Não há pandemia que impeça o grito de campeão

O ano 2020 foi caótico e pensamos que a Era da Extinção do Futebol estava próxima. Mas, não. O futebol, o esporte e as pessoas resistiram como puderam e seguimos firme na devoção. Os campeonatos vão caminhando para o fim, alguns torcedores começam a comemorar e vem a grande questão? Como comemorar um título em meio a pandemia? Difícil! Não há pandemia que impeça o grito de campeão. O torcedor, de fato e de estádio, prefere pegar covid-19 do que deixar de apoiar seu time numa final, na beira do estádio ou ao redor do ônibus, do que ver pela tevê. Triste com tantas mortes por Coronavírus, mas realidade.

Não há pandemia que impeça o grito de campeão

Vemos que os torcedores se aglomeram para apoiar o time, pois, a maioria, não tem noção do quão grave é a situação. É bonito ver tal devoção, amor, paixão? Claro que é! Quem não queria estar num estádio apoiando o time, se arrepiando em cada lance épico e gritando é campeão? Somos torcedores e temos nossas necessidades de futebol. É maior que nós.

Queremos que todos sejam vacinados, a doença erradicada e o grito volte às arquibancadas. Mas a que preço vamos apoiar o time e se contaminar ou, pior, contaminar um ente querido, já que nossa nossa própria vida não damos o devido valor?

Aconteceu na Europa, na Ásia, no Brasil e no mundo todo. O abraço da comemoração do gol parece não ser contagioso, mas é. A emoção de um grito de campeão sem máscara parece blindado, mas não está. O choro da felicidade pelo título tão esperado beira o milagre, na imagem de que Deus não deixará ser infectado num momento tão importante para o time. A fé cega.

Mais cego ainda é o fanatismo que te faz querer se aglomerar sem pensar nas consequências e arriscar sua própria vida. Ah, mas sabe-se lá quando meu time será campeão desse torneio de novo. Pois é, mas sabe-se lá se você estará vivo para sonhar com a possibilidade desse título no futuro. O time não paga suas contas, o contrário, sim. Assista de casa, seja responsável e comemore, ou chore, sem o risco de ficar infectado.

Foto destaque: Edição / FNV

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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