MAC relembra título mundial, que completa 13 anos

Há exatos 13 anos o São Paulo Futebol Clube conquistou o mundo pela terceira vez. Foi o primeiro torneio com a Chancela da FIFA desde o polêmico Mundial de 2000. Na final, o tricolor do Morumbi venceu o poderoso Liverpool, por 1 x 0, com o gol histórico do volante Mineiro e sagrou-se tricampeão. A partida foi marcada pela brilhante participação do ídolo Rogério Ceni.

Após vencer a final da Libertadores de 2005, diante do Athletico-PR em duas partidas. A primeira foi um empate de um gol, e na segunda, no Morumbi, por 4 x 1. Todos os envolvidos com o clube ficaram na expectativa para aquele Mundial. Tanto que a equipe “largou” o campeonato brasileiro, terminando aquele ano em 12º lugar, apenas.

Após algumas fases preliminares, o estreou na semifinal do torneio diante do Al-Ittihad, da Arábia Saudita. O tricolor sofreu um pouco, mas controlou boa parte do duelo, e venceu por 3 x 2, dois gols do atacante Amoroso e um de Rogério Ceni, de pênalti). Classificando-se para a final, diante do Liverpool.

Os ingleses vinham de uma série grande de invencibilidade, eram os favoritos, e contavam com Steve Gerrard, em seu melhor momento da carreira. A equipe conseguiu a classificação para o Mundial, após ganhar aquela Champions League, da qual saiu perdendo por 3 x 0 do Milan, conseguiu o empate e venceu nos pênaltis.

Os Reds, começaram melhor a partida, buscavam o ataque e não deixavam os brasileiros jogar. E teve um lance inusitado. Um torcedor supostamente corintiano invadiu o gramado, e quis “zombar” dos jogadores tricolores.

Quando o supostamente torcedor corintiano entrou em campo, ele entrou no melhor momento para nós, era começo do jogo o time estava nervoso, estava se equilibrando em campo, o Liverpool já tinha feito duas ações ofensivas perigosas, e naquele momento que ele entrou, esfriou o jogo, deu aquele tempo para a equipe se aclimatar, e recomeçar o jogo, então ele nos ajudou muito, queria agradecer a ele por aquele momento de ter parado o jogo, onde o São Paulo não estava bem no jogo, foi ótimo”. – brincou o Marco Aurélio Cunha

Mas aos poucos, o tricolor foi deixando a timidez de lado, e criou algumas boas chances. E aos 25 minutos, Fabão lançou para Aloísio Chulapa, que dominou no peito, ajeitou seu corpo, deu um lindo passe para Mineiro, que entrou na área e chutou no contrapé do goleiro, e fez o gol que seria o do título. O Liverpool não tinha sua rede balançada há 11 partidas.

Aos seis minutos da segunda etapa, um lance memorável. Falta para o Liverpool. O astro Steve Gerrard era um dos maiores especialistas em cobranças de falta no mundo, na época. Ele vai para a cobrança, finaliza de maneira perfeita, no ângulo. Mas não contava com a elasticidade de Rogério Ceni, que parecia voar para se tornar uma lenda.

“ Eu tava no banco e vi a bola sair. Eu já sabia que ele iria inverter a barreira, porque ele disse e sabia onde o Gerrard cobrava, e era naquele canto, e que ele só poderia pegar, se visse a bola saindo. Então o que se imagina que foi só qualidade técnica, mas também foi de treinamento e observação. Então foi impulsão, treinamento, observação e pra mim não foi surpresa. Lógico, foi espetacular, mas eu não esperava outra coisa do Rogério naquele lance. O que passou pela cabeça foi: hoje a gente não toma gol, e foi o que aconteceu”. – confessou Marco Aurélio.

Para o torcedor são-paulino a partida representa muito as características do clube e dos seus jogadores. Um lance emblemático, aos 11′ foi o carrinho violento de Lugano (que tinha essas características de raça) em Gerrard. No decorrer da partida, aos 30 minutos do segundo tempo, Aloísio foi substituído por Grafite, que horas antes, não sabia se teria condições de jogo.

Na manhã do jogo, o Grafite amanhece com o joelho inchado, com líquido articular, o Rozan me acorda às 8h da manhã, dizendo: Olha o joelho do Grafite. Nós tínhamos feito um trabalho de recuperação de 7 meses, para ele ser inscrito, para participar do mundial. Ele treinou, foi tudo bem, entrou no primeiro jogo, no segundo tempo, mas em um treinamento leve, inchou o joelho. Examinei vi que era uma reação inflamatória. Ele fez um tratamento o dia inteiro com gelo e exercícios e já a noite o joelho desinchou e ele pode jogar, entrou no lugar do Aloísio no final, e ser campeão do mundo. Acho que foi a ação médica das mais bem sucedidas e silenciosas, e fico muito feliz”. – relatou MAC.

O São Paulo segurou bem o resultado, principalmente com defesas milagrosas de Rogério Ceni. Assim, Yokohama viu, em 18 de dezembro de 2005, um título mundial, com a cara daquela equipe, e a sina do Clube da fé, na final que perpetuou Rogério Ceni (escolhido o melhor jogador do jogo e do campeonato), como uma lenda, consagrou o pequeno gigante Mineiro e pintou o mundo em três cores (vermelho, branco e preto) pela terceira vez.

Toda comemoração é extraordinária, ainda mais em um campeonato como o Mundial, era uma coisa assim que se queria muito, sempre acreditou, mas sempre soube da dificuldade, então a hora que vem, quando o Rogério bate o tiro de meta, uma emoção imensa, vontade de chorar, de abraçar ao mesmo tempo todo mundo. Ao invés de comemorar com os jogadores eu virei para a torcida e olhava, porque eu era um torcedor, eu sabia o que o torcedor estava sentindo, então eu olhava para os torcedores e comemorava com eles, porque eu vim dali,eu sabia o quando aquilo era importante. E eu ganhei de um torcedor, algo para carregar, que estava escrito: Isso é um titilo de verdade! Com a cópia da taça. Eu andei com aquilo no estádio, mostrando. É indescritível, eu até brinquei e falei: Hoje eu posso morrer! Porque já cumpri uma promessa a mim mesmo, enque estaria um dia com o São Paulo campeão do mundo, já que não participei por questão políticas e tal dos título de 92 e 93. Cumprimos mais uma etapa, São Paulo é tri campeão do mundo”.

Alexsander Vieira
O princípio de que o jornalismo deva ser ensinado e que não é racional deixar que o jornalista se forme por si mesmo.
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