Não me venha falar de Mundial

- Porque o futebol começou bem antes dos anos 90

Mundial? Somos o que somos e quem somos. Vitoriosos por natureza, desde que nascemos campeões. Nem a arrancada heroica, nem a década de sucessos que antecederam tamanho feito são capazes de superar a grandeza dessa estrela. Somos Palmeiras.

Nos orgulhamos do vermelho que enfeita o verde em homenagem àqueles que certa vez deixaram o mundo alviverde imponente. O time de Fábio Crippa, Salvador e Juvenal, Túlio, Luiz Villa e Dema, Lima, Poncede Leon, Liminha, Jair Rosa e Pinto e Rodrigues, comandados bravamente por Jesse Carver.

O time que inspirou tantos torcedores. Que apenas títulos não são suficientes. Tem que ter garra. Alma. Coração. A equipe que em 1951 reconquistou o espaço do futebol brasileiro no topo do pódio, após uma dolorosa derrota na Copa do Mundo para o Uruguai em nossa própria Copa.

Chame de Mundial, de Torneio Intercontinental de Campeões ou de Copa Rio, mas jamais despreze a grandeza deste título. Foi o primeiro encontro entre times do mundo todo. Os jornais já falavam, a torcida já aplaudia, o mundo se encantava com a bola nos pés brasileiros ali representados por Palmeiras e Vasco.

O governo do Rio de Janeiro patrocinou. A Confederação Brasileira organizou e a FIFA – sim! Ela mesmo – ajudou e autorizou a disputa em que se conheceria quem, pela primeira vez, conquistaria o Mundo.

Para nós não bastava polarizar o forte futebol paulista. Não bastava levar para casa os Paulistas de 1942, 1944, 1947 e 1950. Não bastava conquistar o Brasil. Tivemos que vencer a forte Estrela Vermelha do Uruguai – tão temido Uruguai – o Vasco, o time francês de Nice e por fim, os conterrâneos Italianos da Juventus.

Um título reconhecido, contestado e reconquistado. Comemorado por fax? Não. Comemorado por todos os que torcem e que sabem como o futebol se escreve e descreve-se com as linhas mais tortas e tacanhas. Que sabem que sempre é preciso vencer a batalha dentro de campo e as que estão fora da história como a tão honrosa FIFA nos conta.

Vencemos algumas vezes. Nos tornamos o maior campeão nacional. Nos conhecemos e reconhecemos pelo mundo como sendo os pioneiros, mas que não precisamos nos intitular. E foi nesse dia, 18/07, há 67 anos, contra a campeã italiana Juventus, demos o primeiro passo para escrever o nome na história. 1 x 0 foi o placar, que mais adiante, no dia 22 se tornaria um 2 x 2, mas que mesmo assim, daria o título ao Palmeiras.

Sem Mundial? Deixa que digam, que pensem, que falem. Um papel, um fax, um argumento… nada disso jamais poderá apagar a história de um campeão.

Valéria Contado

Sobre Valéria Contado

Valéria Contado já escreveu 169 posts nesse site..

Eu sou a Val Contado, finalmente jornalista (uhul!), apaixonada por futebol há 24 anos, desde quando meu pai colocou em mim o uniforme do nosso time do coração. Adepta da arte da resenha, falar e respirar futebol é o que eu mais gosto de fazer.

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