Nova era no futebol ?

Nesta sexta-feira ocorrerá a eleição que escolherá o novo presidente da Fifa. Um colégio eleitoral composto por 209 associações elegerá o representante que comandará o futebol mundial pelos próximos quatro anos.

Para ser eleito, o candidato precisa ter 139 votos, dois terços do total. Nos bastidores é dito que obter tal quantia é improvável e, desta forma, certamente haverá um segundo turno.

São cinco os candidatos que concorrem ao posto máximo do futebol: Gianni Infantino, secretário-geral da Uefa desde 2009, o sheik do Bahrein, Salman Bin Ibrahim Al-Khalifa, o príncipe da Jordânia, Ali Bin Al-Hussein, o diplomata francês Jerome Champagne e sul-africano Tokyo Sexwale.

Os dois primeiros são os favoritos.

O sheik do Bahrein leva vantagem no que diz respeito ao apoio das confederações asiáticas – 46 votos – e africana – 54 votos. Já o suíço-italiano, Infantino, tem a maioria dos votos da confederação europeia – 53 votos -, da Concacaf – 35 votos – e Conmebol – 10 votos.

A eleição é de suma importância, pois, a princípio, servirá para estabelecer novas diretrizes ao futebol mundial, haja vista a reputação abalada da Fifa devido aos esquemas de corrupção envolvendo nomes importantes como Joseph Blatter, Jérôme Valcke, Michel Platini e José Maria Marin.

Fala-se, nos bastidores, na implementação de um modelo que descentralize o poder na Fifa e traga maior transparência ao futebol. Além disso, o Comitê Executivo passará a ser chamado de Conselho Fifa, que contará com seis mulheres dentre os 36 dirigentes e divulgará salário e limite de mandato do presidente.

Neste aspecto, o candidato do Bahrein promete uma mudança drástica na Fifa.

— Somente separando a origem dos fundos e supervisionando cada gasto poderemos garantir o renascimento de uma nova Fifa, que deve ser reestruturada, do topo até a base – explicou Salman no comunicado que anunciava a candidatura.

A mudança na Fifa é mais do que necessária. A instituição precisa refazer sua imagem, manchada pelo jogo de interesse, feito nos bastidores, entre dirigentes e diretores. O futebol precisa voltar a brilhar.

Prometer descentralização do poder e transparência não é mais que a obrigação destes candidatos.

Resta saber se o novo presidente conseguirá se desvencilhar das amarras conservadoras de uma instituição que submete o futebol aos seus caprichos.

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André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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