Nacional x Corinthians : jogo físico contra as triangulações

Nesta quarta-feira, às 21h45, o Nacional, do Uruguai, recebe o Corinthians em partida válida pelas oitavas de final da Libertadores da América. O jogo acontecerá no estádio Parque Central e colocará frente à frente estilos de jogo bem diferentes.

O time da casa, que esteve no grupo do Palmeiras durante a primeira fase, aposta na imposição física, bolas longas e na boa fase do atacante uruguaio Nico López para derrotar o estilo de jogo do Corinthians, que prioriza a posse de bola, a triangulação e as chegadas em velocidade ao ataque.

Para este duelo, o técnico do Nacional, Gustavo Munúa, terá força máxima e mandará à campo uma equipe com Conde, Fucile, Victorino, Polenta e Espino; Romero, Gonzalo Porras, Barcia e Ramírez; Nico López e Fernandéz. O Corinthians, sob a batuta de Tite, começará o jogo com Cássio, Fagner, Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique, Elias e Rodriguinho; Lucca, Alan Mineiro e André.

O time do Nacional não encanta e classificou-se para as oitavas de final com uma campanha modesta. A defesa é lenta e apela para a força física, haja vista o jogo contra o Palmeiras, em pleno Allianz Parque, no qual o time uruguaio terminou a partida com apenas nove jogadores em campo. Se a zaga é lenta, o ataque, por sua vez, além de ser veloz, é o maior destaque da equipe. Nico López e Fernandéz são velozes, não guardam posições e podem dar trabalho para a defesa corintiana. É preciso ficar atento com os meias Barcia e Ramírez, responsáveis por municiar os atacantes da equipe uruguaia.

O Corinthians deve aproveitar a lentidão da zaga do Nacional para criar suas chances ofensivas. Para isso, Lucca e Alan Mineiro devem ser bastante utilizados. Mais do que isso, Fagner, em ótimo momento, possivelmente será uma válvula de escape do esquema de Tite. No meio de campo, Elias deve realizar uma função mais aguda, com chegadas frequentas ao ataque. Ao seu lado, Rodriguinho ganha nova chance, já que Guilherme ainda não provou para o que veio. Se Tite cometeu algum erro na sua escalação, foi ter optado por Alan Mineiro, em detrimento do paraguaio Romero. Contra o Audax, o ex-jogador do Bragantino não foi bem e Romero já provou que é tecnicamente superior, além de viver melhor fase.

Em se tratando de um jogo de Libertadores, contra time uruguaio e no Uruguai, a partida deverá ser truncada e o time da casa, certamente, partirá para cima para tentar abrir vantagem no confronto. Cabe ao Corinthians manter o padrão tático, a fim de fazer uma boa partida para voltar para o Brasil em situação confortável. Mais do que isso, sobreviver na Libertadores é de fundamental importância para que o torcedor esqueça o fracasso no campeonato estadual.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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