A vitória de 4 anos atrás

Mais uma edição da coluna retrô sobre as Copas do Mundo, o “Marcas da Copa”. Colunistas FNV e convidados vão descrever a emoção única de algum jogo marcante de Copa que ficou fincado na memória. Serão crônicas desde a época de Pelé, até os tempos atuais. E hoje é Gabriel Zani quem nos contempla com suas lembranças. Confira abaixo:

ESPANHA 1 x 5 HOLANDA

Estava sozinho em casa, pronto pro segundo dia da Copa do Mundo do Brasil. Em pleno Rio de Janeiro, um calor absurdo, eu, o sofá, o ventilador, a TV e uma paixão imensa por uma seleção com tanta história – a Holanda.

1º TEMPO

O jogo começou e tudo que pensava era na final de 2010 (que me arrancou lágrimas). Lembrava como Casillas tinha sido sensacional, como Robben tinha sido vilão e como Sneijder merecia ser o melhor do mundo.

A bola rola e logo de cara Robben deixa o Sneijder na cara do gol. Resultado? Casillas. Incrivelmente, tudo parecia lembrar aquela final. Poucos depois, Diego Costa na área e pênalti pra Espanha. Eu, sinceramente, me recusava a acreditar. O gol era certo já que o goleiro holandês, Cilessen, não tinha lá uma boa fama quando o assunto era penalidade. 1 x 0 Espanha, Xabi Alonso.

E aí o então lateral do Ajax, hoje no Manchester United, Daley Blind, deu um lançamento (pouquíssimo falado) ABSURDO e o tão lindo peixinho do Van Persie empatou a parada. Eu já estava eufórico aí. E, óbvio, como todo torcedor louco, sozinho em casa, comemorando comigo mesmo aquele primeiro tempo (risos).

Trivela

2º TEMPO

No segundo tempo, ele de novo – acho que já tá ficando claro quem eu acredito ter sido o homem do jogo – Blind botou a bola no pé do Robben, dentro da área. E aí amigo, a habilidade daquela canhotinha falou mais alto. Limpou todo mundo e, FINALMENTE, quatro anos depois, venceu o Casillas. Virada da Holanda. Eu sem reação.

Outro lance pouco falado, mas que eu acredito ter mostrado dado uma motivação extra pro time holandês foi a bola na trave no Van Persie, pouco antes do gol do De Vrij – um dos melhores zagueiros do mundo atualmente. Daí para frente foi falha do Casillas no 4 x 1 e uma arrancada sem precedentes, que eu sinceramente não faço ideia de como aconteceu.

Bola lançada pelo Sneijder – que jogador – e Robben arranca perna não sei de onde, naquela altura do jogo, ganha na velocidade, limpa o Casillas e com a esquerda anota o último gol do dia. Vá lá que ele quase marcou o sexto num chutaço de primeira, sem deixar a bola cair. Mas o Casillas não é qualquer goleiro, fez uma bela defesa.

Sinceramente, assistir algo assim, sozinho, torcendo como nunca, lembrando do jogo de quatro anos atrás e vendo um 5 x 1 histórico acontecer é uma sensação indescritível. Daquelas coisas que fazem a gente amar o esporte para sempre.

Eu só me questionava uma coisa: o quanto aquilo não poderia ter sido realidade, 4 anos antes…

Obrigado, futebol.

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