres terminou o ano como titular sobre o comando de Ricardo Gomes e atualmente está servindo a Seleção sub-20 no Sulamericano. Neres deve ser utilizado de um dos lados por ter bastante velocidade e poder de drible. Neílton e Gilberto não convenceram no primeiro teste. Para o meio Rogério ainda tem o polivalente Cícero e fechou com Jucilei, volante ex-Corinthians. Se o treinador tricolor optar por um esquema com dois volantes, João Schmidt, Jucilei e Cícero entram na briga e são os que tem mais chances de titularidade.

Assim como Carille, Rogério é um tem mais de 20 anos de SPFC e, com toda certeza, conhece a base muito bem, tanto que dos 32 jogadores que compõe o elenco principal, 16 (metade) são formados na base, uma importante valorização do futebol de base que ganhou praticamente tudo nos últimos anos. O goleiro Thiago Couto, o zagueiro Lucas Kal, os laterais Júnior Tavares e Foguete, os volantes Artur e Araruna e o meia Shaylon, são as jovens novidades de Rogério em 2017. O São Paulo ainda aguardo um centroavante de nome para a titularidade. Calleri é visto com bons olhos e já está em negociação.

O time de Rogério Ceni deve ser: Sidão; Breno, Rodrigo Caio e Maicon; Bruno, Thiago Mendes, Buffarini e Cueva; Wellington Nem, Chávez e David Neres.

PALMEIRAS – EDUARDO BAPTISTA

A primeira coisa que Eduardo fez ao chegar no Palmeiras foi mudar o esquema tático. Sai o 4-2-3-1 de Cuca e entra o 4-1-4-1 de Baptista. O time alvi-verde se reforçou bem para a disputa da Libertadores 2017. Destaque para o melhor jogador da Libertadores de 2016, o venezuelano Alejandro Guerra, do Atlético Nacional, o zagueiro Antonio Carlos, da Ponte Preta, o contestado volante Felipe Melo, da Inter de Milão, o meia Michel Bastos, do São Paulo e os atacantes Keno, do Santa Cruz e Willian, do Cruzeiro. Eduardo tratou de avançar os dois volantes Tchê-Tchê e Moisés para o meio campo (o último inclusive será o camisa 10), deixando apenas Felipe Melo na contenção. Fechando o meio do Palmeiras será Dudu pela esquerda e, muito provavelmente, Guerra pela direita. Num primeiro momento Alecsandro será o centroavante principal, mas Willian faz muito bem essa função.

Willian e Michel Bastos farão sombra para os titulares. O novo treinador tem em mãos um dos melhores elencos do país e ainda pode contratar mais. Um centroavante é cotado.

O time de Eduardo Baptista deve ser: Prass; Jean, Victor Hugo, Mina e Zé Roberto; Felipe Melo; Guerra, Tchê-Tchê, Moisés e Dudu; Alecsandro.

SANTOS – DORIVAL JUNIOR

Para não ficar de fora das novidades em esquemas táticos, Dorival testará um no sistema tático para aproveitar o que tem de melhor em seu elenco. O Santos começará 2017 com apenas 1 zagueiro. Isso mesmo! 1 zagueiro. Com os zagueiros Luiz Felipe e Gustavo Henrique machucados, o Santos poderia utilizar David Braz e o recém-chegado Cléber. Mas Dorival decidiu pela inovação. Visando aproveitar melhor os bons volantes que tem, o treinador santista prepara o time com um esquema tático com 1-5-3-1 (não foi divulgado assim, mas explicarei).

Com a chegada dos volantes Yuri e Leandro Donizete, as opções para criatividade de Dorival se afloraram. O time deverá jogar com Cléber fixo, uma linha de três volantes mais dois laterais, uma linha de três meias na frente e Ricardo Oliveira centralizado. É difícil imaginar isso, mas Renato, Donizete e Yuri podem vir a fazer o segundo zagueiro e, convenhamos, em um time com três volantes defensivos e dois laterais, um zagueiro só pode ser o suficiente, pensando que os três volantes e os laterais farão uma zaga mais avançada, utilizando Cléber com um líbero, atrás dos volantes para a sobra. Se dará certo só o tempo dirá. Yuri, que veio do Audax, já atuou como zagueiro pelo Audax.

O time de Dorival Júnior deve ser: Vanderlei; Cléber; Victor Ferraz, Thiago Maia, Leandro Donizete, Renato e Zeca; Vitor Bueno, Lucas Lima e Copete; Ricardo Oliveira.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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