Foi com dois duros golpes de Oribe Peralta que a Seleção Brasileira sub-23 deu adeus ao sonho do ouro olímpico em 2012, em Londres. Com dois gols do atacante mexicano, que na época estava no Santos Laguna, do México, a Seleção Mexicana venceu o Brasil por 2 x 1 e garantiu seu primeiro ouro olímpico no futebol, adiando a tão sonhada medalha de ouro no esporte mais popular para os brasileiros, que viria quatro anos depois.

A CAMPANHA MEXICANA

O México caiu no grupo B daquela Olimpíada, junto com Coréia do Sul, Gabão – que tinha Aubameyang no time – e  Suíça. O esquadrão mexicano passou em primeiro lugar com sete pontos, seguido da Coréia de Park-Chu-Yong com cinco pontos conquistados. A estreia foi justamente contra os asiáticos, e o placar não foi movimentado, 0 x 0 no primeiro confronto da competição.

Na 2ª rodada, o adversário seria o Gabão de Aubameyang, ainda muito jovem. Vitória mexicana por 2 x 0, com dois gols da estrela Giovanni Dos Santos, mas os gols só saíram na segunda etapa, aos 18 e aos 47 minutos da última parte do jogo. Para fechar a fase de grupos, jogo duro contra a Suíça, e nessa partida brilhou o artilheiro. Oribe Peralta marcou o gol solitário da partida, consolidando o 1 x 0 frente a seleção europeia. O México encerraria a primeira fase sem levar gols.

                                                                                         Reprodução/Reuters

O MATA MATA

Nas quartas de final, a epopeia. Em jogo tenso contra Senegal, um empate por 2 x 2 levou a decisão para a prorrogação. Após estar ganhando por 2 x 0 com gols de Henríquez e Aquino, a seleção mexicana permitiu o empate já na segunda etapa. Konaté e Baldé, levaram o jogo para o tempo extra. Entretanto, Giovanni dos Santos no primeiro tempo da prorrogação e Herrera nos últimos momentos do jogo selaram a classificação do México para as semifinais. 4 x 2, placar final.

Na mesma linha de emoção contra Senegal foi a semifinal contra o Japão. Logo aos 12 minutos, Otsu marcou para os asiáticos e colocou água na fervura mexicana. Todavia, aos 31, Fabián deixou tudo igual. No segundo tempo, o carrasco brasileiro deu as caras, Peralta desempatou a partida dando tranquilidade ao México. Posteriormente, já nos acréscimos, Cortés deu números finais ao duelo, 3 x 1 México sobre o Japão.

A GRANDE FINAL

Logo aos 29 segundos de jogo, após falha do lateral-direito Rafael e do zagueiro Juan, Peralta recebeu belo passe e abriu o placar. Em suma, a partir desse momento, o Brasil se perdeu completamente na partida por alguns minutos. Tanto que logo aos 31 minutos do primeiro tempo, Mano Menezes sacou Alex Sandro e colocou o atacante Hulk no jogo, por exemplo.

Posteriormente, no segundo tempo, após retomar o controle do jogo, a seleção canarinho sofreu outro duro golpe. Peralta, mais uma vez, aos 29 da segunda etapa, aproveitou cruzamento milimétrico na área e cabeceou para o fundo da rede, não dando chances para o goleiro Gabriel. O Brasil seguiu pressionando e até diminuiu com Hulk, aos 46, mas não foi o bastante para reverter o placar. Final, 2 x 1 para o México.

Reprodução/AFP 

O CARRASCO É MÉXICO

Oribe Peralta nunca saiu do futebol mexicano. O centroavante carrasco da seleção olímpica em 2012 tinha 28 anos na época, e jogava pelo Santos Laguna. Após aquela olimpíada, Peralta se transferiu para o América do México, em 2014. Posteriormente, em 2019, acertou com o Chivas Guadalajara, onde está até hoje.

Pelos clubes que passou, Peralta soma 638 jogos e 203 gols, média de 0,31 gol por jogo. Pela seleção mexicana, foram 68 participações com 26 gols. Por outras categorias, além da profissional, como a olímpica, Oribe anotou 11 gols em 13 jogos. Os números são do site “O gol”.

Foto Destaque: REUTERS/Toru Hanai

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Gabriel Spies
Meu nome é Gabriel Mendes Spies, nascido em 1999, em Brasília, a capital da esperança. Faço jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Jornalismo e futebol são minhas paixões e meu estilo de vida. Informar é uma arte e um santo remédio. Apreciador do futebol bem jogado e das histórias reais.

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