Inicialmente, o Atlético Goianiense encaminhava uma classificação relativamente tranquila para a Copa Sul-Americana. No entanto, o Dragão começou a perder sucessivamente e viu as suas ambições oscilarem um pouco. Hoje em 15º lugar, com 41 pontos, o time goiano defende sua vaga na Série A.

A vantagem em relação ao Bahia é curta – meros quatro pontos. Desse modo, o objetivo do texto é retomar as razões que explicam o jejum na reta final do Brasileirão e especular sobre o futuro do Dragão.

A série de empates com Marcelo Cabo

O técnico Marcelo Cabo assumiu a equipe após a goleada para o Palmeiras (4 x 0) que derrubou Barroca. Desde então, o Dragão empatou as quatro partidas que disputou (Santos, América Mineiro, Ceará e Juventude). Antes disso, três derrotas consecutivas longe dos seus domínios (Sport, Flamengo e Palmeiras).

O longo jejum de sete jogos sem vitória aproximou o Atlético Goianiense da luta contra o rebaixamento. Contudo, o Dragão tem ótimas chances de escapar e nós vamos discorrer a respeito abaixo.

A aposta tática do Dragão na reta final

Antes de mais nada, o Atlético Goianiense parece ter encontrado uma fórmula para amarrar os adversários. De toda forma, Cabo opta pelo 4-2-3-1. Afinal, a ideia é fazer o Dragão circular mais a bola para evitar correr riscos desnecessários.

A dupla de volantes (Marlon Freitas e Willian Maranhão) exerce um papel fundamental nessa consistência defensiva que facilita a distribuição de jogo. Tanto que o refino no passe de João Paulo e as arrancadas em velocidade do traiçoeiro Janderson são as alternativas de controle da partida.

A Caverna do Dragão e a permanência

De antemão, te aviso que é bem provável o Atlético Goianiense continuar na elite. Nesse sentido, há um risco de queda que não chega aos 15%. Além disso, a tabela – em tese – favorece o time de Marcelo Cabo.

O Dragão vai enfrentar a rebaixada Chapecoense, o concorrente direto Bahia, o Internacional (ao que tudo indica entregará o jogo para prejudicar o arquirrival Grêmio) e um Flamengo de ressaca – seja pela conquista ou pela perda da Libertadores. Enfim, as partidas no Sul ou eventuais triunfos na “Caverna do Dragão” devem selar a permanência.

Foto destaque: Divulgação/ Heber Gomes

André Filipe
Apaixonado pela dimensão histórica do futebol e pela ciência da bola. Gremista desde a Batalha dos Aflitos para o que der e vier. Sinto na escrita o calor latente das minhas paixões profissionais. Historiador, jornalista esportivo e jogador de pôquer nas horas vagas.

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