A Seleção brasileira entrará em campo pelas eliminatórias para a Copa de 2018 na próxima sexta-feira, contra o Uruguai, na Arena Pernambuco, e no dia 29, no Defensores del Chaco, contra o Paraguai. Até o momento, em quatro partidas disputadas, o Brasil tem sete pontos somados, com duas vitórias, um empate e uma derrota e ocupa a terceira colocação geral da competição, atrás do líder invicto Equador e da seleção uruguaia, que está com 9 pontos.

As fracas atuações da equipe comandada por Dunga suscitam a discussão acerca do risco do Brasil ficar de fora da próxima Copa do Mundo, que será disputada na Rússia. É verdade que a safra brasileira é ruim e carece de talentos, mas ao meu ver, é impossível que a seleção canarinho fique de fora do próximo mundial. Dez seleções brigam por quatro vagas diretas. A quinta colocada disputa repescagem. Os favoritos são as de sempre: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai.

O Brasil sempre foi e sempre será amplamente favorito dentro do seu continente. Mas em meio a apresentações apáticas, a imprensa passa a apontar seleções, como Colômbia, Equador e Paraguai, como adversárias diretas para a conquista da vaga. Mas se olharmos o retrospecto destas equipes contra o Brasil, a vantagem brasileira é enorme.

Contra a Colômbia, foram 28 jogos, com 17 vitórias brasileiras, oito empates e três derrotas. O Brasil marcou 58 gols e sofreu 13. Jogando contra o Equador, em 29 jogos, a seleção brasileira sagrou-se vitoriosa em 22 oportunidades, empatou três e perdeu duas. Por fim, contra os paraguaios, em 72 partidas disputadas, o Brasil venceu 45, empatou 17 e perdeu apenas 10.

Os números falam por si só. A supremacia brasileira é evidente e não há o menor risco de a Seleção ficar de fora da próxima Copa do Mundo. Na pior das hipóteses, caso o Brasil termine na quinta colocação, disputará uma vaga contra um candidato da Oceania.

A cobrança em cima da Seleção é enorme e deve ser assim, pois somos o país que mais conquistou Copas, tivemos o maior jogador da história do futebol mundial e encantamos o mundo com o futebol jogado em 1970. Depois vieram as conquistas de 1994 com Romário e Bebeto e a de 2002, com Ronaldo e Rivaldo. Os craques sumiram, sobraram os brilhantes jogadores do Shaktar Donetsk. Jogando em casa, uma campanha pífia e o acachapante 7 a 1.

Os últimos anos da Seleção brasileira afastaram o torcedor e aumentaram a desconfiança em relação ao time. Parece contraditório falar do retrospecto recente de nossa Seleção e defendê-la no que diz respeito à classificação para a próxima edição da Copa do Mundo, mas nestas eliminatórias, não me surpreenderia se, mesmo aos trancos e barrancos, a nossa Seleção terminasse em primeiro lugar.

André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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