Michael Owen é considerado um dos maiores atacantes da história da Inglaterra.

Michael Owen pode ser considerado aquilo que a Inglaterra produziu de melhor nos últimos tempos. Baixinho, fazedor de gols e letal. Segundo o próprio jogador, hoje é difícil encontrar atacantes com tais características e que os clubes preferem os mais altos aos baixos. Michael Owen teve uma carreira brilhante e passou por grandes clubes de muita força internacional. Além disso, na seleção inglesa foi titular com apenas 19 anos contra a Argentina e marcou um dos gols mais bonitos naquela copa do mundo de 1998. Contudo, todo esse brilhantismo não esteve presente todo tempo com o atacante em sua carreira. As lesões, sem dúvida, acabaram deixando fortes marcas em sua história no futebol.

A JOIA DO LIVERPOOL

Revelado nas categorias de base do Liverpool, Michael James Owen, entrou no profissional quando tinha apenas 17 anos em 1997. No ano anterior, o jogador havia sido campeão da Copa da Inglaterra de Juniores. Já no elenco principal, atacante fez sua estreia contra o Wimbledon em maio de 97. Na ocasião, Owen saiu do banco e logo balançou as redes. Apesar de ser tão novo, o jogador explodiu muito precocemente. Após a contusão Robbie Fowler, o jovem atacante assumiu a condição de titular no Liverpool e se destacou maravilhosamente. Naquela temporada 97-98, Owen terminou como artilheiro da Premier League, marcando 18 gols ao lado de Paul Ince e Steve McManaman. Até hoje uma marca, nenhum outro jogador da mesma idade vez mais gols que ele.

Entretanto, seu período de auge no Liverpool só veio mesmo na temporada 2000/2001. Naquele ano, em termos de títulos, os Reds venceram as duas Copas (FA e EFL), além de vencer a Copa da UEFA. Todavia, dentro do campeonato inglês, a equipe conquistou apenas a terceira posição na tabela. Dentro dessa campanha de três títulos na temporada, Michael Owen, foi de fundamental importância para o sistema de jogo do técnico francês Gérard Houllier. Com apenas 22 anos de idade; disputou 46 partidas e balançou a rede em 24 ocasiões. Com resultado de títulos e boas atuações, acabou levando a Ballon D'or de melhor jogador do ano. Conquista que acabou atraindo o olhar de um outro gigante europeu, que na ocasião, estava montando uma equipe galática com os melhores jogadores.

BEM-VINDO AO REAL MADRID

 Owen estava no projeto do presidente do Real Madrid, Florentino Perez. Na época, o presidente queria tornar o clube merengue uma verdadeira seleção, com grandes craques na equipe. Era óbvio que o jovem atacante inglês e melhor jogador do mundo não poderia ficar de fora. Dessa forma, o clube espanhol desembolsou cerca de 12 milhões de euros, que foram depositados nos cofres do Liverpool para ter o jogador.

Contudo, nem tudo foi fácil para o inglês na capital da Espanha. Owen era constantemente criticado pela mídia, isso devido a seu baixo condicionamento físico para os jogos, o que o deixava muitas vezes no banco de reservas. Mesmo estando bem acompanhado ao lado de Zidane, Beckham, Ronaldo, Raúl e Figo. Owen não conseguiu repetir seu período de glória na Inglaterra. Ao todo foram 40 jogos vestindo a camisa Blanca e 14 gols marcados.

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Em 2005, cresceram os boatos de que Owen deixaria o Real Madrid e que estava de malas prontas para voltar para casa. Segundo o próprio jogador, seu desejo era de receber uma proposta para ao Liverpool. Todavia, Florentino Perez havia recebido uma proposta maior do Newcastle. Portanto, Owen tinha a opção de permanecer no Real ou de partir para o Newcastle. O jogador acabou escolhendo a segunda opção.

 

DE VOLTA A INGLATERRA

Foram dois anos no Newcastle marcado por contusões e péssimas atuações. Além disso, o jogador foi muito criticado pela torcida que entoava nos estádios de que era um desperdício de dinheiro. Quando a equipe acabou sendo rebaixada para a segunda divisão inglesa, Owen,não renovou seu contrato e acabou deixando o clube. Apesar de não ter tido grandes atuações e de não ter chegado nem perto de ser aquele jogador do Liverpool. Michael Owen acabou sendo contratado por outro gigante Europeu. Dessa vez, para o Manchester United de Sir Alex Ferguson. No United, fora reserva. Contudo, foi importantes em algumas partidas, como contra o rival Manchester City fazendo o gol da vitória na temporada 2009/2010 por 4 x 3.

Em 2012 seu contrato foi encerrado e o jogador mudou de endereço para o Stoke City. Por lá, foram apenas 7 partidas e apenas 1 gol marcado. Ao todo foram 220 gols na Premier League, até hoje uma marca impressionante.

SELEÇÃO

Pela Inglaterra, sua chegada foi muito precoce. Com apenas 18 anos, Owen, já estava disputando uma Copa do Mundo. Na época, a de 1998. Com a expulsão de Beckham na partida contra a Argentina pelas oitavas de finais. Owen passou a ser o grande holofote da seleção inglesa. Obtivera grandes atuações, como na vez em que marcou um hat-trick em cima de Oliver Kahn contra a Alemanha. Além disso, Owen foi importantíssimo na classificação na Copa do Mundo de 2002. Até fez o gol nas quartas de finais contra o Brasil depois da falha de Lúcio. Entretanto, Rivaldo e Ronaldinho estiveram lá para estragar a festa inglesa. Ao todo, foram 89 partidas e 40 gols marcados.

 

Foto destaque: Phil Cole / Allsport

Gabriel Queiroz
Sou natural de São Luis do Maranhão, mas faço faculdade em Brasília. Escolhi o jornalismo única e exclusivamente pelo amor que tenho ao futebol e a tantos outros esportes

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