A coluna Parabéns ao Craque desta sexta-feira (30) homenageia o maior jogador que o futebol argentino já produziu: Maradona. Assim, Dieguito, através de sua habilidosa canhota, marcou época no Boca Juniors, time que o projetou e onde encerrou a carreira, e no italiano Napoli, antes um clube mediano e que se tornou grande através de sua dupla com o brasileiro Careca.

Na Espanha, teve boa passagem no Barcelona e decepcionou no Sevilla. Por fim, na Seleção, El Pibe de Oro foi capitão nas Copas do Mundo de 1986, no México, onde foi a estrela do bicampeonato, 1990, na Itália, onde levou uma equipe desorganizada para a final, e 1994, nos Estados Unidos, onde foi banido por uso de efedrina após marcar um golaço na estreia contra a Grécia, sendo ainda treinador em 2010, na África do Sul.

INÍCIO

Tudo começou aos oito anos, no Cebollitas, time infantil do Argentinos Juniors. Fã do brasileiro Rivellino, em 20 de outubro de 1976, 10 dias antes de completar 16 anos, Maradona estreou no profissional, sendo o mais jovem na história do Campeonato Argentino. Em 1979, além de campeão mundial sub-20, Maradona foi eleito o melhor jogador do continente sul-americano pelo jornal El Mundo, feito que voltou a repetir na temporada seguinte, e melhor jogador argentino pela Associação de Jornalistas, como no biênio 1980-1981 e 1986.

Assim, em 20 de fevereiro de 1981, após cinco anos, 167 partidas e 115 gols pelo Argentinos Juniors, foi contratado pelo Boca Juniors por 4 milhões de pesos. Logo depois, estreou na goleada por 4 x 1 sobre o Talleres, marcando dois gols. Em 10 de abril, disputou o primeiro Superclássico contra o arquirrival River Plate, na Bombonera, onde a equipe xeneize venceu por 3 x 0, com Dieguito marcando após driblar o goleiro Fillol. Após empate contra o Racing, conquistou o Torneio Metropolitano do Campeonato Argentino, seu único título no clube.

BRILHANDO

Após fracassar  na Copa do Mundo, onde brilhou na goleada por 4 x 1 sobre a Hungria, Maradona fechou com o Barcelona por 7 milhões de euros. Então, se tornou o jogador mais caro do planeta. Logo em sua primeira temporada na equipe catalã, dirigida pelo compatriota César Luis Menotti, foi o artilheiro da equipe na La Liga, com 11 gols. Além disso, conquistou a Copa do Rei, em uma finalíssima disputada em 4 de junho de 1983. Assim, jogando em Zaragoza, venceu por 2 x 1 o Real Madrid, treinado por ninguém menos que o também compatriota Alfredo Di Stéfano.

Reprodução/FC Barcelona

No dia 26 de junho de 1983, no empate com o Real Madrid em 2 x 2, ao marcar o segundo gol. O tento aconteceu após driblar o goleiro e parar a bola antes de balançar as redes, Maradona foi o primeiro jogador rival que recebeu aplausos da torcida merengue. Dessa forma, esse fato voltaria a se repetir com o brasileiro Ronaldinho Gaúcho, em uma vitória por 3 x 0 em 2005, e com o espanhol Iniesta, em goleada por 4 x 0 em 2005. Por fim, após 58 partidas e 38 gols no Barça, foi a vez do Napoli desembolsar 10 milhões de euros, o mantendo como o mais caro do planeta.

AUGE

1986 foi sem dúvida o melhor ano do craque argentino, pois na Copa do Mundo disputada no México, se tornou o melhor jogador no bicampeonato albiceleste, marcando cinco gols. Os mais lembrados são os dois na vitória contra a Seleção Inglesa, do artilheiro Gary Lineker, em 22 de junho, no Estádio Azteca. Dessa maneira, no primeiro, tocou com a mão antes do goleiro Peter Shilton, sendo lembrado até hoje como La Mano de Dios. Enquanto isso, no segundo, 60 metros de um espetacular drible em cinco jogadores ingleses, eleito o Gol do Século por internautas no site da FIFA em 2002.

Assim, na temporada seguinte, como o único estrangeiro, levou o clube ao seu primeiro título no Campeonato Italiano, marcando 10 gols. Também marcou sete gols na Copa da Itália, onde o Napoli se tornou tricampeão. Dessa maneira, isso aconteceu em 13 de junho ao vencer a Atalanta por 1 x 0, em Bergamo. Em 1988, virou artilheiro do Campeonato Italiano, com 15 gols, e da Copa da Itália, com seis. Em 1989, levou o clube a um inédito título continental: Copa da UEFA, conquistada em 17 de maio, contra o Stuttgart, na Alemanha. Por fim, em 1990, antes do vice na Copa pela Seleção, foi novamente campeão italiano, marcando 16 gols. Em 2000, o clube aposentou a sua camisa 10.

https://www.youtube.com/watch?v=F7Wh2QiKTQU

FELIZ ANIVERSÁRIO, MARADONA

Os amantes do futebol, encantados pela sua habilidosa canhota no verdadeiro ritmo do tango, lhe desejam muitas felicidades e realizações. Obrigado, Dieguito, por ter nos brindado com sua arte nos gramados.

Foto Destaque: Reprodução/AFA – Seleción Argentina

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Renan Silva
25 anos, natural de Osasco. Graduado em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Apaixonado por Esportes e Rock n Roll, durante a infância jogou Futebol de Salão e na adolescência praticou Artes Marciais. Sempre teve gosto pela leitura, sendo um fã assíduo das revistas TATAME e PLACAR (da qual possui coleção até hoje).

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