Leonardo Hartung

No início de março, especificadamente no dia 4, o site Futebol na Veia entrevistou, por meio de uma transmissão ao vivo através de uma rede social, com exclusividade, o jornalista e especialista no futebol asiático, Leonardo Hartung. Assim, um dos assuntos da transmissão foi as diferenças entre o país-sede da Copa da Ásia de 2023, China e o país sede da próxima sede da próxima Copa do Mundo, Catar.

O jornalista foi perguntado sobre uma comparação entre o futebol chinês e o futebol do Catar. Basta lembrar que o Catar vai sediar a próxima Copa do mundo de 2022, ganhou a última Copa da Ásia de seleções e ainda investe em projetos futebolísticos a longo prazo. Porém, não é uma liga tão reconhecida, internacionalmente falando, como a Chinesa.

“Olha, o Catar ele conseguiu alinhar esse processo de formação e desenvolvimento. Tem uma grande academia de futebol, a Aspire Academy, não só de futebol mas de esporte olímpicos também, atletismo. Essa escola foi que pautou o desenvolvimento do futebol do Catar nos últimos anos. O Félix Sanchez, atual técnico da seleção do Catar, ele foi técnico dessa academia de futebol. Ele pegou as seleções de base do Catar. Então, praticamente todo jogador jovem que está atuando na seleção do Catar, ele foi revelado nessa academia e foi treinado pelo próprio Félix Sanchez. Por exemplo, um jovem jogador que se destaca na seleção de base, já está muito cotado para jogar na seleção principal e vai ter espaço pra ele.”

Jogadores do Catar x da China

Em certo ponto da transmissão ao vivo, o Leonardo Hartung, especialista em futebol asiático foi perguntado sobre os jogadores do Catar. Por exemplo, os jogadores chineses que estão na seleção principal chinesa não são destaques em seu clube como o jogadores catarianos da seleção do Catar são. Na resposta, o Leonardo citou o atacante do Catar Akram Afif de 23 anos. Atualmente, o atleta joga no Al-Sadd do Catar.

“Por exemplo, o Akram Afif é um jogador decisivo, de frente, ofensivo, de ataque. Um extremo esquerdo que é diferenciado no Al-Sadd. Ele é um grande jogador no seu clube. O Almoez Ali, centroavante do Catar na Copa da Ásia do ano passado. Ele é um jogador que estava tendo seu destaque também no Al-Duhail, são jogadores que destacam já na Liga nacional e conseguiram manter isso na seleção. O desenvolvimento do futebol no Catar foi muito bom! A questão é que assim, deu muito certo etc, mas não pode tomar como Catar uma regra no sentido de que conseguiu criar todo esse aparato. Uma boa academia de futebol que fez bons jogadores, um bom técnico com conceitos e assim, em quatro anos vou dominar o mundo.”

Após falar do Catar, o Leonardo Hartung comparou com desenvolvimento do futebol na China. Ele cita que o país asiático é muito “8, 80” em relação ao futebol. Semelhante o que as pessoas fazem com a seleção brasileira de futebol.

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“A China tem um problema nesse aspecto, não tem todo esse aparato integrado: base, profissional e a formação. Além disso, a China, se pauta pelo resultado, pela vitória. Se não ganha é tudo errado. Tem muito essa cobrança da necessidade de voltar para uma Copa do Mundo porque só disputou em 2002. Então a cada vitória em eliminatórias ou amistosos é uma felicidade, tipo o “Campeão voltou”. Mas se perde, acabou desastre, nunca mais vai jogar uma Copa. Fica nesse 8, 80 que é péssimo para o desenvolvimento qualquer tipo de trabalho. Não dá para nem analisar.”

“A China tem um cenário futebolístico que ele é muito ruim. Nesse ponto, as naturalizações, tem um ponto positivo. São jogadores brasileiros, mais cascudos, mais habituados a pressão. Então, você coloca ali o Elkeson, Aloísio, Ricardo Goulart e na força, a seleção chinesa, pode ganhar, na força, resultado. Embora tenha um bom técnico, o Li Tie. E através das naturalizações consegue um processo mais tranquilo paras as próximas gerações.”

Foto destaque: Reprodução / REUTERS / Ibraheem Al Omari.

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Kaliel Serafin
Kaliel, 19 anos, estudante de jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi.

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