Mas aquele 2%… É vagabundo!

Sem respeito! Essa foi a frase utilizada pelo técnico do Wolfsburg, Dieter Hecking, para definir a forma que o time alemão deveria se comportar diante do Real Madrid, pelas quartas-de-final da UEFA Champions League. O treinador disse que para vencer o time espanhol deveria entrar em campo sem respeito e não tomar conhecimento da grandeza do adversário e fazer seu trabalho.

E deu certo! Os lobos venceram os merengues por 2 a 0 logo no primeiro tempo de partida. Em menos de 10 minutos os alemães fizeram seu resultado. Os 2% de chances de vencer o Real Madrid, citados pela zagueiro brasileiro Dante, antes da partida, se converteram em gols. O brasuca jogou a responsabilidade pro outro lado, enquanto faziam a lição de casa e em casa.

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Como é de costume, o time da casa sempre abafa o adversário nos 20 primeiros minutos iniciais e foi isso que fizeram os alemães. Marcaram o Real Madrid no campo de ataque, pressionando e quando tinha a bola, o meia alemão e camisa 10, Draxler, tomava conta das principais ações do time local. Encurralado, o Real tentava sair no contra-ataque, mas sem sucesso. Aos 18 minutos, Draxler fez jogada pela esquerda e tocou para Schürrle no meio da área, que foi tocado por Casemiro e caiu, pênalti. Ricardo Rodríguez cobrou, tirando do goleiro Keylor Navas, 1 a 0.

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O time alemão não perdeu tempo e foi pra cima. Continuou a pressão, sob o comando de Draxler, que trouxe da esquerda para o meio e tocou para o estreante da tarde, o atacante ex-Goiás, Bruno Henrique, que recebeu e tocou da ponta direita para dentro da pequena área, onde estava Arnold, que havia se livrado da marcação de Sérgio Ramos e emendou pro fundo das redes, aos 25 minutos do 1º tempo, 2 a 0.

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Após os gols o jogo ficou mais aberto, com chances para os dois lados, mas sem sucesso. A legião brasileira do Wolfsburg foi muito bem durante a partida. Luiz Gustavo ficou na marcação de Cristiano Ronaldo por um bom tempo, fez falta, roubou bola, foi seguro.

A dupla de zaga formada por Dante e Naldo, não foi vazada e foi muito bem. Sempre na bola, no tempo certo, cortando por baixo, por cima, marcando, não dando espaços, foram muito bem.

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Bruno Henrique foi muito elogiado pelo técnico do time alemão: “Bruno Henrique foi um dos principais jogadores desta noite. Nós queríamos fazer uma surpresa para o Real Madrid com este jogador” – afirma Hecking. O treinador ainda revelou que teve uma conversa olhos nos olhos com o jovem atacante de apenas 25 anos, que deu assistência para o gol de Arnold.

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Jogador mais criativo do setor ofensivo do Wolfsburg, Draxler sobrava em campo. Jogando pelo lado esquerdo, tinha o lateral direito merengue Danilo como seu marcador. Mas o lateral nem o viu. O talentoso meia deitava pra cima de Danilo e conseguiu fazer a maioria das jogadas. Com bons passes e excelente visão de jogo, além das ótimas viradas de bola, ditou o ritmo do time alemão e, por que não, do jogo.

draxler

A volta está marcada para a próxima terça-feira, 12, no Santiago Bernabéu. Em casa, o time de Zidane terá que vencer por três gols de diferença para avançar à semifinal. O triunfo merengue por 2 a 0 leva para a prorrogação. Mas qualquer outro resultado elimina os espanhóis da Champions, e os alemães poderão perder por até dois de diferença caso marquem fora de casa.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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