Nacional: o Top-5 do Rey de Copas

- Confiram alguns nomes que construíram a história do Nacional do Uruguai
Nacional

O futebol uruguaio é marcado por sua garra e força de vontade, todavia, jogadores habilidosos e com rara fome de gols também fizeram sua história por lá. Por certo, todos sentem falta da bola rolando em campos mundiais e também uruguaios. Para matar um pouco da saudade da bola rolando e de momentos marcantes no futebol, o Futebol na Veia vem contar um pouco mais sobre os ídolos do Nacional do Uruguai, um dos maiores times deste país que beira a margem oriente do Rio da Prata.  Selecionamos para vocês os 5 maiores jogadores da história dos Albos, confira conosco:

TOP 5 – MAIORES JOGADORES DA HISTÓRIA DO NACIONAL

5º –Waldemar Victorino

Waldemar Victorino Barreto é o quinto colocado da nossa lista. O atacante que surgiu no Cerro e que passou por Progresso e River Plate, chegou ao Nacional em 1979, logo após ser o nome central do título da segunda divisão do ano anterior pelo River. Apesar de ter sido o artilheiro dos Albos logo no primeiro nacional que disputou pela equipe, o ano que lhe consagrou e o colocou nesta lista é o de 1980. O ano de ouro do jogador foi marcado por ter conquistado todos os títulos possíveis. Waldemar Victorino conquistou com o Nacional, o campeonato uruguaio, a Libertadores e o Mundial de Clubes em um ano. Ademais, o jogador foi o artilheiro da equipe na conquista da América e o dono do gol do título mundial.

O cabeludo Victorino foi o responsável pela vitória do time uruguaio sob o Internacional de Falcão e por essas e outra do fantástico ano, ele se faz presente nesta lista. Atualmente, o mesmo possui 67 anos e trabalha como técnico de futebol, já tendo treinado clubes do Equador e do México.

https://twitter.com/UruFootballEN/status/1131167808140791808

4º –Luis Artame

Luis Artime é o dono do quarto lugar do Top-5. Se o quinto colocado possui um ano mágico no Nacional, o Artillero fez história durante 3 anos seguidos. O argentino que surgiu no River Plate do seu país, chegou ao Nacional em 1969 após passagem pequena no Palmeiras. Por certo, a chegada dele mudou o rumo do futebol do país. Durante três anos seguidos o Nacional conquistou o Campeonato Uruguaio tendo Artime como o artilheiro em todas essas competições. O primeiro título, inclusive, foi conquistada de maneira invicta.

Além disso, no ano de 1971, o time também conquistou as suas primeiras Libertadores e  Mundial de Clubes em cima respectivamente de Estudiantes-ARG e Panathinaikos-GRE, onde Artime foi o artilheiro de ambos os torneios. Estatisticamente, mesmo com uma segunda passagem rápida e pouco proveitosa, Luis Artime manteve a média de um gol por jogo durante as 66 partidas que fez no Nacional.

3º – Héctor Scarone

Héctor Pedro Scarone abre a lista dos três primeiros. O medalhista de bronze dessa reportagem foi a sua vida inteira ouro por onde passou. Pela seleção uruguaia foi campeão e figura importante nas duas Olimpíadas de 1924 e 1928 e na primeira Copa do Mundo de 1930. Por anos, Scarone foi o maior artilheiro celeste de todos os tempos. Este craque foi o primeiro grande atacante a surgir na base do Nacional. Vale lembrar que Luís Suárez veio do mesmo lugar.

Pelos Albos, o jogador também marcou época e foi dominante nos certames nacionais. Scarone conquistou oito campeonatos nacionais sendo artilheiro em alguns, como por exemplo, no de 1920 quando fez 19 gols. El Gardel del fútbol é até hoje o segundo maior artilheiro do Nacional e o maior recordista de partidas feitas. O jogador também foi a primeira grande transferencia de um clube sul-americano para um europeu, quando ele partiu para atuar no Barcelona. O atacante ainda voltou para o Nacional para conquistar seu último título uruguaio e se aposentar em 1938.

2º – Atilio Garcia

Atilio Ceferino García Pérez é o segundo maior nome da história do Nacional. Tal fato pode ser demonstrado ao citar apenas dois dados. O argentino é o maior artilheiro da história do time e o maior goleador da história do Clássico Uruguaio. Sem dúvidas, o jogador dos Albos que mais encontrou as redes contra o rival Peñarol merece estar nesta lista.

O atacante chegou ao Nacional vindo do Boca Juniors e se identificou tanto com o Uruguai que se naturalizou e atuou pela celeste em 11 oportunidades, nas quais, marcou 10 gols. Pelo Nacional, o jogador se tornou o maior goleador da história do futebol uruguaio e o segundo maior do campeonato nacional. Ademais o jogador conquistou por 8 vezes o Campeonato Uruguaio e foi também 8 vezes artilheiro da competição. O atacante se tornou a referência de um jogador dos Albos e por isso merece estar na segunda colocação. 

https://twitter.com/geniowe2002/status/1099075658779684866

1º – Hugo de León

Hugo Eduardo de León Rodríguez é, por certo, o maior nome da história do Nacional. O zagueiro sinônimo de raça que marcou época também no Grêmio é um dos únicos jogadores que venceu por duas vezes a Libertadores da América e o Mundial de Clubes com os Albos sendo titular nas finais nos anos de 1980 e 1988. Certamente, “Corazón” de León é um símbolo da virilidade e da raça charrua  e esse é um dos motivos dele ser o primeiro posto de ídolo do Nacional.

Pelo Nacional, clube que o revelou, De León teve três passagens e em todas elas, ele obteve sucesso e se mostrou importante e imponente para o grupo e para a torcida. Além das duas Libertadores e dos dois Mundiais, Hugo foi tricampeão uruguaio sendo capitão na maioria destes títulos. Após encerrar a carreira, Hugo de León ainda contribuiu ainda mais para a galeria de títulos do Nacional. Como treinador o jogador venceu por três anos a Primeira Divisão Uruguaia selando assim o seu lugar na primeira prateleira de ídolo do time que por causa dele pode ser apelidado de Rey de Copas.

Foto Destaque: Trivela/ Uol

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Yuri Murta
Yuri Murta
Estudante de jornalismo e geografia, apaixonado por futebol e por tudo que o cerca. Isso define quem é Yuri Lima Murta. O amor pelo esporte vem desde pequeno e o gosto por relacionar ele com outros temas vem desde o colégio, não atoa a minha monografia na faculdade de Geografia tem como tema a “Chapecoense e a cidade de Chapecó: Como o clube reflete a cidade”

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