Me faça queimar a língua, PSG!

- Ao escolher Thomas Tuchel como substituto de Emery, clube francês pode apenas mudar o nome do comandante

A contratação de Thomas Tuchel como novo técnico do Paris Saint-Germain (PSG) foi confirmada nesta segunda-feira. Por seu estilo de jogo ofensivo, o alemão era o mais cotado para assumir a vaga deixada por Emery. A princípio, o ex-zagueiro terá um contrato de dois anos, mas as circunstâncias envolvendo o clube de Paris podem encurtar sua passagem pelo Parque dos Príncipes. Se isso acontecer, a diretoria tem grande culpa.

Não é segredo que o PSG está sedento por um título de expressão no cenário europeu. De forma mais simples, Les Rouge-et-Bleu (O vermelho e o azul) está obcecado pela Liga dos Campeões. As contratações de Neymar e Mbappé não negam isso. Na primeira temporada, porém, novo fracasso. Nas oitavas de final, os parisienses sucumbiram diante do Real Madrid de Cristiano Ronaldo.

Contra o PSG, CR7 resolveu. Nenhuma novidade (Reprodução/Diario AS)

Para a próxima temporada, uma renovação drástica no elenco é esperada. Em março deste ano, o Le Parisien apontou a saída de oito jogadores: Daniel Alves, Layvin Kurzawa, Yuri Berchiche, Marco Verratti, Ángel Di María, Javier Pastore, Adrien Rabiot e Edinson Cavani – o uruguaio, inclusive, superou Ibrahimovic e se tornou o maior artilheiro do clube.

Como dinheiro não é problema para Nasser Al-Khelaifi, as contratações prometem ser bombásticas. E é aí que reside o problema.

Espera-se que o PSG tenha, para a próxima temporada, um elenco galático e rejuvenescido. Aos contratados, que se juntarão a Neymar e Mbappé, caberá a ingrata missão de brigar pelo título da Liga dos Campeões. Para isso, Tuchel terá o dever de ser implacável. Cirúrgico. Ter o grupo em suas mãos.

Existem, então, duas possibilidades. A primeira delas pressupõe um pacto. Um casamento perfeito entre ideias vindas do banco de reservas e a disposição vinda de dentro do campo. É, literalmente, jogar pelo técnico. A segunda, por sua vez, pressupõe um novo e retumbante fracasso. Se Tuchel não souber lidar com egos demasiado inflados, inspirar confiança ou mostrar uma capacidade sobrenatural de se reinventar, o PSG não irá a lugar nenhum.

Os grandes clubes da Europa são comandados por técnicos cascudos, que são respeitados por todos os jogadores.

O triunfo não está exclusivamente associado ao currículo de um treinador, mas este é um dos principais requisitos.

Tuchel é um treinador promissor, mas não terá vida fácil como treinador do clube francês.

Para a próxima temporada, apenas um desejo.

Queime minha língua, PSG.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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