México e a maldição das oitavas de final em Copas

- Mexicanos não conseguem avançar de fase desde a Copa do Mundo de 1994
México

A coluna Papo Azteca desta semana conta a história da maldição que cerca os mexicanos em Copas. A Seleção do México tem 16 participações em Copas do Mundo, e como melhor classificação dois sextos lugares, em 1970 e 1986, duas edições disputadas em casa. Dessa forma, os mexicanos participaram de todos os mundiais de 1994 até 2018. Entretanto, nesse período sempre fazem o mesmo número de jogos, quatro. Ou seja, sempre param nas oitavas de final.

ESTADOS UNIDOS 1994: A SURPRESA BÚLGARA

Após ser banido da Copa de 90, por utilizar jogadores acima do limite de permitido pela FIFA para as eliminatórias do Mundial sub-20 de 1989, o México chegou as terras vizinhas ainda com seu veterano craque, Hugo Sanchez e sob o comando do técnico Miguel Mejía Barón. Dessa maneira, caíram no grupo E, com Itália, Irlanda e Noruega. O certame teve 24 participantes.

Estrearam com derrota para os noruegueses, venceram os irlandeses e empataram com os italianos, assim se classificando em primeiro do grupo. Nas oitavas de final enfrentaram a Bulgária, que chegaria até as semifinais daquele mundial. Depois do empate em 1 x 1 no tempo normal e na prorrogação, os mexicanos perderam três cobranças de pênaltis, os búlgaros apenas um, como resultado, encerravam ali sua participação. Em contraste com a eliminação, o goleiro Jorge Campos chamou atenção com seu exótico uniforme.

https://twitter.com/brfootball/status/1262135504553811969

FRANÇA 1998: ALGOZ ALEMÃO

O mundial de 1998 foi o primeiro disputado com o atual formato, 32 seleções. O México ficou novamente no grupo E, dessa vez com Bélgica, Coreia do Sul e Holanda. A talentosa geração mexicana de Blanco e Hernández, que ano seguinte conquistaria a Copa das Confederações.

O início foi animador, com a vitória por 3 x 1 sobre os sul-coreanos. Porém empatou os dois jogos seguintes contra Bélgica e Holanda. Mesmo assim conseguiu avançar de fase. Posteriormente o confronto foi contra a Alemanha, derrota por 2 x 1, Klinsmann e Bierhoff marcaram para os alemães e Hernández descontou.

JAPÃO E COREIA DO SUL 2002: REVÉS PARA O RIVAL E EXPULSÃO

Mais um ineditismo na Copa de 2002, pela primeira vez sendo sediada por dois países e no continente asiático. O México chegou ao oriente no grupo G, Blanco, Borghetti e Torrado eram alguns dos principais jogadores do elenco mexicano, que reencontrou os italianos, e teria a companhia da Croácia, 3ª colocada em 1998, e a estreante seleção equatoriana.

Os mexicanos fizeram uma boa campanha na fase grupos, venceram Croácia e Equador e empataram com a Itália. Nas Oitavas, um clássico latino-americano contra os Estados Unidos, Mc Bride e Donovan encerraram o sonho asteca de avançar para as Quartas de Final. Por fim, para completar Rafa Marquéz foi expulso por uma entrada em Cobi Jones.

ALEMANHA 2006: MÉXICO DANÇA TANGO NAS OITAVAS

Para 2006 um desfalque importante, o craque Blanco ficou de fora do certame por opção do técnico Ricardo La Volpe. O que gerou entre dúvida entre os torcedores. Desse modo, os mexicanos venceram o Irã na estreia, empataram com Angola e perderam para Portugal, assim se classificando em segundo lugar no grupo D.

Na fase seguinte, o adversário seria Argentina de Tevez, Riquelme e Crespo. O capitão Rafa Márquez inaugurou o marcador, Crespo empatou e Maxi Rodriguez garantiu a classificação argentina na prorrogação.

https://www.youtube.com/watch?v=iaVzE3ZrzvU

ÁFRICA DO SUL 2010: FREGUESIA PARA OS HERMANOS

No primeiro mundial no continente africano, o México ficou no grupo A com os donos da casa e dois campeões mundiais, Uruguai e França. Além disso, sofreu o primeiro gol da Copa, marcado pelo sul-africano Tshabalala. Posteriormente, o experiente capitão Rafa Márquez garantiu o empate.

Depois venceram a França por 2 x 0, um dos gols marcado pelo promissor atacante Chicharito Hernández e enceraram a fase de grupos perdendo para o Uruguai. O próximo confronto nas oitavas, seria novamente contra os argentinos, que encaminharam a classificação com Tevez e Higuaín que abriram 3 x 0, Chicharito diminuiu na etapa complementar.

BRASIL 2014: ARBITRAGEM POLÊMICA E QUEDA PARA LARANJA MECÂNICA

Nas terras tupiniquins, a exemplo da Copa passada, ficaram no grupo A, após uma conturbada eliminatória, com o anfitrião Brasil, Croácia e Camarões. Logo na estreia na Arena das Dunas em Natal, contra os camaroneses, tiveram dois anulados erradamente pela arbitragem, e só conseguiram a vitória no segundo tempo com gol de Peralta.

O confronto contra o Brasil ficou marcado pela brilhante atuação do goleiro Guilhermo Ochoa que garantiu o empate sem gols em Fortaleza. Contra os croatas vitória por 3 x 1 em Recife, que será lembrada pela empolgante vibração do técnico mexicano Miguel Herrera. De volta ao Castelão contra a Holanda, inauguraram o marcador com Giovanni dos Santos, porém Sneijder e Huntelaar confirmaram a classificação holandesa.

RÚSSIA 2018: VINGANÇA BRASILEIRA

Em 2018, os mexicanos reencontraram adversários da Copa de 1998, Alemanha e Coreia do Sul, além da Suécia pelo grupo F. Primeiramente o México conquistou uma grande vitória contra os alemães atuais campões do mundo, pela vantagem mínima com um belo gol de Lozano e milagres de Ochoa.

https://twitter.com/goleada_info/status/1241757633872347137

Na segunda rodada vitória sobre os sul-coreanos por 2 x 1 e a classificação encaminhada. Todavia a derrota por 3 x 0 para Suécia quase eliminou os mexicanos. Em seguida enfrentaria o Brasil. Após um primeiro tempo equilibrado, a seleção de Juan Carlos Osorio não aguentou e sucumbiu diante dos Brasileiros, perdeu por 2 x 0 gols de Neymar e Roberto Firmino.

Será que na terra dos sheiks, a maldição das oitavas sobre o povo azteca permanecerá?

Foto Reprodução: Pascal Guyot / AFP / Getty Images

Amaury Ferreira

Sobre Amaury Ferreira

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Escolhi o Jornalismo como profissão, porque desde a minha infância sempre fui fascinado pelos âncoras de telejornais e pelas transmissões esportivas no rádio e na televisão, a relação com meu time do coração também influenciou na minha escolha. Sou uma pessoa bem tranquila, mas que quando acredito em alguma coisa, sempre tento buscar correr atrás.

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