Mais que um 9, Cavani é “El Matador”!

Edinson Roberto Cavani Gómez, ou simplesmente Cavani, é o atual centroavante do Paris Saint Germain e da Seleção Uruguaia. Cavani é o típico centroavante uruguaio, raçudo, quando precisa jogar pelas pontas e acompanhar o lateral adversário até o campo de defesa ele o faz, se precisar marcar ele marca, se precisar dar carrinho ele não pestaneja. Tal entrega em campo o fizeram sempre ser titular nas equipes por onde passou e ganhar o apelido de “El Matador”, pela vontade em campo, boa média de gols e principalmente pela comemoração que faz após alguns gols, como um atirador.

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Desde que chegou ao Palermo em 2006 (seu primeiro clube europeu), Cavani fez 2 gols em 7 jogos, pois ainda era reserva. Na 2ª temporada ainda jogou pouco, estava conquistando espaço, fez 5 gols em 35 jogos, metade como titular e metade entrando no segundo tempo. Já em sua 3ª e 4ª temporada no mediano time da Itália, Cavani fez duas boas temporadas pelo time italiano com 15 gols em cada uma delas, fazendo-o ser convocado pela primeira vez para a Seleção Celeste e também fez crescer os olhos de um grande time da Itália, o Napoli.

NAPLES, ITALY - NOVEMBER 08:  Edinson Cavani of Napoli celebrates after scoring the goal 3-2  during the UEFA Europa League Group F match between SSC Napoli and FC Dnipro Dnipropetrovsk at Stadio San Paolo on November 8, 2012 in Naples, Italy.  (Photo by Giuseppe Bellini/Getty Images)

Em 2010 fora contratado pelo time napolitano e não decepcionou. Virou ídolo do time, artilheiro do Campeonato Italiano 2012/2013, campeão da Coppa Itália, marcando 104 gols em 3 temporadas de Napoli, uma média de 34,6 gols por temporada, se tornou titular absoluto da Seleção Celeste.

Uruguay's forward Edinson Cavani celebrates after scoring his team's first goal during a Group D football match between Uruguay and Costa Rica at the Castelao Stadium in Fortaleza during the 2014 FIFA World Cup on June 14, 2014. AFP PHOTO / CHRISTOPHE SIMON        (Photo credit should read CHRISTOPHE SIMON/AFP/Getty Images)

Em 2013, foi contratado pelo milionário Paris Saint Germain. Cavani que sempre jogou em outros clubes mais a frente, como um típico camisa 9, centroavante, teve de se acostumar a jogar pelos lados do campo, quando não ficava na reserva, isto porque o titular e dono da posição era o gigante sueco Zlatan Ibrahimovic, que dispensa apresentações e que de fato seria titular em qualquer clube do mundo (menos os treinados por Pep Guardiola).

O sueco sempre foi incontestável no comando do ataque do time parisiense, tanto que fora três vezes artilheiro do campeonato francês e melhor jogador do torneio nas temporadas 2012-13, 2013-14 e 2015-16, sem deixar margem para dúvidas sobre outros jogadores e só não foi artilheiro e melhor jogador da temporada 2014-15, porque se lesionou e foi nesta hora que Cavani aproveitou para mostrar serviço. O uruguaio jogou em sua posição original e deu conta do recado, mostrando que poderia jogar muito bem nesta posição, ser titular e um excelente substituto quando Ibra se ausentasse ou caso mudasse de clube futuramente. Nesta temporada foi inclusive a que Cavani marcou mais vezes com a camisa do PSG, foram 31 gols, superando até mesmo Ibrahimovic, que marcou em 30 oportunidades.

Mas Cavani soube esperar a sua hora de brilhar, pois para se dar bem no time titular, deveria entender como jogar com o sueco e não querer disputar posição com o “dono do time”, pois quem quisesse jogar ao seu lado, que se contentasse com o “coadjuvantismo”, pois Zlatan reinava absoluto, tanto em número de gols e assistências, quanto estatísticas, vendagem de camisas, moral com os companheiros de clube, comissão técnica, diretoria e, obviamente, com a torcida de forma idolátrica.

Cavani jogou pelos lados de campo, servindo Ibra, fazendo alguns gols e jogando centralizado quando o sueco estava ausente. Eis que veio 2016 e Ibrahimovic não renovou seu contrato com o time de Paris e se transferiu para o poderoso Manchester United, do treinador José Mourinho, por quem Ibra tem certo apreço. Tristeza para a torcida e para o clube, que agora não contariam com os gols do camisa 10 Ibracadabra, maior artilheiro da história do PSG e um dos maiores ídolos da história do clube. Melhor para Cavani que agora jogaria em sua função original, poderia marcar mais gols e conquistar a torcida e mostrar que pode sim, ser um novo ídolo.

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Na temporada atual (2016-17) são 10 jogos e 12 gols, média de mais de um gol por jogo e tá com moral com a torcida. Nos primeiros jogos do PSG na temporada, sofreu com vaias dos torcedores ao errar gols, acostumados com poucos erros de Ibra. Mas o uruguaio logo calibrou o pé e já é artilheiro do francês com 9 gols e da Champions League com três.

O matador ainda se beneficiou com a chegada de Unai Emery, novo treinador do PSG nesta temporada. O ex-técnico do Sevilla costuma exigir em seus esquemas táticos que seu centroavante de combate nos zagueiros adversários, visando forçar o erro dele, ajudando na parte de marcação quando estão sem a bola. Cavani é veloz e corre o jogo todo, encaixando-se perfeitamente no esquema de Emery, o que não aconteceria caso o sueco estivesse no time, pois ele não tem a mesma velocidade do uruguaio e não sabe marcar.

O “El Matador” está bem entrosado com os atacantes do PSG, Di Maria e Lucas, além de terem o segundo melhor ataque da competição, com 19 gols, sendo 9 de Cavani e 5 de Lucas, contam com as assistências e criações de jogadas do argentino Di Maria. A boa fase do atacante ainda se estende a Seleção Uruguaia, onde é artilheiro da competição com 7 gols e o Uruguai é o 2º colocado da competição com 20 pontos, atrás apenas da Seleção Brasileira com 21.

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Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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