Lyon: entenda como o clube se tornou uma potência no futebol feminino

- O time francês é reconhecido mundialmente como uma das melhores equipes femininas da atualidade
Lyon: entenda como o clube se tornou uma potência no futebol feminino

Já imaginou ver seu time sendo campeão nacional por treze anos consecutivos, desde 2006? A torcida do time feminino do Olympique Lyonnais pode ostentar desta reputação. Além de liderar a Division 1, o Lyon, conhecido por golear os adversários, também possui seis títulos da Champions League e é o tetracampeão consecutivo.

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É evidente que todas estas conquistas exigem um bom elenco, o que também é um ponto forte do time. Entre os reforços da equipe, estão algumas das jogadoras premiadas pela FIFA nos últimos anos, como a inglesa Lucy Bronze, a norueguesa Ada Hegerberg e a húngara Dzsenifer Marozsán. Além disso, atletas como Megan Rapinoe e Alex Morgan também já jogaram pelo clube francês.

A alta qualidade e a visibilidade são alguns dos fatores que explicam como o time consegue reunir tantas atletas renomadas. Quando questionada por um repórter do jornal norte-americano “The New York Times” sobre o seu ingresso no clube, que ocorreu em 2017, Bronze declarou que: “Você não tem como dizer não ao Lyon”.

Lucy Bronze durante partida entre Lyon e Manchester City (Foto: Reprodução/Getty Images)

No entanto, além de considerar o elenco do clube, é importante entender quais são as iniciativas adotadas pela equipe para atingir este nível de reconhecimento. Na coluna Rainhas da Bola de hoje, nós separamos alguns dos pontos que tornaram o Lyon o time mais forte de futebol feminino no mundo, confira:

INVESTIMENTO

Um dos fatores que explica o sucesso do OL, tanto no futebol feminino quanto na modalidade masculina, são os investimentos. De acordo com o presidente do clube, Jean-Michel Aulas, o time não aceita ter dívidas e é extremamente preocupado com as finanças.

Segundo Aulas,  o orçamento da equipe feminina estava entre sete e oito milhões de euros na temporada passada, montante equivalente a cerca de R$ 40 milhões a R$ 45 milhões. O valor equivale a aproximadamente 14% do orçamento total da equipe. Em contrapartida, ao comparar com clubes brasileiros, por exemplo, a média destinada para a modalidade feminina é, em média, inferior a 1%, conforme um levantamento do jornal “O Globo”.

Além disso, a listagem do time na bolsa de valores da França também contribui para o orçamento positivo. No fechamento do pregão do dia 15 de abril, as ações do clube eram negociadas a 2,22 euros, com alta de 0,45%. A variação positiva ocorreu mesmo em dia de queda de quase 4% no CAC 40, que é o principal índice acionário de Paris.

Jogadoras do Lyon comemorando o título da Champions League em 2018. (Foto: Reprodução/GE)

IGUALDADE

Além dos investimentos, o clube francês se preocupa com a igualdade entre a equipe feminina e a masculina. As atletas dividem o centro de treinamento com os jogadores, como também, utilizam os mesmos fisioterapeutas. Estes tópicos podem parecer óbvios, no entanto, não são praticados por grande parte dos clubes, que preferem poupar os melhores recursos exclusivamente aos homens.

O time também atraiu a atenção dos torcedores quando publicou uma imagem da equipe feminina sendo transportada para uma partida em outro país em um jato particular. Novamente, a ação é comum em equipes masculinas, mas raramente ocorre com as mulheres.

https://twitter.com/OLfeminin/status/1129325995738181632?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1129325995738181632&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.nytimes.com%2F2019%2F05%2F17%2Fsports%2Folympique-lyon-womens-champions-league.html

“Percebi que a divisão no futebol, entre homens e mulheres, era total. Mas talvez se tentássemos alavancar o valor das jogadoras e se elevássemos as características do jogo das mulheres, para as quais a demanda está aumentando, poderíamos ser levados por uma onda”, disse o presidente do OL em entrevista ao “Euronews“.

Embora os salários das jogadoras ainda sejam muito inferiores aos recebidos pelos atletas do time masculino, os valores também estão acima da média. Segundo Aulas, as atletas recebem, em média, entre 5.000 a 10.000 euros por mês. Ademais, as jogadoras mais renomadas, como Hegerberg, Bronze, Amandine Henry e Wendie Renard, chegam a receber até 500.000 euros por ano.

TORCIDA DO LYON

Por fim, a torcida também é um ponto essencial para tornar o Lyon uma grande potência do futebol feminino. Em abril do ano passado, os torcedores do time marcaram um novo recorde de participação na liga feminina francesa, com 25.907 pessoas em uma partida contra o adversário Paris Saint-Germain.

Foto destaque: Reprodução/Instagram

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Giovanna Oliveira
Giovanna Oliveira
Giovanna Oliveira, 19 anos. Estudante de jornalismo, profissão que escolhi por ser apaixonada por ouvir e contar histórias. Atualmente, trabalho na redação da Casa Vogue e sou colunista do Coldplay Brasil. Acredito que não somente o futebol, como todos os outros esportes, são algumas das formas mais encantadoras de lidar com a vida e se conectar com as pessoas.

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