Mas afinal, por que Walter é preterido no Corinthians?

Mesmo com uma sequência de boas atuações no gol alvinegro, Walter não consegue conquistar a vaga de titular na equipe. Apesar do apelo da Fiel torcida, o técnico Fábio Carille insiste em manter Cássio entre os 11 jogadores que iniciam as partidas. Embora lesionado, o camisa 12 corintiano ainda continua titular do time. “Sim, ele vai voltar a ser titular após a recuperação. Precisamos dele inteiro para o jogo. Ele é o titular e, quando tiver totais condições, volta”, afirmou Carille no dia 27 de setembro. O técnico diz não considerar justo tirar um jogador do time devido a uma lesão, mas sim por questões técnicas. Pois bem, é aí que se encontra a incoerência.

A última grande atuação Cássio foi há três meses, no dia 3 de julho contra o Flamengo em Itaquera, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o goleiro foi crucial na goleada por 4×0, mantendo o marcador igual durante o “bombardeio” rubro-negro durante o primeiro tempo. Por outro lado, a última grande atuação de Walter foi há apenas três dias, contra o Atlético Mineiro, . O camisa 1 do Corinthians viu em três oportunidades os atacantes adversários chegarem livres em sua área, porém, nenhum deles conseguiu balançar as redes.

É evidente que não devemos esquecer a história construída por Cássio desde que chegou ao Parque São Jorge, em 2012. O goleiro foi um dos heróis do time em conquistas históricas como a Libertadores e o Mundial de Clubes do mesmo ano de estreia. Este passado é indiscutível, mas não reflete o presente. As brilhantes defesas de Cássio desta época se tornaram cada vez mais raras, substituídas por falhas em momentos decisivos. As críticas ao goleiro tornaram-se cada vez mais frequentes, e o nome de Walter como titular da equipe ganhou força entre os torcedores corintianos.

Desde que chegou do modesto União Barbarense ao Corinthians em 2013, Walter mostrou-se um goleiro seguro e mantém uma incrível regularidade, cometendo poucas falhas em suas atuações. Diferente de seu companheiro Cássio, que por sua vez sofre com as bolas aéreas, dá rebotes ocasionalmente em chutes considerados fáceis e não transmite segurança para a defesa. Neste cenário, é nítido perceber que há uma preferência pelo “medalhão” do time.

Diante da “injustiça” vivida por Walter diariamente, surge a pergunta: até quando ele irá aguentar com tanta paciência esta situação? Mesmo tendo vínculo com o Corinthians até dezembro de 2019, alguma compensação financeira e também o próprio desejo do goleiro de seguir sua carreira em outro lugar podem tirar Walter do clube paulista. Caso o jogador de fato deixe o Parque São Jorge, não se pode culpar Walter por “falta de amor ao clube” ou “falta de profissionalismo”. Pelo contrário. A culpa deveria ser atribuída ao próprio Corinthians, pois este sim não apresentou profissionalismo nem respeito a seu funcionário diante da situação.

Guilherme Papa

Sobre Guilherme Papa

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Guilherme Papa é estudante, de 21 anos, da turma do 5º semestre de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo. Completamente louco por futebol, tem como objetivo transmitir informações do mundo da bola da melhor maneira possível.

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