Modesto, porém eficiente

Após onze horas de pleito, a chapa Santos Gigante sagrou-se vitoriosa na eleição para presidente do Santos Futebol Clube. Estamos em 14 de dezembro de 2014, data na qual Modesto Roma Júnior superou outros quatro candidatos em uma eleição polêmica.

Modesto assumiu dia 1º de janeiro de 2015. Para sua infelicidade, herdou o péssimo cenário deixado pela dupla Laor e Odílio: contas no vermelho – o déficit santista era de expressivos e exorbitantes R$ 178 milhões – processos trabalhistas e fracassos acumulados no Brasileirão e na Libertadores.

Com os pés no chão, prometeu batalhar para colocar o Santos no seu devido lugar. Defendeu uma gestão transparente e soube, com primazia, montar um time competitivo, mesmo sem fazer loucuras do ponto de vista financeiro.

Em seu primeiro ano de mandato, o Santos apostou em jogadores sem contrato e de baixíssimo investimento. Vieram peças como Vanderlei, Victor Ferraz e Ricardo Oliveira. Por R$ 600 mil, a revelação Vitor Bueno trocou o Botafogo de Ribeirão Preto pelo Peixe. Modesto deu subsídios para que Dorival trabalhasse e o trabalho foi coroado com o título Paulista e com o vice-campeonato da Copa do Brasil.

Neste ano de 2016, a linha de gestão foi mantida. Jogadores badalados foram preteridos, jogadores da base ganharam experiência e se firmaram – casos de Zeca e Thiago Maia -, e contratações pontuais foram feitas, vide Luiz Felipe e Copete. Em decorrência, o Peixe alcançou o segundo lugar no Brasileirão e voltou à Libertadores, torneio que não disputava desde 2012.

Com o fim da temporada, o Santos concentra agora suas atenções para o ano de 2017. Como resultado de uma gestão transparente, eficiente e responsável, Modesto Roma Júnior transformou o caos financeiro em um superávit de R$ 60 milhões para o ano seguinte.

A espinha dorsal do time será mantida. A filosofia será a mesma: contratações pontuais. Vladimir Hernández, do Junior Barranquilla, chegará para compor o sistema ofensivo, já que os fracos Joel e Paulinho não ficarão; Cleber, do Hamburgo, a melhor contratação até o momento, vem com status de xerife e enriquecerá o setor defensivo, já que os lesionados Luiz Felipe e Gustavo Henrique só retornarão no meio da próxima temporada; o ambidestro Matheus Ribeiro, do Atlético-GO, vem para fazer sombra aos laterais santistas.

A gestão pautada pela responsabilidade fiscal deu ao Santos condições de se traçar um planejamento mais ambicioso para 2017. Nomes como Tesillo, zagueiro do Santa Fe da Colômbia, Guerra e Berrío, do Atlético Nacional, Valdívia e Nico López, do Internacional, e Cazares e Robinho, do Atlético-MG, estão em pauta. As negociações são difíceis, mas o poder de barganha que outrora não existia, hoje dá mais segurança ao Peixe. Ademais, o fator Libertadores figura como trunfo dos dirigentes da Vila Belmiro.

O ano que se aproxima será o último do primeiro mandato de Modesto à frente do Santos. O estatuto santista não segue uma lógica presidencialista, mas sim a de um colegiado de decisões. Se Modesto permanecerá, cabe ao tempo dizer, mas sua gestão deve servir de modelo para quem quer que assuma o Santos Futebol Clube.

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André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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