Maior palco do futebol brasileiro deve ter nova administradora e sair do abandono

Após o fim dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, para onde o estádio do Maracanã estava reservado para uso exclusivo das competições, o maior palco do futebol brasileiro foi simplesmente foi abandonado.

A Maracanã S.A. (empresa da Oderbrecht e AEG), que administra o estádio carioca, acabou por deixar de lado os cuidados com o celeiro de tantos craques do nosso futebol e culpou a organização dos jogos Rio-2016 pelo abandono.

Em meio as trocas de acusações e o “disse me disse”, o estádio ficou largado e hoje contém muito entulho, boa parte sem luz, vidros quebrados, buracos nas paredes, há portas que não fecham, mais de 7 mil cadeiras faltando, banco de reservas rasgados e o gramado (coitado) em péssimo estado, com buracos e até plantas “alienígenas” já nasceram, sem contar que, no começo do ano foi alvo de furto, de acordo com a denúncia feita pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Segundo o relato dois bustos, um deles do jornalista Mário Filho, que dá nome ao estádio, cobre e duas televisões foram levadas por ladrões.

As empresas francesas Lagardère e GL Events “brigam” para comprar o atual contrato e ser a nova administradora do estádio. A Lagardère já administra o Castelão, enquanto a concorrente o Riocentro e a Arena Multiuso Rio, esta que, larga na frente por ter bom relacionamento com Fluminense e Flamengo, grande clubes cariocas sem estádio.

Mesmo após todo este imbróglio judiciário, esperamos que o templo do futebol brasileiro volte a ser o que era antes, afinal, é maior que tudo isso.

O estádio que sediou a final de duas Copas do Mundo sendo uma delas para 200 mil pessoas, que viu o Sr. Futebol Didi fazer o primeiro gol do estádio, que viu o milésimo gol de Pelé e os 333 gols de Zico, tem a história muito maior que qualquer crise política.

#VoltaMaracanã

Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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