Nildo Victor Juffo: o atleta brasileiro com passagens em países exóticos

- O meia de 27 anos já atuou na Macedônia do Norte, Albânia e Indonésia
Nildo

Ao propósito de desbravar ligas exóticas e conhecer a história dos próprios atletas que vivem -ou já viveram- fora do Brasil, a coluna Lado B do Futebol segue publicando entrevistas exclusivas. Sendo assim, hoje trazemos um bate-papo com Nildo Victor Juffo, atleta de 27 anos, oriundo de Guaçuí (ES). Atualmente, é jogador do Vitória (ES), mas já passou por países como Macedônia do Norte, Albânia e Indonésia.

CARREIRA

A princípio, após a formação na base, o meia vestiu a camisa do Bahia e do Rio Branco. Logo após, Nildo partiu para a Macedônia do Norte, mais especificadamente para o Shkendija, clube da 1ª divisão da Prva Liga. Em seguida, passou a defender o Flamurtari, time da Albânia. Ainda teve passagem no Vardar Skopje (Macedônia do Norte) e no Semen Padang (Indonésia).

BATE-PAPO COM NILDO VICTOR JUFFO

Quais são as suas maiores lembranças da base?

“As lembranças são sempre as dificuldades e as alegrias. Quando você é jovem, você vive tudo com muita intensidade. Nunca vou esquecer do início no Jaguaré aqui do Espírito Santo, e a alegria depois de ir pro Internacional e o São Paulo, times do sonho de qualquer criança”

Quem eram as suas inspirações no futebol quando criança?

“Sempre tive jogadores que eu pensava: esse é fora de série tanto dentro de campo como fora. Assim, sempre fui muito fã do Rivaldo e do Alex. Esses dois pra mim foram os melhores meias canhotos que eu vi jogar”

Como foi essa mudança do Brasil para a Macedônia? E como foi a sua adaptação por lá, em questão de alimentação, cultura e língua?

“Foi algo muito rápido. Estava no Bahia e acreditava muito que iria jogar no profissional, pois me contrataram para isso. Chegando lá, o clube estava passando por problemas financeiros e não fizeram acordo com o clube que tinha meus direitos na época. Então, tive uma oferta para ir à Macedônia em um clube grande do país, e disputar os play offs da Europe League. Logo, achei que seria uma boa oportunidade. Os primeiros seis meses foram difíceis. Era tudo novo, inverno rigoroso, futebol totalmente diferente… Mas sempre me dediquei muito, e essa dedicação me ajudou a me adaptar o mais rápido. Aprendi a me comunicar e isso abriu muitas outras portas que me ajudaram no clube”

Depois você foi para a Albânia, como foi essa passagem? E como foi o seu período por lá?

“Minha transferência para a Albânia se deu por um treinador que eu tive na Macedônia quando cheguei. Meu contrato estava para terminar, e ele entrou em contrato comigo. Logo me contou os planos dele e disse que gostaria de contar comigo. A princípio, os primeiros seis meses na Albânia foram bons coletivamente. O clube estava brigando pelas primeiras posições. Mas, no segundo turno começaram a surgir problemas de salários atrasados e isso me desestabilizou muito. Assim, pedi transferência”

Na temporada 2018/19 você retorna para a Macedônia, e logo após parte para a Indonésia. Como foi essa mudança?

“Meu retorno para Macedônia foi inesperado. Voltei para o rival do clube que fiquei por três anos. Eu tinha contrato lá de dois anos, mas desde que cheguei não pagaram nem um mês de salário, então fica difícil jogar sem receber. Já na Indonésia, eu acho que tive meu melhor período individual, mesmo jogando pouco em decorrência da lesão que tive. Tive reconhecimento no país, e lembram de mim até hoje. A torcida do clube de lá é muito fanática”

Das suas lembranças desses países, quais foram as melhores?

“As melhores lembranças são sem dúvidas os títulos, os jogos dos play offs da Europe League, são jogos muito emocionantes, lugares e estádios que qualquer jogador se empolga de estar ali”

O que te fez retornar ao Brasil?

“Tenho planos de voltar para a Europa,  sinto que ainda tenho um caminho a seguir por lá, ou em outra área fora do Brasil. As lesões sérias que tive me prejudicaram e meu retorno ao Brasil foi justamente por isso. Quis recuperar minha parte física, preparar meu corpo e minha mente. Os últimos anos fora com problemas de salário e lesões seguidas me desestabilizaram um pouco. Estar perto de casa, com bons profissionais presentes na equipe que estou, pode me ajudar nos meus planos”

Foto Destaque: Reprodução/Instagram/Nildo Juffo

Giovanna Monteiro

Sobre Giovanna Monteiro

Giovanna Monteiro dos Santos já escreveu 158 posts nesse site..

Cursando o 4º semestre de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi, apaixonada por esportes desde os 7 anos e hoje com a cabeça e o coração encaminhados ao Jornalismo Esportivo.

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