Mais um capítulo da novela contra a violência nos estádios brasileiros

Enquanto a maioria dos clubes brasileiros ainda reluta para tomar decisões mais drásticas em relação as suas torcidas organizadas, Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, em entrevista nesta última segunda-feira (6/6), disse que vai consultar o departamento jurídico do clube para processar os torcedores responsáveis pela confusão no estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante o intervalo da partida contra o Flamengo.
Caso seja punido com perda de mando de campo, o clube alviverde poderá deixar de lucrar até R$ 9 milhões de reais, além de não poder contar com o incentivo de sua torcida, que tem sido
seu 12º jogador na campanha de 100% de aproveitamento nos jogos em casa.
Após o incidente em Brasília, Nobre já deu autorização para que os brigões que já foram identificados sejam expulsos do programa de sócio torcedor do clube, o Avanti. A assessoria do Palmeiras comunicou que as 30 pessoas presas em Brasília e que foram fichadas já estão com as contas bloqueadas.
Não é de hoje que o Palmeiras sob comando de Paulo Nobre se mostra ativo contra os vândalos que tumultuam o futebol e afasta os verdadeiros torcedores das arquibancadas.
Desde 2013 o clube não financia mais as torcidas organizadas depois de um incidente no aeroporto, no qual o goleiro Fernando Prass foi ferido.
Só que não basta só um clube, dentre tantos que existem no Brasil, tomar atitudes contra a violência. Além disso, a justiça também tem que fazer a sua parte. Não adianta prender 30 torcedores e liberar todos em seguida. Não adianta fazer clássicos de torcida única se as brigas acontecem, e vão continuar acontecendo do lado de fora dos estádios. Tem que punir esses falsos torcedores que prejudicam o espetáculo e afasta famílias das arquibancadas, quem vai no estádio para incentivar e torcer verdadeiramente seu clube de coração.
Hoje precisamos mais que olhar para o exemplo do que os ingleses fizeram com os hooligans.
Precisamos tomar atitudes, precisamos de justiça, porque foi assim que eles se tornaram referência quando o assunto é torcida. Se não ao invés de país do futebol, o Brasil será o país da violência. E é isso que a gente quer?
Mayara Flausino
Mayara Flausino
Mayara Flausino, 22 anos, sempre foi apaixonada por esportes. Já tentou ser nadadora, ginasta, jogadora de basquete, vôlei e futsal. No fim, pendurou as chuteiras e decidiu ir para o time dos jornalistas, o qual faz parte desde 2015. Atualmente procura uma vaga no time profissional e luta pelo fim do escanteio curto.

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