#NeyDay - Neymar: um herói nacional entre glórias e defeitos

Falar sobre Neymar é sempre um assunto polêmico. Se você o ama, vai defender e criticar quem fala mal. Por outro lado, se você não gosta dele, vai o criticar e condenar quem gosta. Mas temos que entender que estamos de frente de um herói nacional. Palavra forte? Acredito que não! E o restante deste texto vai trazer sustentação para os argumentos da palavra “herói” que tanto assusta a população carente de ídolos e heróis. Mas hoje é #NeyDay!

Classificando um herói

Primeiramente: como classificar um herói? A princípio, é uma figura que modela os padrões de moral. Ou seja, se diferencia nas intenções, decisões e ações entre aquelas que são distinguidas como próprias e impróprias. Assim, tornando-se exemplo. Vamos focar aqui em vida pessoal e futebol, pois queremos de um ídolo que seja exemplo em todas as áreas.

Como modelo a ser seguido, como todo herói é, reúne, em si, os atributos necessários para superar, de forma excepcional, um determinado problema ou situação que nem todos podem, às vezes sobrehumano. Vale lembrar que herói não necessariamente é super-herói, ou seja, tem poderes. Até porque, na vida fora das telonas, poderes não existem. Eu acho. Portanto, precisamos ressaltar que, originalmente, o protagonista de uma obra narrativa, literária ou dramática também é um herói.

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Acima dos mortais e abaixo dos Deuses

Para os Gregos antigos, o herói situava-se na posição intermédia entre Deuses e homens. Dessa forma, estando abaixo das entidades e acima dos mortais. Um semideus. Feito Hércules ou Perseu, mas na metáfora futebolística, que Neymar tem alguns “poderes” no meio do futebol é inegável. Entretanto, se você não o acha bom, talentoso, craque, gênio, pode fechar este texto e seguir sua vida acreditando no errado.

Se Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, numa metáfora, são os Deuses do futebol, no mesmo panteão junto a Pelé, Maradona, Cruyff, Zico, Puskás e tantos outros, Neymar, claro, não alcançou este patamar ainda. Não foi banhado nas águas sagradas dos Deuses, mas já bebeu da mesma fonte que muitos deles, isso não se pode negar. Libertadores, Champions, artilharia de Champions, título expressivo com Seleção, Top 3 mundial, camisa 10 mais pesada do mundo… O que falta? #Neyday

Mas porque Neymar é um herói?

De acordo com o que falamos acima, ser protagonista em todos os times por onde passou e, até mesmo no Barcelona, onde jogava ao lado de um Deus, teve seus momentos de herói, PSG que o diga, faz do Menino Ney um herói. Mas vamos fazer uma analogia ainda melhor. Muitos garotos (e até algumas garotas) sonham em ser jogadores de futebol quando são crianças. Atualmente se espelham em quem? Neymar! “Ah, mas meu filho gosta do Messi/Cristiano”, ok, mas a referência brasileira é Neymar, sem dúvida! #NeyDay

Ninguém quer treinar como CR7 ou não falar como Messi. Os pivetes querem tingir o cabelo de loiro e cortar no modo moicano. E vão se espelhar no cabelo de quem? Neymar! Quando o camisa 10 da Seleção Brasileira ouve uma música nova na JBL dele, o que acontece com ela? Vira hit! Se o eterno menino da Vila faz uma dancinha? A galera copia. O que ele faz vira moda. Ele é a inspiração da molecada, é o que todos querem ser, independente dos defeitos! Até quando cai, literalmente, é imitado. Tá dado o recado! O filho não quer ver o jogo quarta à noite, quer ver terça à tarde! E você, não para de trabalhar para ver?

Jogar como Neymar. Dar as festas que o Neymar dá. Andar com os amigos legais que ele anda. Para alguns, estar com as mulheres que ele está. Ter uma legião de fãs. Ser conhecido no mundo todo. Jogador mais caro da história. Ser o jogador mais importante de seu país. Carregar a 10 da Seleção Brasileira nas costas. Ser milionário. Conquistar tudo o que conquistou. A gente torce pelo brasileiro. Nos compadecemos. Sua conquista é nossa. Se você não sabe, Libertadores e Champions “é” Copa do Mundo, papai! #NeyDay

O novo herói

Buscamos, frequentemente, eleger ídolos e heróis para o povo carente destes. Ayrton Senna, Romário e Ronaldo são uns dos heróis mais recentes que o esporte nos trouxe. O que eles tem em comum? Foram essenciais para a alegria de milhões de brasileiros em conquistas de títulos mundiais do esporte. Mas são outros tempos. Eles não tinham tanta mídia a favor e contra. Neymar é um ídolo da nova geração e um herói moderno, que vai às festas, usa redes sociais, causa dentro e fora de campo, mas resolve#NeyDay

Já caiu, como todos caíram. Já se levantou como todos também fizeram. Errou, como quem nunca pode errar. Se desculpou, como nem todos fazem. Seguiu em frente, como todos têm de fazer. A tonelada sempre está em suas costas, mas a gente não vê. Pressão esmagadora e Ney, com a ousadia de sempre, passando feito fantasma dentre dos adversários, segue driblando mais que o Bruxo. Que tal só apoiarmos? E se não conquistar, vamos valorizar tudo o que fez até lá. Que tal parar de desmerecer e com ele tratar tudo 8 ou 80?

Ninguém quer mais o herói santo que ele muitas vezes insiste em passar! O brasileiro, e aposto até que os gringos, querem um Neymar apelão. Anti-herói tá na moda! Modo Deadpool on! Modo hack ativado! Campanha por moicano, caixinha de som na mão, juliet preparado, a internet em peso no apoio. Nosso herói tem que meter a mala mesmo, chega de humildade! Joga seu jogo, fera! Faz o que tu sabe! O pai tá on! Prepara a dancinha, o novo hit, chama os parça, Mbappé do lado, e vamos para a festa, porque hoje é rave, pô! #NeyDay

Foto destaque: Reprodução/Internet

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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