Magrão, o drama de um aniversariante

- Ex-goleiro do Sport completa 43 anos
Magrão, o drama de um aniversariante

Nesta quinta -feira (9), o Parabéns ao Craque homenageia Alessandro Beti Rosa, mas podem chamá-lo de Magrão. Aos 43 anos, o ídolo do Sport Club do Recife acumula grandes feitos em 22 anos de carreira. Aposentado desde o ano passado, ele decidiu morar na Itália com a sua esposa, e agora vive momentos tensos com a pandemia do Coronavírus e longe da família.

A história de Magrão

Paulistano de nascimento, e ítalo-brasileiro (já que tem descendência), Magrão teve seu primeiro contrato profissional aos 20 anos, quando assinou com o Nacional, mas foi pouco aproveitado. Aliás, o começo de carreira não foi tão fixo como se esperava, já que o goleiro pouco se firmou. Para se ter uma ideia, de 1997 até 2004 foram sete camisas diferentes vestidas. Só no Rio Branco de Americana, foram três oportunidades, entre idas e vindas. Na última, em 2005, chamou a atenção do Sport local onde viveria uma longa e (provavelmente) eterna história de amor.

A paixão pelo Leão

Contratado para a Série B de 2005, Magrão fez seu primeiro jogo na 6ª rodada daquele ano contra o Guarani. Entretanto, quando parecia que estava tudo indo as mil maravilhas, o arqueiro sofreu uma lesão séria na cabeça, o que o impediu de disputar o restante da temporada.

2008 e a glória máxima

Após voltar de lesão, foram altos e baixos. Apesar de ajudar no acesso para a Série A daquele ano, a torcida ainda não via o arqueiro com a devida segurança para o posto. Em 2007, um dado não muito agradável: foi nele o milésimo gol da carreira de Romário, em pleno São Januário. A partir daí se firmou e virou incontestável. Após toda essa caminhada, 2008 chegou e a Copa do Brasil foi o ápice de sua carreira. Com boas atuações, ajudou o clube a chegar ao título do torneio, após final histórica contra o Corinthians. O destaque foi tanto, que foi cogitada a sua venda ao futebol europeu, mas não se concretizou.

Com o título, a passagem foi direta para a Libertadores. Assim como o Paysandu seis anos antes, que foi a surpresa do ano, o Rubro-Negro também agiu da mesma forma. O clube se sagrou líder da chave A, que tinha o Palmeiras, com apenas uma derrota. Mas, assim como os paraenses, os pernambucanos caíram nas oitavas, justamente contra o Verdão e nas cobranças de pênaltis.

Entretanto, o que parecia mais um ano bom, acabou culminando na queda para a Série B.

Herói dos pênaltis

Mesmo com a queda de rendimento do time, Magrão ainda continuou sendo destaque, e nem mesmo as lesões o atrapalharam. Na Sul-americana de 2013, por exemplo, o arqueiro defendeu três pênaltis contra o Náutico, avançando o time no torneio. Em 2014, o título da Copa do Nordeste, contra o Ceará levou alegria a sua torcida.

Mais tarde, em 2017, novamente na competição regional, pegou outro pênalti avançando o time para a semifinal. O mesmo destino foi traçado contra o Danubio-URU, quando o herói recifense apareceu de novo eliminando os uruguaios da Sul-Americana.

Já em 2019, com a vitória no estadual, Magrão conquistou seu 10º título em solo pernambucano. Assim, ele se igualou ao ex-atacante Leonardo, como o maior vencedor com a camisa do Sport.

Aposentadoria e tensão para Magrão

Com todas essas marcas, o veterano decidiu se aposentador após o Pernambucano, sendo que, ao todo foram 732 jogos com a camisa do clube. Após isso, acabou se mudando para a Itália, onde vive até hoje. Porém, em entrevista recente ao Globoesporte.com, em 30 de março, Magrão relatou medo com a pandemia em território europeu. Para ele e a esposa, o sonho acabou se tornando um pesadelo.

“Tínhamos um sonho de vir para a Itália assim que terminasse a carreira de jogador de futebol. E foi o que aconteceu. Quando acabou, viemos para cá, um país que conhecíamos por ter visitado, e estamos aqui no meio desse colapso. É algo que nunca tínhamos vivido, deixa a gente com medo. Quando vou no supermercado, é uma aflição muito grande. Tem que usar máscara, luva, manter distância, voltar logo para casa.”

Magrão, que está morando na cidade de Varese, cerca de 40 minutos de Milão, contou como foram os primeiros momentos da pandemia.

“As pessoas não levaram a sério. Tudo funcionando, a gente indo nas cafeterias, tudo cheio. E como aqui têm muitos idosos, foi aumentando os casos e a gente não dando conta que seria uma coisa séria. Só demos conta na segunda, terceira semana que tudo começou. Acredito que o fato de os italianos não terem acreditado nisso no início, acarretou nessa explosão e tantas pessoas terem perdido suas vidas.”

 

Foto: (Reprodução/Superesportes)

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Ruan Silva
Ruan Silva
Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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