Seleção Japonesa

A maior seleção do futebol feminino japonês ganhou o apelido carinhoso dos torcedores de: Nadeshiko Japan. O time conquistou a Copa do Mundo de 2011 e fez história. Não apenas por ter sido o primeiro título mundial, mas por vencerem os Estados Unidos na decisão. O apelido é derivado da palavra Yamato Nadeshiko que se trata deuma maneira antiga de se referir às mulheres japonesas. É usada como; “bela mulher do Japão, tanto na sua beleza interna como na beleza exterior”.

COPA DO MUNDO DE FUTEBOL FEMININO 2011

A princípio as japonesas não chegaram como candidatas ao título. Não apenas isso, eram consideradas uma seleção sem tradição. Para muitos, essa conquista ainda é considerada surpreendente, mas analisando a campanha na Copa do Mundo chega-se a conclusão que as jogadoras nipônicas tiveram uma campanha impecável. Isto é, já que o Japão vinha de cinco mundiais disputados e apenas três vitórias, sendo duas contra a Argentina e uma contra o Brasil.

Para conhecer melhor esse time histórico que conquistou o título da Copa do Mundo de 2011, é necessário saber um pouco mais da campanha das japonesas. Na fase de grupos, a seleção japonesa conquistou duas vitórias e terminou em segundo colocado. O Grupo B além do Japão tinha: Inglaterra, México e Nova Zelândia. Nadeshiko Japan perdeu apenas para a Inglaterra, líder do grupo.

FASE DE GRUPOS

A estréia da seleção japonesa foi boa. Jogando contra a Nova Zelândia, o Japão abriu o placar bem cedo aos 6′ do primeiro tempo, gol de Nagasato. Todavia não demorou muito para as neozelandesas chegarem ao empate, seis minutos mais tarde, aos 12′ saiu o gol da Hearn deixando o placar igualado outra vez. A partir disso o jogo se manteve em 1 x 1 até os 23′ da segunda etapa quando Miyama fez o gol que deu a vitória ao Japão, 2 x 1.

O segundo jogo foi para dar mais confiança ao time. Após a vitória apertada no primeiro jogo, as nipônicas deram um show contra o México. Uma goleada que contou com o hat-trick da jogadora que viria a ser a artilheira daquela edição do Mundial. Foram três gols de Sawa e um de Ohno para que se desse a goleada por 4 x 0. Por fim a primeira fase termina com uma derrota para a Inglaterra por 2 x 0, mas a classificação para as quartas de final foi garantida. O Grupo B terminou com Inglaterra em 1º e Japão em 2º.

MATA-MATA

Iniciando a fase de quartas de final as japonesas enfrentaram as donas da casa. As alemãs jogaram com a torcida a seu favor e enfrentaram uma seleção que demonstrou ali muita maturidade. Da mesma forma que a seleção alemã fazia um bom jogo, as jogadoras japonesas mostraram que era possível conseguir essa classificação. Foi um ótimo jogo e apesar da pressão de enfrentar as anfitriãs, a seleção do Japãovenceu o jogo por 1 x 0, gol de Maruyama no segundo tempo da prorrogação.

Visto que o Japão havia eliminado as donas da casa, as jogadoras nipônicas chegaram à semifinal com outro status. Sendo assim, enfrentaram a Suécia e mais um jogo de tirar o chapéu. As japonesas começaram dando um susto nos torcedores após o gol de Oqvist aos 10′ da primeira etapa. O tempo passou depressa e aos 19′ Kawasumi empatou para o Japão, 1 x 1.

O empate permaneceu no placar até  os 15′ do segundo tempo, Sawa, que tornava-se artilheira da Copa junto com a brasileira Marta, 4 gols para cada, 2 x 1 no placar da semifinal. O segundo gol aumentou a vontade das japonesas que logo aos 19′ liquidaram a partida, Kawasumi  marcou o segundo dela no jogo, o terceiro do Japão, 3 x 1. Em virtude da vantagem, a seleção japonesa administrou o resultado até o fim da partida, classificação para a decisão.

GRANDE FINAL

O dia 17 de julho de 2011 teve muito para proporcionar aos fãs de futebol. O jogo ganhou uma proporção bem grande já que seria entre a mais poderosa seleção, os Estados Unidos, e um time que vinha fazendo uma campanha digna de campeã, o Japão. A decisão foi na Commerzbank-Arena em Frankfurt, com o público de 48.817 pessoas para acompanhar o espetáculo.

A Grande Final começou melhor para as americanas que atacavam mais. Pressionaram a seleção japonesa e aos 27′ do primeiro tempo Wambach mandou uma bola na trave. Imediatamente o Japão percebeu que precisava acordar para o jogo, e foi isso o que as nipônicas fizeram. O jogo ficou mais equilibrado a partir desse momento, e as japonesas controlavam mais a bola. Em resumo a primeira etapa terminou sem gols.

Ainda que os EUA tivesse entrado no jogo como favorito, dentro das quatro linhas foi possível ver uma disputa de igual para igual. Por outro lado quem abriu o placar da finalíssima foram as americanas, aos 23′ do segundo tempo com Morgan. A camisa 13 havia entrado no intervalo no lugar de Cheney. Consequentemente as japonesas foram em busca do empate que chegou aos 34′, graças ao vacilo da defesa norte-americana aproveitado por Miyama, 1 x 1.

PRORROGAÇÃO

Uma vez que a partida terminou empatada, fez-se necessário que a disputa fosse para a prorrogação. Um espetáculo digno de final de Copa do Mundo. Os Estados Unidos passaram à frente no placar outra vez, aos 13′ da primeira etapa após ótima cabeçada de Wambach. Porém o Japão ainda teria mais um gol para comemorar, aos 11′ do segundo tempo a artilheira da Copa apareceu, Sawa, deixou novamente tudo igual e levou o jogo para os pênaltis.

PENALIDADES MÁXIMAS

As norte-americanas sentiram o nervosismo daquela Grande Final e o desempenho na decisão por pênaltis foi terrível. Em contraste com o grande jogo durante a bola rolando, os EUA desperdiçaram as três primeiras cobranças. A goleira Kaihori defendeu os chutes de Boxx e Heath, além disso Lloyd chutou para fora. Ao contrário do Japão que perdeu apenas com Nagasato, mas marcou com Miyama, Sakaguchi e Kumagai. O resultado foi o título inédito.

Foto: (Reprodução/Xinhua/Li Jundong)

DESTAQUE DO TIME

HOMARE SAWA

A camisa 10 foi a artilheira da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2011. Sawa conquistou a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro da competição. Não apenas isso, foi também considerada a melhor jogadora de futebol do mundo naquele ano. Ganhou todos os prêmios possíveis após uma temporada brilhante. Talvez seja a maior jogadora japonesa de todos os tempos já que também foi medalhista com a seleção nos Jogos Olímpicos de 2012.

Veja também: Sociedade Esportiva Matsubara: o clube mais japonês do Brasil

Foto Destaque: (Reprodução/Frank Augstein/AP Photos)

João Miguel Mendonça de Freitas
Sou apaixonado por esportes e resolvi escolher o jornalismo por conta da proximidade que essa profissão me dá do esporte, gosto muito de trabalhar nos meios digitais também e isso me levou a gostar bastante de escrever em sites e blogs.

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