Jogando no Estádio Centenário, em Montevidéu, Nacional Peñarol disputaram a segunda edição da Supercopa Uruguaia, torneio que reúne o campeão do Intermédio 2018 e o campeão geral de 2018 em partida única. Depois de empatarem em 1 x 1 no tempo normal, os Tricolores venceram os Carboneros nos pênaltis.

As equipes foram a campo com muitas novidades. Diego López, técnico dos Aurinegros, começou com jogadores de base e Cristian Rodríguez à frente de uma linha de quatro meio-campistas, alimentando o atacante Gabriel “Toro” Fernández. O Nacional, do treinador argentino Eduardo Dominguez era todo novo. Destaque para Álvaro “Palito” Pereira, lateral esquerdo ex-São Paulo e Seleção Uruguaia. O artilheiro do último Campeonato Uruguaio, o argentino Gonzalo Bergessio, ficou no banco tricolor. Como de costume, antes, durante e depois da bola rolar, a festa das arquibancadas foi um show à parte.

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1º tempo

Os primeiros minutos foram dos Carboneros. O Peñarol dominava o Nacional praticamente desde o início do jogo. Fabian Estoyanoff e Agustin Canobbio fizeram a bola rodar em volta da área tricolor. Já na metade da primeira etapa o Bolso começou a igualar as atitudes. Até então, suas possibilidades ofensivas eram contra-ataques solitários, todos naufragados.

Mas tudo mudaria de figura aos 37’, quando o zagueiro Guillermo Cotugno fez um lançamento com precisão para Santiago Rodríguez, quase que na linha de fundo, pela esquerda, no momento em que a defesa do Peñarol saia da zaga. O meia dominou e cruzou no centro da pequena área, de onde surgiu o zagueiro argentino Marcos Angeleri, que cabeceou para abrir o placar.

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2º tempo

O complemento começou de maneira uniforme. Peñarol, com a desvantagem, saiu pronto para jogar mais e melhor. O orquestrador foi Walter Gargano, várias vezes organizando o time da primeira linha de meio-campo, preso entre seus dois colegas defensores. Nacional, com o saldo favorável, preferiu esperar, construir uma boa rede defensiva e apostar em transições rápidas de trás para frente. E foi assim: os Carboneros pressionavam e os Tricolores se seguravam.

Mas, como diz o ditado: “quem não faz, toma” ou “água mole e pedra dura, tanto bate até que fura”, e os Aurinegros, depois de muita persistência, conseguiram furar a retranca do Bolso. Depois de um escanteio, veio o agarrão de Angeleri em Fernandez dentro da área e a marcação de pênalti. Cristían “Cebolla” Rodríguez cobrou a penalidade e igualou tudo. No final da partida, faltando apenas dois minutos para o fim da etapa complementar, o jovem Santiago Rodríguez foi expulso, deixando os Tricolores desfalcados para mais meia hora de jogo.

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Prorrogação

Típico de uma final entre Nacional e Peñarol, a partida foi para a agonia. Com um a mais, o Peñarol nem sequer pensou: foi todo para o ataque. Diego López sacou o volante Guzmán Pereira e colocou o atacante argentino Lucas Viatri. Tirou o meia Estoyanoff e colocou mais um atacante, Gastón Rodríguez. Tiveram duas chances de marcar no 1º tempo extra, porém o goleiro Esteban Conde foi soberbo em ambos os casos, voando para um lado e para o outro a fim de parar os chutes à queima-roupa.

Ao Nacional só restava se defender e aguardar os milagres de Conde nos pênaltis, caso conseguissem evitar o tento rival. Sem substituições a fazer, visto que mexeu as três nos 90 minutos, teve lidar com o desgaste físico com força emocional. E assim foi. Uma coisa neutralizou a outra. Seguraram os 120 minutos e levaram para os pênaltis, não antes de Álvaro Pereira levar o segundo amarelo e ser expulso, no último minuto de bola rolando.

Pênaltis

Crístian Rodríguez começou batendo e chutou forte, no canto direito do gol, deixando o Peñarol na frente. Gonzalo Bergessio cobrou o primeiro penal do Nacional e perdeu ao mandar por cima do gol. Viatri fez 2 x 0 mandando no canto direito, oposto de onde pulou Conde.    Felipe Carballo colocou no canto esquerdo, também oposto ao goleiro aurinegro Dawson. Gastón Rodríguez pegou muita distância para chutar forte, mas enviou seu petardo no meio do gol, para defesa de Esteban Conde.

Matías Viña cobrou sua penalidade com categoria no alto canto direito e empatou o duelo. Agustín Canobbio mandou no mesmo lado, mas rasteiro, convertendo e colocando a equipe carbonera na frente. O argentino Joaquín Arzura mandou no cantinho esquerdo e Kevin Dawson quase pegou, acertou o lado, mas a bola entrou. Então brilhou a estrela de Conde, que pegou o chute de Gabriel Fernández à direita. Em seguida, perdeu sua própria cobrança, a quinta. Entretanto, Lucas Hernández mandou seu chute para fora e estava tudo nos pés de Matías Zunino, que não desperdiçou e deu o título ao Nacional.

E agora?

Nacional se torna o segundo campeão da Supercopa Uruguaia, o outro campeão é o próprio Peñarol, que os venceu em 2018. Este foi o primeiro título oficial do técnico Eduardo Dominguez. Agora as equipes voltam aos treinamentos para aguardar o início do Campeonato Uruguaio, uma vez que fora atrasado seu início pela falta de acordo de direitos de imagens.

Melhores Momentos

 

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Eric Filardi
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