A maestria de D’Alessandro

Ídolo do Internacional, o argentino D'Alessandro, que chegou ao clube em 2008, vem cada vez mais provando sua idolatria. Quando muitos já davam como uma carreira que já mostraria uma decadência em função dos seus 36 anos de idade, que batem na porta em 2017, o meia já vem fazendo atuações de luxo nessa volta ao Inter. Tendo uma passagem pelo River Plate em 2016, clube que o revelou, onde lá conquistou a Copa da Argentina e também a Recopa Sul-Americana, D'Ale fez uma falta imensa ao Internacional, que por coincidência ou não, veio a ser rebaixado no mesmo ano que o argentino foi emprestado ao River. Muitos dão como certa a causa do rebaixamento sendo a ausência de D'Alessandro, líder de vestiário e um verdadeiro capitão em campo. O Inter se mostrou um time sem alma e sem comando em 2016, culminando com o primeiro rebaixamento da sua história.

A gestão mudou para 2017, saiu Vitório Píffero da presidência e Marcelo Medeiros assumiu, vencendo a eleição do clube com mais de 90% dos votos, em cima da atual gestão de 2016.

Antes mesmo de assumir, Marcelo Medeiros já se preparava e tomava decisões, uma delas foi garantir a volta do ídolo em 2017, criticando a gestão de Vitório Píffero por ter emprestado o jogador, que na época, deu uma entrevista dizendo que o Internacional precisava mudar os ares e que o ciclo de D'Ale estava acabando.

Veio o 2017 atípico para o torcedor colorado, que além de ter que enfrentar a Série B, tinha visto seu maior rival acabar de vencer a Copa do Brasil. A volta de D'Alessandro estava confirmada e uma reformulação no elenco ia ser formada.

Antônio Carlos Zago foi o treinador escolhido pela gestão de Marcelo Medeiros para assumir o comando técnico do time, deixando claro que estava ciente da pressão que ia receber.

Os jogos vieram, e cada vez mais o maestro foi se destacando, o Inter em 2017 tem apenas duas derrotas, uma para o Novo Hamburgo, atua líder do estadual que vem fazendo uma campanha histórica para o clube, sendo o último invicto a cair na competição, e outra para o Juventude por 1 a 0, num pênalti mal marcado pela arbitragem já no fim da partida. Curiosamente, naquele jogo contra o Juventude, o Internacional não contou com D'Alessandro , e a apresentação não foi boa, deixando visível a carência da criação no meio-campo com a ausência do meia argentino. Contra o Sampaio Corrêa pela Copa do Brasil, D'Alessandro no jogo de ida já foi destaque pela bela atuação, sendo o garçom do meio-campo colorado, que resultou numa bela vantagem para o jogo da volta, 4 a 1 no Maranhão.

No Beira-Rio, um time misto foi escalado pelo técnico Zago, testes precisavam ser feitos e dúvidas precisavam ser tiradas. D'Alessandro começou no banco, e a atuação no 1º tempo gerou algumas vaias do torcedor, mesmo tendo o 4 a 1 de vantagem, a torcida não gostou do que estava vendo, um time que pouco agrediu o adversário e parecia estar satisfeito com  o resultado, já que a vantagem era grande. No final do 1º tempo, Carlos abriu o placar para o Inter, acalmando o torcedor. No 2º tempo, o técnico Zago mexeu no time e colocou o maestro, e aí… O resto todos sabem, o time foi outro no 2º tempo e fez mais dois gols, mais um com Carlos por cobertura e outro da figura do jogo, D'Alessandro fez de falta, um golaço, fechando o placar em 3 a 0.

A diferença que o argentino faz ao time é visível, mas isso deixa uma preocupação, o Internacional precisa aprender a jogar sem o meia, contratar algum substituto ou achar uma forma dentro do elenco para suprir a falta quando D'Ale não jogar, tendo em vista que a idade já está avançada, e uma sequência de jogos desgasta o jogador.

Esperamos para ver o que acontece, mas que o Internacional é outro com D'Alessandro isso é fato pelos acontecimentos citados acima. E uma pergunta que fica que todos se fazem: Se D'Ale estivesse no time em 2016, o Inter teria caído?

 

Weslley Dias

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O futebol me conquistou ainda novo e levo esse amor para a vida toda, quero fazer disso um trabalho e inclusive apesar da pouca idade já lido com isso".

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